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Review de Death Howl | PC

Uma mistura que você nem sabia que precisava

Quando terminei de jogar Death Howl, minha reação foi tipo “Ok, eu joguei um soulslike com baralho de cartas e sobrevivi pra contar a história”. O nome do jogo já dá o tom, algo entre terror tático e lamento, e sinceramente, essa é a experiência que ele entrega.

A história que te puxa para o outro lado

Você assume o papel de Ro, uma caçadora movida pelo luto e pela esperança de trazer de volta seu filho morto. A narrativa é simples no começo, mas vai ganhando camadas à medida que eu explorava o Spirit Realm, um mundo fragmentado em quatro reinos e treze regiões distintas, cada um com sua própria sensação de mistério e perigo.

Não é só “matar inimigo e seguir em frente”. Existe um senso real de propósito, e isso torna cada combate, cada descoberta de carta nova e cada totem xamânico que eu desbloqueava algo mais pessoal, como se eu estivesse juntando fragmentos daquela história dolorosa de Ro enquanto meu baralho também evoluía.

Combate que castiga e compensa

Death Howl não é um soulslike tradicional com espadões e esquivas apertadas, além do clássico… Rolar… Rolar… Rolar… Ele usa combate por turnos em grids táticos, onde cada carta é uma ação (desde ataques básicos até movimentos, projéteis e buffs) e sua energia serve tanto para mover quanto para jogar cartas.

Eu me lembro de uma luta onde eu precisava decidir entre atacar um inimigo frenético ou recuar para evitar um combo devastador no próximo turno. Foi desses momentos que fez meu cérebro queimar igual a pipoca cinco minutos dentro do micro-ondas a 100% da potência.

E sim, morrer é uma parte essencial da curva de aprendizado aqui. O jogo abraça a ideia de que você vai falhar, aprender com isso e voltar melhor preparado para o próximo desafio. É punitivo, às vezes cruel, mas honestamente recompensador quando você finalmente supera uma fase ou um chefe que te massacrou sem piedade.

Existem mais de 160 cartas para coletar e montar um deck de 20 cartas que realmente diz algo sobre como você quer enfrentar o mundo espiritual.

No começo eu me peguei jogando cartas ofensivas como um lunático, pensando que força bruta resolveria tudo. Depois de levar uma surra daquelas espíritos esquisitos, percebi que posicionamento, controle de movimento e uso estratégico de efeitos de veneno, bloqueio e revide faziam toda a diferença. Criar um baralho que flui bem tornou-se tão importante quanto escolher o próximo passo no grid de combate. E quando essa sinergia acontece… meu amigo… é como acertar um combo perfeito no momento certo.

Atmosfera, estética e erros

A direção artística de Death Howl é um daqueles passeios sombrios que grudam na memória. A pixel art aqui não é apenas um estilo visual nostálgico, ela cria uma atmosfera melancólica, estranha e hipnotizante que combina com a jornada emocional de Ro.

O jogo usa cores e transições com inteligência, misturando ambientes naturais com nuances místicas que reforçam o tom poético e sombrio da narrativa. Não espere explosões de cores vibrantes, mas sim uma paleta que encaixa perfeitamente na temática adulta e emocional da história.

Claro que nem tudo é perfeito. A dificuldade pode parecer um tapa na cara sem aviso e, em alguns momentos, o jogo exige paciência para aprender padrões ou montar um deck que realmente funcione bem.

Tem horas que você sente que está tentando resolver um quebra-cabeça onde as peças mudam toda vez que você olha para elas. Isso pode frustrar, mas também é parte do charme esquizofrênico que Death Howl tem. E olha que engraçado pensar assim, um jogo triste te ensinando a executar táticas melhor do que minha vida social.

CONCLUSÃO

Jogando Death Howl descobri uma experiência que é ao mesmo tempo estranha, desafiadora e inesquecível. Ele não quer só te entreter, ele quer que você sinta cada vitória como conquista legítima, e que cada derrota sirva de lição para o próximo passo.

Se você curte jogos que misturam estratégia, emoção e dificuldade com uma camada narrativa tocante, esse título indie merece lugar na sua biblioteca. Ele me fez pensar, reagir e até prestar atenção no baralho como se fosse um personagem coadjuvante dessa história triste e cheia de nuances de Ro.

PATÔMETRO

88
Licença enviada por:
11 bit studios
Agradecemos pela oportunidade.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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