Brotherhood é um boomer shooter excelente, com visual retrô baseado nos dois jogos que são considerados as obras máximas do gênero: Doom e Wolfenstein 3D. Divertido e com uma proposta simples, mas viciante, o jogo entrega uma campanha divertida e boas lutas contra chefes.
O ano de 2025 tem sido uma jornada fantástica. Finalmente paguei minha dívida com franquias do gênero Boomer Shooter, jogando todos os jogos do reboot de Wolfenstein e, finalmente, Doom: Eternal e Doom The Dark Ages. O fator diversão, aliado a um tiroteio extremamente viciante e violência desenfreada a pessoas e até entidades que a merecem, sempre foi uma desculpa excelente para a criação dessas grandes obras. E aqui, em Brotherhood, temos a entrada da desenvolvedora FatCatGames no gênero, e o resultado é muito satisfatório.
HISTÓRIA/PREMISSA
Você é uma das cobaias de um grupo secreto chamado Irmandade. Eles sequestram seres humanos e utilizam neles o mutageno criado em seu laboratório secreto na suíça para forçar a criação da nova superaça humana. De mutilações a testes extremos, milhares caíram para a brutalidade do grupo. Mas não você. O mutageno te dá força sobre humana e resistência absurdas. Livre de suas amarras e, empreendendo uma fuga alucinante do complexo da irmandade, apenas você será capaz de trazer um fim ao terror dos fanáticos religiosos!
A história nem sempre é o fator mais forte desses jogos, mas aqui há um esforço nesse sentido. Adorei a motivação do personagem e acho que ela funciona muito bem para a proposta mais simples do jogo.
GRÁFICOS
Simples até demais. Embora a proposta do jogo seja ser um retro shooter, acho que as animações das armas poderiam ser melhores, seja no recarregamento ou até nos efeitos visuais. Ainda assim, as fases têm um design muito bacana E VARIADO, surpreendendo até um cachorro velho como eu, e, apesar do foco em simplificar a experiência, os inimigos são variados o bastante a ponto de até o design deles influenciar na escolha de armas, e o design dos níveis é excelente. Para um jogo com foco em uma experiência mais direta, isso diz muito sobre o esforço do estúdio.
Outra coisa muito bacana são os sinais visuais nos cenários. Geralmente, portas escondidas têm sinais de rachaduras, ou portas metálicas suspeitas, uma linha na horizontal. Apesar de ser adepto de experiências mais novas, o foco nos jogos da década de 90 não foi impedimento algum para eu me divertir com o jogo. É, no fim, um preconceito que recomendo você deixar de lado e se jogar na obra.
JOGABILIDADE
A única coisa que não me agradou é o menu rápido de armas no r1. Poderia ser mais funcional. De resto, a movimentação funciona da maneira como se espera, e a gunplay é funcional. Não há muito do que falar da jogabilidade, apenas que ela não atrapalha em nada e não frustra. Morrer no jogo é e sempre será problema de habilidade do jogador.
Outra coisa que me agrada é o quanto o jogo premia quem explora seus níveis. O jogador poderá coletar upgrades de vida, munições variadas e até upgrades da barra de mutageno, que aqui funciona como uma armadura, caso seja mais minucioso. E não se engane: apesar da sensação de recompensa em explorar, você vai ter que ser esperto e memorizar boa parte dos caminhos, já que não há um mapa.
SOM E MÚSICA
Os efeitos sonoros agradam. Gritos de mortes de inimigos e sons de armas são muito bem representados. Senti falta de maior variação nas músicas, no entanto. Ao menos não atrapalham a experiência com padrões repetitivos.
PARTE TÉCNICA
O jogo roda normal a maior parte do tempo. Percebi alguns cortes na tela que me incomodaram um pouco nas missões da caverna e tive um bug onde meu personagem ficou preso em um vaso de planta no nível dos quartos da irmandade. Não chegaram a frustrar muito, mas acho que, para um jogo mais leve como esse, é válido citar, e que patches no futuro melhorem esses pontos.






CONCLUSÃO
Brotherhood é excelente. Um jogo que pode mostrar para uma audiência que perdeu o suco do melhor do boomer shooter da década de 1990 o porquê deles serem tão amados e aclamados mesmo nos dias de hoje, e obviamente um must play para veteranos dessas franquias. A campanha tem mais de 24 níveis recheados de segredos, e com uma gunplay divertida dessas, o tempo passará voando. A campanha dura algo em torno de 5 horas, mas serão 5 horas extremamente divertidas.
HISTÓRIA
GRÁFICOS
SOM E MÚSICA
JOGABILIDADE
PARTE TÉCNICA
PATÔMETRO
