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Review de Au Revoir | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

Aqui somos lançados num futuro frio e sombrio (ano 2071) em que a imortalidade virou privilégio dos ricos (parece até tema de filme). Empresas poderosas criaram cérebros sintéticos que armazenam a consciência humana, permitindo transferir almas de corpos moribundos para novos “veículos” artificiais.

Nesse mundo, recorrentes apagões, falhas e conspirações ameaçam escancarar que nem tudo é perfeito por trás da cortina do progresso.

Você joga como Tristan, um “Sentinel” encarregado de recuperar consciências perdidas e devolvê-las a corpos apropriados. Mas com o tempo, Tristan começa a duvidar da própria sanidade, sua consciência pode estar corrompida ou manipulada (e agora?).

A narrativa investe bastante em mistério, escolhas morais e reviravoltas.

Personagens que aparentam ser aliados podem esconder objetivos próprios, e as decisões do jogador influenciam diretamente no final, nem tudo é branco ou preto nesse universo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Au Revoir é essencialmente um adventure narrativo com forte ênfase em investigação e puzzles. Você explora ambientes futuristas interativos, coleta documentos, conversa com personagens, desbloqueia caminhos novos e conecta pistas para avançar.

A mecânica de “escolhas que afetam o fim” adiciona peso emocional a cada diálogo ou ação. Não apenas o que você escolhe muda pequenas cenas, mas pode mudar quem vive, quem morre ou como Tristan (você) verá a verdade final.

O jogo também permite deslocamentos via carro entre áreas, o que cria sensação de mundo maior.

Os puzzles variam de lógica pura, decifração ou combinação de pistas. Eles nunca são a toa, exigem atenção, leitura de cenário e interpretação das anotações que você coleta.

Alguns mapas são feitos com estética low poly e luz de neon, e exigem que o jogador esteja atento aos detalhes visuais para notar interações escondidas.

Há momentos em que o ritmo pode parecer lento, o jogo prefere deixar você olhar cada cena, questionar cada personagem antes de seguir. Para quem curte narrativa imersiva, isso é um ponto forte; para quem busca ação, pode parecer que o motor “não arranca” às vezes.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

O estilo visual de Au Revoir é marcante, ele aposta no low poly + neon + sombras pesadas, combinação vista em vários clássicos cyberpunk, mas aqui há um certo toque ainda mais “moderno”.

Os cenários têm detalhes suficientes para fazer sentido nas pistas, painéis com textos, hologramas piscando, monitores ao fundo, ruas saturadas de luz artificial. Esses elementos ajudam a construir o mundo e a narrativa.

A dublagem em português-brasileiro (interface, áudio e legendas) também merece destaque, o que torna a experiência mais fluida para nós brasileiros.

Tecnicamente, não encontrei bugs.

Comparado a outros indies narrativos, Au Revoir entrega polimento acima da média tanto na interface quanto nos menus, diálogos e transições de cena.

CONCLUSÃO

Au Revoir é um jogo que se destaca justamente por sua identidade clara, narrativa forte, ambientação densa e escolhas que importam de verdade. Ele não é ação desenfreada, mas sim um thriller futurista pausado que te convida a refletir.

Alguns momentos podem parecer lentos, especialmente nos trechos de investigação, mas para quem gosta de mergulhar em histórias com mistérios e dilemas morais, esse título entrega tudo com muito louvor. 

PATÔMETRO

95
Licença enviada por:
Nuntius Games
Agradecemos pela oportunidade.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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