HISTÓRIA/PREMISSA
Alphadia III nos leva para antes de tudo que conhecemos na série (eu tive que pesquisar um pouco, já que esse foi meu primeiro contato com a franquia), ela situa-se no período da Energi War, um conflito em que o poder vital chamado energi se tornou motivo de guerra entre nações.
Você joga como Alfonso, um “energi clone” que começa a questionar sua natureza, seu propósito e os custos da guerra. Ele encontra figuras e organizações que já existiam no lore de Alphadia e descobre segredos sombrios sobre como o mundo foi moldado pelas ambições humanas.
A narrativa aposta bastante no tema clássico de identidade, sacrifício e redenção, mas também traz reviravoltas políticas envolvendo impérios e facções que queriam controlar a energia vital.
A jornada mistura introspecção com batalhas decisivas, e gradualmente mostra que, por trás dos conflitos, há manipulações e velhas injustiças que moldaram o mundo que os heróis irão herdar e de alguma forma isso precisa ser encerrado.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
O jogo aposta no sistema em turnos clássico, com comandos por ação lateral (side-view). A cada turno, além dos ataques básicos e magias, você pode usar as SP Skills, ativadas quando a barra de SP se enche, são um ótimo recurso para virar batalhas.
Dois sistemas novos adicionam profundidade: Arrays e Energi Crock. Arrays são formações ou modos estratégicos que modificam suas opções de combate, você dominando isso, consegue vantagem em batalhas mais difíceis. O Energi Crock permite converter itens que você não usa em Energi Elements, que podem ser trocados por itens úteis ou recursos especiais. Isso ajuda a lidar com o desperdício e dá valor ao inventário que muitas vezes fica cheio de itens inúteis.
Durante a aventura, você também pode transformar seu barco em um hidroavião (seaplane), permitindo viagens entre locais distantes e agregando lojas embarcadas. Essa progressão vertical no transporte dá uma sensação constante de expansão ao mundo, que aliás é bem grande e o sistema de transporte por um click ajuda bastante em determinados momentos.
Além das missões principais, há arenas, missões extras e modo de trocas no sistema de elementos, o que incentiva explorar e experimentar estratégias alternativas.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Gráficos em estilo retrô com pixels são o coração visual do jogo. A estética é charmosa, nostálgica, mas bem trabalhada a seu jeito, com cenários detalhados, composições de cores interessante e transições de ambiente que ajudam a separar as ambientações.
Tecnicamente, o jogo roda bem e assim deve rodar na maiores dos computadores, já que seu requisitos são extremamente normais. Não enfrentei bug ou qualquer tipo de problema técnico.
Quanto ao jogo em si, ele cometeu problemas de retro games muito antigos, por mais que se inspire neles, é importante levar os recursos atuais em consideração, por isso algumas coisas ficaram bem repetitivas, como o caso das músicas e da variação de inimigos, que em muitos casos apenas mudavam de cor.
Problemas assim podem ser facilmente evitados. Mas Ramos, o jogo é para ser um retro game, não acha que eles estão certos? Não, não acho. Por mais que você crie um game focado nisso, é importante lembrar que o público geral não é o mesmo daquela época, e notei diversas coisas no que não vão agradar a geração mais nova de gamers, e acredito que esse é um cuidado que todo jogo precisa ter, por mais que se inspire em jogos de décadas passadas.






CONCLUSÃO
Alphadia III é um RPG retrô que entrega bem sua proposta. Ele combina temas profundos de identidade e conflito com mecânicas estratégicas interessantes, como Arrays e o Energi Crock. O charme visual em pixel art e a ambientação são pontos bem positivos também.
Se você é fã de RPGs que valorizam lore, mecânicas de combate e quer entender melhor o universo de Alphadia, esse jogo merece atenção. Ele não é revolucionário, e tem seus problemas, mas para quem curte o gênero e está cansado de jogos hiper-realistas, aqui você ganha um ótimo respiro.
PATÔMETRO
