Absolum, o mais novo RPG de ação beat ’em up, desenvolvido em parceria pelos estúdios Dotemu, Guard Crush e Supamonks, é simplesmente incrível. Com uma arte gráfica de altíssima qualidade e um fator replay elevado, o jogo agrada tanto jogadores casuais, com suas mecânicas de acessibilidade, quanto os fãs mais hardcore, graças à sua estrutura roguelite. Em um ano já recheado de lançamentos de peso, Absolum se destaca e, na minha opinião, deve figurar entre o top 5 de melhores indies do ano.
Assim que coloquei os olhos em Absolum, foi amor à primeira vista. A Dotemu, junto a parcerias de peso como Guard Crush e Lizard Cube, já vinha entregando jogos indies memoráveis. Streets of Rage 4 é meu beat ’em up favorito, com mais de 170 horas investidas. Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge reacendeu a paixão pelos clássicos dos anos 90. Shinobi: Art of Vengeance trouxe Joe Musashi de volta em grande estilo, conquistando a melhor pontuação crítica da franquia. Para minha surpresa, Absolum vai além: é literalmente uma fusão de dois gêneros que adoro — roguelite e beat ’em up.
HISTÓRIA/PREMISSA
A narrativa é um clichê de fantasia, mas funciona muito bem dentro da proposta. Você e seus aliados são membros de uma resistência que se opõe ao regime do tirano Rei Azra. No mundo de Talamh, a magia foi banida, e arcanistas são caçados e mortos. Uchawi, sua mentora e líder das Mães das Raízes, guia a luta contra a opressão. A trama se aprofunda com diálogos, narrações pontuais e monólogos do personagem que você controla, revelando uma lore envolvente e cheia de nuances.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Aqui Absolum brilha. A esquiva é precisa, o hitbox funciona sem problemas, e controlar os quatro personagens exige perícia — não por falhas, mas pela profundidade das mecânicas, que incluem parry, desvios e builds elementais.
> Galandra: necromante guerreira, equilibrada entre força e velocidade.
> Karl: anão bruto, especialista em agarrões e tiros com bacamarte.
> Cider: ciborgue ágil, usa lâminas e uma garra mecânica evolutiva.
> Brome: mago rápido, com ataques mágicos variados.
O sistema roguelite se destaca: a cada derrota, você acumula recursos como diamantes, radiância, sementes e raízes douradas, liberando poderes, buffs e builds personalizadas. A progressão é orgânica e recompensadora.
Outro ponto alto é a cooperação online e local. O jogo equilibra automaticamente jogadores com níveis diferentes de progresso, mantendo a experiência justa para todos.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Gráficos são belíssimos. Seguindo a tradição artística dos projetos anteriores da Dotemu, Absolum usa uma engine polida e visualmente impactante. O mundo é vibrante, os gráficos 2.5D são um espetáculo e a variedade de animações impressiona. Explorar cada bioma é um deleite: notar detalhes, armadilhas e caminhos alternativos torna-se parte da diversão. É difícil encontrar defeitos nesse quesito.
A trilha sonora é boa, mas o grande destaque são os efeitos sonoros: golpes impactantes, gritos dos inimigos e efeitos climáticos detalhados tornam a imersão ainda maior.
O desempenho é excelente. Durante meus testes, encontrei apenas um bug menor. Como joguei uma versão antecipada, é provável que já tenha sido corrigido via patch.






CONCLUSÃO
Absolum é simplesmente fantástico. Personagens variados e divertidos, inimigos e chefes criativos, história direta e uma jogabilidade viciante fazem dele uma grata surpresa indie do ano. Mesmo que o roguelite assuste alguns jogadores, há opções de acessibilidade que tornam a experiência acolhedora.
Um título que mostra o quanto ainda é possível inovar em gêneros clássicos. Joguem Absolum e salvem a terra de Talamh de seu opressor.
HISTÓRIA
JOGABILIDADE
GRÁFICOS
SOM/MÚSICA
PARTE TÉCNICA
PATÔMETRO
