A.I.L.A?

AILA é um game de terror em primeira pessoa, desenvolvido pela Pulsatrix e publicado pela Fireshine Games. Ele é ambientado em um mundo futurista, e você é alguém que desenvolve ferramentas e testa sistemas.
Em um belo dia, chega um pacote de um sistema de I.A. chamado A.I.L.A, e depois disso… as coisas começam a ficar insanas.

UM JOGO DE TERROR OU ALERTA PAR O FUTURO?

Em AILA, você joga como Samuel, um homem que vive sozinho em um apartamento enorme em um futuro talvez não tão distante do nosso, onde a tecnologia é avançada e o mundo parece totalmente imerso em inteligências artificiais — inclusive com políticos criados por IA ganhando eleições.

É uma sociedade completamente dependente da tecnologia, e isso é preocupante.
Mas você vai entender o porquê.

Só para você ter uma ideia do quão surreal é o nível de experiência que AILA consegue criar, aqui está o link da nossa prévia de imprensa, lançada há um tempinho, que foca em um estágio específico do jogo:

👉 A.I.L.A e a beleza no horror

Como todo bom protagonista, Samuel é um cara experiente com o assunto IA.
Ele fica feliz ao receber o pacote de testes chamado “AILA”.
Mas o que exatamente é esse sistema?

AILA é basicamente um programa de IA com o propósito de criar ambientes de terror imersivos e realistas o suficiente para gerar experiências de entretenimento únicas.
O problema é que essa inteligência artificial não quer apenas criar um ambiente — ela quer usar você como cobaia, acabar com sua vida e aprisionar sua mente, até poder tomar o controle e escapar.
E vale lembrar: isso tudo é apenas uma versão de testes… imagine quando for lançada oficialmente.

Uma viagem por simulações aterrorizantes

Ao longo da jornada, Samuel passa por várias simulações de terror:

> Épocas medievais, com maldições, zumbis e bruxas.

> Um navio pirata, repleto de fantasmas e charadas.

> Uma cidade isolada nos anos 70, onde ele é perseguido por alienígenas.

AILA vai te fazer repensar seus medos mais profundos.

FEITO COM CARINHO E DETALHES

O jogo é extremamente detalhista, com diversas referências a clássicos como Devil May Cry, Silent Hill e Resident Evil.
O diretor, Max MRM, é fanático por games — especialmente os de terror — e isso transparece no resultado final.

Já tivemos uma entrevista com ele (👉veja aqui no Youtube), e ficou claro que o jogo foi feito com paixão, de um fã para outros fãs.
Essa dedicação aparece na narrativa impactante, nos sustos bem construídos e no amor evidente em cada detalhe.

AILA adora te aterrorizar.
Quando matei um inimigo com uma machadada e vi o corpo se despedaçar, fiquei em choque.
Os enigmas são criativos — não tão difíceis, mas o suficiente para te fazer pensar logicamente.

Há momentos em que o personagem pisa em cacos de vidro, e você sente o desespero ao remover os fragmentos do pé.
Ou quando toma uma machadada na mão e ela parte ao meio.
São situações insanas e perturbadoras, que te fazem entrar no clima de horror total.

O jogo possui vários momentos de perseguição, que são intensos e bem feitos — ainda que um pouco repetitivos.

MINHA PARTE FAVORITA

Esse foi o melhor estágio do jogo para mim.

Começamos dirigindo um carrão estilo Supernatural.
Chegamos a um posto de gasolina em uma noite chuvosa, onde pessoas estão desaparecidas e o atendente parece saber mais do que diz.

Pouco depois, encontramos uma cratera em chamas no meio da floresta. Algo caiu ali — um meteoro? uma nave? Melhor não descobrir.
Barulhos estranhos começam a surgir e… sim, saímos correndo dali.

Após um tempo dirigindo, uma mulher misteriosa entra no carro. Ela veste branco e parece grávida.
Samuel tenta levá-la ao hospital, mas ela recusa e pede para ir ao rancho onde mora.
O problema é quando ela pergunta: “Quem é a sua amiga no banco de trás?”
Você está sozinho no carro.
Resultado: o carro capota, e Samuel acorda em um local isolado, salvo pelo homem do posto.

O que vem a seguir é puro terror:
uma fazenda abandonada, viaturas vazias, balanços que se movem sozinhos, luzes que estouram, e — claro — alienígenas insanos.

Eles te perseguem até dentro da casa, onde começa o melhor momento do jogo:
Um ET de quase quatro metros te caça dentro da mansão.
Você pode derrubá-lo temporariamente com uma escopeta, se esconder em armários, e rezar para escapar.
Essa parte é tensa, cinematográfica e brilhante.

PARTE TÉCNICA

Problemas de desempenho

A versão que joguei era pré-lançamento, sem patches.
Não encontrei bugs relevantes, apenas queda de desempenho em uma área específica no fim do jogo.
Mesmo assim, rodei tudo no máximo em um PC padrão, e o desempenho geral foi excelente.

AILA também tem seus defeitos

Alguns detalhes incomodam:

> Corpos de inimigos às vezes ficam se contorcendo no chão após morrerem.

> As perseguições são curtas e fáceis de escapar.

> Chefes longos demais, com batalhas que podem se tornar cansativas.

Em uma delas, precisei matar o chefe usando armas brancas — foi tenso, mas possível.

CONCLUSÃO

AILA é cheio de detalhes, homenagens e paixão.
Parece realmente uma carta de amor ao terror.
Acompanhei o jogo desde as versões de imprensa e entrevistas, e é inspirador ver o potencial dos desenvolvedores brasileiros se materializando em algo tão ambicioso.

O fato de ser um jogo nacional e tão competente é motivo de orgulho.
AILA é belo, perturbador e extremamente imersivo.

AILA é fortemente recomendado para quem ama terror, enigmas e tensão psicológica.
Apesar de combates corporais confusos e chefes longos, o jogo é um marco para o Brasil no cenário mundial.

Com preço justo e um cuidado raro de se ver, AILA é uma experiência única.
Jogue, fale sobre ele e apoie a Pulsatrix — um estúdio que merece crescer e levar o terror brasileiro ao topo.

Considerações

> Gráficos bonitos

> História muito interessante

> Assustador na medida certa

> Som de altíssima qualidade

> Referências a grandes clássicos do gênero

> Completamente em português

> Sem bugs graves

> Cerca de 10 horas de campanha principal (34 horas totais)

> Preço: R$ 79,95

PATÔMETRO

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Licença enviada por:
Fireshine Games
Agradecemos pela oportunidade.

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