Versão de PlayStation One

PREMISSA/NARRATIVA
Na época, era uma tentativa ambiciosa de recriar fielmente a temporada da Fórmula 1 daquele ano, com todas as pistas, equipes e pilotos licenciados. Hoje, revisitar esse título é quase uma aula de história interativa. Você joga, mas também relembra um dos períodos mais icônicos do automobilismo, quando o grid ainda era povoado por nomes como Häkkinen, Coulthard, Villeneuve e o sempre subestimado Rubens Barrichello.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
O jogo tenta ser uma mistura de simulação com arcade, o que na prática significa que ele perdoa alguns erros, mas não todos. Se você passar reto em uma curva como a primeira de Monza, vai bater. E se tentar forçar ultrapassagem em Mônaco, provavelmente vai virar meme. A IA até hoje é surpreendentemente agressiva e minimamente inteligente, e os adversários cometem erros, o que adiciona imprevisibilidade às corridas.
Voltar a jogar F1 2000 depois de adulto foi como abrir uma caixa de sapato cheia de fotos antigas.
DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS
A versão de PC é bem mais agradável aos olhos do que a de PlayStation. Rodando em resoluções mais altas e com texturas um pouco melhores, ela ainda entrega uma experiência visual decente. O som dos motores, por sua vez, é um dos pontos altos. Os V10 rugem com um tom rouco e explosivo que faz falta nos jogos modernos. O áudio é direto, sem frescura, e mesmo sem narração ou comentários, o ambiente da corrida funciona.
CONCLUSÃO
Não é o jogo ideal pra quem procura gráficos incríveis ou física ultra precisa. Mas pra quem cresceu com posters do Schumacher na parede e a trilha sonora dos motores V10 no ouvido, é uma viagem que vale cada curva.

