HISTÓRIA/PREMISSA
A história segue Melinoë, filha de Hades e Perséfone, e irmã de Zagreus, o protagonista do primeiro jogo.
Melinoë é uma jovem deusa e feiticeira em treinamento, criada pelas Moiras e pela deusa Hécate após o ataque de Chronos, o Titã do Tempo e avô de Melinoë, que escapou de seu aprisionamento no Submundo.
Chronos toma o controle da Casa de Hades, aprisiona Hades e seus aliados e ameaça o equilíbrio do mundo.
A narrativa começa com Melinoë em sua missão de derrotar Chronos e libertar sua família.
Diferentemente de Zagreus, que buscava escapar do Submundo, Melinoë trabalha para salvar o Submundo e o Olimpo, viajando entre os dois reinos sob ameaça do Titã.
Ela explora diversas áreas, enfrentando inimigos mitológicos e coletando recursos para fortalecer suas habilidades.
Com a ajuda de Hécate, sua mentora, e de deuses olímpicos como Apolo, Deméter, Zeus, Hefesto e outros, Melinoë aprimora seus poderes mágicos e armas, como a varinha de feiticeira e a foice lunar.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Hades 2 é um roguelike, onde morrer faz parte do processo.
A cada “run”, você obtém recursos e melhora suas habilidades — e aqui está a beleza do jogo: a progressão beira a perfeição.
Você está sempre com a sensação de estar evoluindo.
Seja você um jogador casual ou hardcore, há opções de personalização e acessibilidade para ajustar a experiência ao seu gosto.
As principais novidades e recursos incluem:
> Diversas armas com estilos únicos;
> Cartas de arcanos, que modificam parâmetros e podem ser melhoradas;
> Modo Divino, que reduz o dano recebido conforme morre, ideal para iniciantes (pode ser desligado para quem busca desafio);
> Bençãos dos deuses olímpicos, que alteram drasticamente o estilo de jogo e tornam cada tentativa única;
> Sistema de magias, criadas no Caldeirão da Encruzilhada, com múltiplas variações;
> Relacionamentos com deuses, fortalecidos com Néctar, rendendo amuletos com bônus específicos;
> Familiares, criaturas que auxiliam nas batalhas.
Mesmo após dezenas de horas, o jogo continua oferecendo variedade e desafios.
O sistema de progressão é viciante e o loop de gameplay é quase perfeito — sempre há algo novo a conquistar.
Concluir a história levou cerca de 40 tentativas, mas cada “run” é diferente.
Mesmo após o final, há conteúdo pós-game, incluindo novas armas, profecias, desafios, modos de dificuldade, cosméticos e melhorias para a base.
Os cenários e biomas são belíssimos, com destaque para o Monte Olimpo, um verdadeiro espetáculo visual.
ASPECTOS TÉCNICOS
Desenvolvido com o mesmo motor gráfico do primeiro Hades, aprimorado para multiplataforma, o jogo mantém o estilo artístico inconfundível da Supergiant Games.
Os gráficos são leves e bem otimizados, rodando suavemente até em PCs modestos.
Em testes, o jogo rodou em 4K a 120fps em um notebook com i9 e RTX 4080, sem qualquer queda perceptível.
A trilha sonora, assinada por Darren Korb, é simplesmente sensacional.
Um destaque é o confronto contra a chefe do oceano, uma banda de Sereias que tocam um rock poderoso e empolgante — uma das melhores batalhas sonorizadas de 2025.
O jogo conta ainda com diálogos ricos, que expandem o universo e evoluem conforme a história avança.
Cada personagem tem personalidade e voz únicas, com atuações impecáveis (embora o jogo não seja dublado em português).
Tudo está legendado em PT-BR e com tradução de ótima qualidade.
É impressionante o que a Supergiant consegue fazer com um orçamento indie, mantendo o alto padrão técnico e artístico do primeiro jogo.








CONCLUSÃO
Levei 42 horas para terminar o jogo no modo divino, sem buscar a platina.
Para quem quiser platinar, é possível passar das 80 horas, dado o volume de conteúdo.
A experiência é viciante, divertida e recompensadora.
Mesmo que você não curta roguelikes, Hades 2 é acessível e pode ser uma ótima porta de entrada no gênero — além de agradar fãs de hack’n’slash.
O jogo executa sua proposta com maestria, e deve disputar (e possivelmente vencer) o GOTY na categoria Indie.
Meu veredito?
93/100 – Divertido demais e viciante.
É o tipo de jogo que te faz pensar: “só mais uma run”.
