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EXCLUSIVO | ENTREVISTA COM SIG CHAP

CONHECENDO A SIG CHAP

No coração da cena gamer brasileira, a Sig Chap se destaca como um verdadeiro paraíso para colecionadores e apaixonados por videogames. Especializada em raridades do universo dos jogos, novidades das gerações atuais, edições especiais e itens exclusivos, a loja já conquistou uma reputação sólida entre fãs e celebridades. Não é por acaso que nomes como MC Cabelinho, Emicida e muitos outros já passaram por lá em busca daquele item único que só a Sig Chap consegue entregar.
Nesta entrevista, conversamos sobre sua trajetória e os bastidores do trabalho que encanta tanto o público casual quanto os colecionadores mais exigentes. Vamos conhecer a história por trás desse teemplo das exclusividades

O início

Como nasceu a ideia da loja?

Pergunta: Como nasceu a ideia da loja?
Resposta:
A Sig Champ surgiu no começo da pandemia. Eu estava querendo jogar um Super Nintendo e comprei no Mercado Livre. Quando chegou, eu queria jogar mais jogos e perguntei sobre isso para o vendedor. Ele não tinha mais, mas me passou umas comunidades no Facebook. Entrei em todas e comecei a acompanhar, e vi diversos itens que nunca tinha visto, edições extraordinárias, com altos valores e escassez. Em menos de uma semana eu vendi aquele Super Nintendo que comprei e vi que poderia começar a fazer o mesmo.

Quando ela foi fundada e quando percebeu que queria trabalhar com games?

 

Pergunta: Quando ela foi fundada e em que momento você percebeu que queria trabalhar com games?
Resposta:
A ideia nasceu em junho de 2020, mas fundada mesmo como marca foi agora, dia 21 de maio de 2025. Particularmente, eu não me via trabalhando com games em nenhum momento da minha vida, mesmo tendo alguns contatos quando mais novo. Mas foi um caminho pós trabalhar 7 anos em uma farmácia, que abracei e não deixei passar.

Maiores desafios no começo

 

Pergunta: Quais foram os maiores desafios no começo?
Resposta:
Por mais que pareça genérico, o desafio realmente está em viver a cada dia aquilo que você acredita. Sempre vão existir, mas sempre são solucionados. Então nunca vi nada como um desafio que pudesse me derrubar.

A cena gamer atual

O que mudou no mercado desde a abertura da loja?

Pergunta: O que mais mudou no mercado desde que vocês abriram?
Resposta:
Boa pergunta. Quando comecei, eram comunidades mais no Facebook. Após uns 2 anos de envolvimento e vendo que o público poderia estar atrelado a outros canais, decidimos criar uma comunidade dentro do WhatsApp — e a forma dessa comunidade fomos nós que criamos no mercado. Essa foi a primeira mudança.

Depois disso, como fiquei quase um ano fora do mercado e voltei realmente em maio, mesmo estando fora estudei diversas maneiras de fazer algo com mais experiências para colecionadores e clientes. Estudando sobre isso, acredito que a maior mudança está por vir.
2026 será o ano para que isso aconteça. É algo muito mais elaborado que uma comunidade no WhatsApp. Apesar de termos metas, temos os pés no chão para que isso aconteça. Zero imediatismo. Mesmo sem perfeccionismo, sei que é um projeto de longo prazo.
Anotem o que a Sig Chap pode fazer.

A paixão por videogames

De onde vem a sua paixão pelos videogames?

Resposta:
A minha paixão pelos games veio dentro da Lan House que minha mãe tinha na época.

Qual console ou jogo marcou você e influenciou a criação da loja?

Resposta:
Não consigo falar somente um console, e sim dois: Super Nintendo e Playstation.
Jogos marcantes seriam Super Mario World, GTA San Andreas, Final Fight Streetwise e Mortal Kombat. Seriam esses quatro.

Você acha que o vendedor ou empreendedor de games precisa amar o que faz? Por quê?

Resposta:
Não. Vejo muitos amantes de games que tentam entrar no mercado e não conseguem, pois misturam muito as duas coisas.
Falando de mim: hoje, ou eu foco na minha empresa todos os momentos possíveis, ou eu não faço acontecer. Pela minha experiência, focar 3 ou 4 horas em um jogo faz você deixar sua ideia estagnada. Vai depender do quanto você acredita e quer que sua ideia dê certo.
Então não me vejo mais investindo horas jogando algo. Por mais que eu faça minhas jogatinas, elas são bem dosadas.

Mudanças no mercado Gamer

Pergunta: Como você enxerga a transição entre mídia física e digital?

Resposta:
É algo que não tem como combater. O digital já é o presente. Infelizmente, para o meu mercado isso é ruim por um lado. Como meu mercado iniciou sendo algo para ser jogado, me sinto zero incomodado de ver players felizes tendo algo para jogar no momento que quiserem, sem depender de alguns dias de trajeto e sem tomar spoilers na internet.

Pergunta: O que mudou com o crescimento dos serviços de assinatura como Game Pass e PS Plus?

Resposta:
Acredito que mudou aquele mercado orgânico, aquele mercado de pré-vendas de físicos que era algo natural, produtos que a gente comprava sem real intenção de investimento para vender depois.
Acredito que isso deixou mais unidades no mercado para revendedores aproveitarem o momento sendo que aquilo que era orgânico deixou de ser.
Sinto que essas assinaturas foram ruins porque algo que era incrível, orgânico, com sentimento de serem esgotados, simplesmente deixou de existir.

Pergunta: Como essas mudanças impactam diretamente uma loja física de games?

Resposta:
Acredito que isso não é apenas um fato que distancia a galera do físico, isso é algo que todos os setores iriam sofrer.
Estamos numa era digital, onde você consome algo sem querer sair da sua casa.
Então não é somente as lojas de games, e sim todos os tipos de lojas. A inovação está exposta, aproveite quem quiser.

O futuro do mercado de jogos no Brasil

Qual é a sua visão para o futuro do mercado de videogames no Brasil?

Resposta:
Minha visão é que essa era digital vai dominar. Como estou mais no ramo colecionável, isso se torna bom. Mas pensando em faixa etária, acaba tendo um limite: é difícil uma criança de 10 anos querer saber sobre um Super Nintendo de mais de 20 anos atrás, pois não conviveu com isso.

Pergunta: Você acredita que teremos mais apoio à indústria nacional?

Resposta:
Sinceramente, não. Existe um monopólio sobre a indústria. Para nós que somos pequenos, não existem portas. Mas, sem reclamar, a Sig Chap abrirá suas próprias portas.

Pergunta: As lojas físicas ainda têm um papel importante para o futuro?

Resposta:
Hoje? Sinceramente não. A vitrine virou a rede social, mais importante que qualquer outra coisa. A verdade tem que ser dita, por mais que não seja o que queremos.

Pergunta: O que você espera ver nos próximos anos em termos de consoles, tecnologia e comportamento dos jogadores?

Resposta:
Sobre consoles, acredito que teremos mais versões no futuro. Mas já vemos o alinhamento com a Microsoft sobre o futuro: onde você só precise de um controle e um serviço de assinatura para jogar.
Sobre tecnologia, esse seria o motivo — ela deixou tudo mais imediatista e minimalista. Poucos consomem ou colecionam por gostar; isso é inevitável.

Falando sobre o comportamento dos jogadores:
Sinto que será um dos ramos com mais profissionais bem pagos. A jogatina deixará de ser diversão e será um trabalho.
Ou até mesmo algo comparável ao futebol, onde você começa em uma base e vai evoluindo. Se você é bom, um time te quer; se não, parte para outra.
Mas a diferença é que em diversos jogos você depende só de si mesmo, e não de onze jogadores.

E ai, gostou dessa entrevista? Siga a Sig Chap nas redes sociais e deixe seu comentário.

O Patobah agradece a Sig Chap pela disponibilidade em ceder essa entrevista. Façam o Quack imediatamente

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Fã de Star Wars, video game, roteirista, casado e pai. Que a força esteja com você!

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