Arquivo de Professor Gamer - Patobah! https://antigo.patobah.com.br/category/parceiros/professorgamer/ Site de jogos com notícias e reviews. Análises de games, tecnologia, retrogaming e entrevistas sobre o universo gamer em um só lugar. Fri, 27 Jun 2025 20:32:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://i0.wp.com/antigo.patobah.com.br/wp-content/uploads/2025/04/cropped-patobah-1000-x-1000-px-1-png.webp?fit=32%2C32&ssl=1 Arquivo de Professor Gamer - Patobah! https://antigo.patobah.com.br/category/parceiros/professorgamer/ 32 32 234808719 Review de Ruffy and the Riverside – Um lembrete de que a magia nos jogos ainda existe https://antigo.patobah.com.br/review-de-ruffy-and-the-riverside-um-lembrete-de-que-a-magia-nos-jogos-ainda-existe/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-ruffy-and-the-riverside-um-lembrete-de-que-a-magia-nos-jogos-ainda-existe https://antigo.patobah.com.br/review-de-ruffy-and-the-riverside-um-lembrete-de-que-a-magia-nos-jogos-ainda-existe/#respond Wed, 25 Jun 2025 13:00:00 +0000 https://patobah.com.br/?p=51659 Uma experiência fenomenal.

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Review de Nintendo Switch

Crescer é meio que isso: um processo gradual e silencioso de desbotamento. Na infância, a vida é feita de cores, vibrante. Cada nova experiência revela uma descoberta, uma epifania. E conforme crescemos, a vida nos colore com seu pincel de diversas cores, até o momento em que ela eventualmente para, e nós começamos a desbotar.

A gente para de se apaixonar com facilidade — primeiro por momentos, depois por pessoas e até por ideias. Depois de tantos tropeços, enganos e decepções, vamos erguendo barreiras. Ficamos mais céticos, mais racionais, mais “seguros”. Mas também mais frios.

E com os jogos é igualzinho. Até hoje me lembro da sensação de olhar pra caixa de Banjo-Kazooie do N64, em 1998. Aquela bruxa enorme na capa tentando pegar o Banjo, enquanto a Kazooie gritava enlouquecida na mochila. E aquelas paletas de cores super saturadas — era como se o cartucho gritasse: “AVENTURA E DIVERSÃO!”

A cara do Jinjoo de pocas ideias.

Hoje, já adultos, na tentativa de transbordar realismo, a indústria parece carecer de criatividade. Tudo parece… menos.

Por trás de toda essa constatação melancólica, contudo, há um mistério. Parece que o universo reservou, em suas engrenagens, um espaço para a quebra de regra. Uma ruptura com a mediocridade. Uma anomalia. É nesse sopro de imprevisibilidade, de sair do óbvio, que nasceu Ruffy and the Riverside.

Um Novo Clássico à Vista?

Ruffy and the Riverside não é um jogo qualquer. Com lançamento previsto para 26 de junho de 2025, o estúdio conseguiu um feito raro: unir os elementos mais encantadores dos melhores plataformers do passado — como Super Mario 64, Kirby, Zelda e, claro, Banjo-Kazooie — com uma habilidade rara de inovar, sem parecer uma cópia esvaziada.

Ruffy and the Riverside não é apenas uma love letter: ele possui DNA próprio e não esconde sua hereditariedade — pelo contrário: a homenageia de forma genial (e bom humor), mostrando que talvez, só talvez, a magia tenha voltado.

Para tirar suas próprias conclusões, me acompanhe nesta análise dos 5 pontos que fazem de Ruffy and the Riverside um jogo imperdível.

Mecânica

Ruffy é um urso simpático e muito carismático, com uma habilidade que parece até boba, mas genial: a TROCA. Com ela, Ruffy consegue alterar a textura ou composição dos objetos ao seu redor. Uma árvore de madeira pode virar uma árvore de pedra. Um rio sereno pode virar um rio de lava. Ou ainda, você pode simplesmente trocar as cores das flores de um campo.

Além dessa habilidade única, Ruffy também domina os movimentos clássicos de qualquer bom jogo de plataforma: soco, pulo, corrida, aquela bundada do Mario no chão e até um voo improvisado. Basta apertar o botão de pulo duas vezes e sua parceira inseparável, a abelha Pip, aparece pra ajudar a planar por alguns segundos.

A TROCA em ação!

Introdução

A história de Ruffy lembra a de qualquer brasileiro médio: ainda criança, ele foi adotado pelo mestre Qwin, um urso artista dono de uma oficina de pintura. 

Antes mesmo de atingir a maioridade, já estava trabalhando por lá num esquema pra lá de suspeito: os clientes levavam quadros antigos, que já tivessem enjoado, e saíam com obras “novas” graças aos talentos mágicos de troca do pequeno trabalhador.

A rotina seguia tranquila até a chegada inesperada do Sr. Eddler, uma toupeira-cientista que aparece para anunciar que, agora, passados 12 anos de sua adoção, o nosso herói de pelúcia está pronto para atender ao chamado do destino. 

E é assim que começa a aventura. Uma narrativa leve, divertida e com boas doses de humor, que brinca com inteligência com o velho e tradicional mito da jornada do herói.

1. Um Mundo convidativo e Cheio de Surpresas

Ruffy mora em Riverside, uma linda ilha com gráficos de encher os olhos. Logo no início da aventura, já se vê a ousadia dos desenvolvedores: um mundo belíssimo, todo estruturado em gráficos 3D com texturas propositalmente de baixa resolução, paleta limitada e mapeamento simples, remetendo ao visual dos jogos do Nintendo 64. Admirar Riverside de um ponto alto do mapa é como observar um organismo vivo: tudo parece pulsar e respirar, com elementos em constante movimento.

Que lindo, cara.

Mais um toque de ousadia: todos os personagens têm estilo 2D, desenhados à mão, como figurinhas de um álbum. O contraste entre estilos funciona incrivelmente bem e é parte essencial do carisma do jogo.

Como se não bastasse, Ruffy importa uma ótima tendência dos jogos atuais de mundo aberto: a liberdade. Sempre tem algo acontecendo ao seu redor. Um puzzle opcional ali, uma interatividade aqui… Nada é obrigatório, mas tudo vale a pena. As recompensas incluem itens como a Pedra dos Sonhos, que permite alterar as texturas do mundo ao seu gosto. Um toque de criatividade autêntica que mostra o cuidado com a experiência.

2. Acessibilidade e Bem-estar do Jogador

Este é um jogo que se importa com o jogador. Os desenvolvedores tomaram decisões de game design pensadas para garantir uma experiência leve, fluida e inclusiva.

Empacou em um puzzle? Pague com algumas moedinhas e receba a solução. Esqueceu a missão? O HUD tem um radar fixo no topo da tela, um mapa em tempo real e uma listagem organizada de tarefas.

Morreu no meio do dungeon? Não se preocupe: há checkpoints invisíveis que impedem a frustração. O sistema de moedas é abundante e permite, além de resolver puzzles, comprar corações extras. É o tipo de design que acolhe, em vez de castigar — mas sempre deixando a decisão final nas suas mãos.

3. O Prazer em Jogar

Ao se criar um jogo, fazem-se escolhas. Para a história, para as mecânicas, para o looping de gameplay… Tudo depende do objetivo final da direção criativa do estúdio.

Hoje, a fórmula do vício já foi descoberta — e dá lucro. É loot aleatório só-que-não, login diário, missões de terça, evento de sexta, evento de fim de ano, algoritmo que manipula seu controle, sidequests repetitivas só pra inflar o mapa…

“Você precisa de 1 casca de árvore, 3 glândulas de sapo e 1 bico de pássaro albino para melhorar essa meia de couro.”

Ou: “Toma esse mapa gigante pra você — mas só depois de 40 horas você libera a montaria.”

Ruffy and the Riverside renuncia a tudo isso. Seu compromisso é outro: devolver a cor desbotada ao ato de jogar. Aquela mesma cor que pintava nossos dias nos anos 90.

4. O Sound Design

Agora… o que dizer da música tema? Uma espécie de rap funkeado, cheio de scratches e uma percussão descompassada que cria uma desorganização sonora — bem no estilo Donkey Kong Country. A trilha sonora inteira do jogo é excelente; mas a música tema rouba a cena, pois reflete perfeitamente a atmosfera despretensiosa do jogo.

Como nos clássicos do gênero, os personagens não tem falas verbais. Usam pistas vocais — murmúrios, gritinhos divertidos, gemidos fofos — que funcionam como sinais emocionais. Esse recurso, comum em game design, transmite personalidade e sentimento sem uso de palavras. É perfeito para atribuir emoção a personagens não-verbais.

As pistas vocais em Ruffy são adoráveis, mas o destaque absoluto vai para Pip, a abelha, que se comunica com gritinhos fofos que dão vontade de protegê-la com a própria vida. É impossível não sorrir.

5. Uma Mensagem Urgente e Necessária

Ruffy é um dos pouquíssimos jogos atuais que tem mensagem a transmitir ao jogador. E uma mensagem forte. Aqui não darei spoilers — mas quem jogou Secret of Mana (1993) e EarthBound (1994) corre sérios riscos de se emocionar.

(chorando copiosamente em francês)

Bugs e Tropeços

Infelizmente, nem tudo são flores. Nos momentos finais, durante uma luta contra a tartaruga-gigante, ocorre um bug incômodo: falhas invisíveis de colisão fazem o personagem atravessar o solo, o que pode causar dano injusto ou quedas dramáticas para fora do cenário — um clássico problema de clipping.

“FUI”

No caso, havia LAVA sob o chão. Imagina o estrago.

Pior: não havia como sair daquele lugar. Quase resultou em um soft lock, não fosse este cavaleiro destemido que vos fala.

Esse bug tornou a luta — que já é bem mais difícil que o restante do jogo — ainda mais frustrante. Uma parte que destoa da proposta acolhedora da jornada e que merece revisão técnica e de balanceamento nas próximas atualizações.

Segundos antes da desgraça acontecer.

Nota final:

Jogar Ruffy and the Riverside foi uma experiência fenomenal. Em um cenário onde a violência e a guerra se tornaram diversão infantil, Ruffy surge quase como uma falha na Matrix: um retorno à diversão inocente, lúdica e colorida que fez dos anos 90 a era de ouro dos jogos.

Considerando a ousadia gráfica do projeto e por se tratar de um título indie de estreia, é seguro dizer que os bugs pontuais serão ajustados em atualizações futuras.

No fim das contas, Ruffy and the Riverside não é só um ótimo jogo — é um lembrete de que a magia ainda existe.

Resumão

Galeria de fotos <3

Análise baseada na versão de Nintendo Switch.

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Chave recebida via Stride PR


“Ele só tinha um machado, uma picareta e um sonho.” — Albert Camus

CONTEXTO

Em 2014, na gelada Vilnius — capital da Lituânia e lar de uns bons cafés e temperaturas negativas — nasceu a Estoty: uma desenvolvedora de jogos que você conhece, só nunca ouviu falar.

Pense e joguinhos simples, coloridos, cheios de bonecos que parecem modelados a partir de uma salsicha, pulando obstáculos numa esteira, ou em cenários minimalistas. Aqueles, dos anúncios que você sempre pula nos apps de celular. 

Isso é Estoty.

E antes que você se pergunte — sim, tem gente que joga. Muita gente.

Desde que foi fundada, há 11 anos, a Estoty desenvolveu 34 jogos. Desses, 25 já alcançaram a marca de jogo mais baixado nas lojas de aplicativos. Ao todo, os games da empresa somam mais de 1,5 bilhão de downloads. 

E é aqui que entra My Little Universe.

PREMISSA

Em My Little Universe, o jogador assume o papel de um pequeno sobrevivente que deve coletar recursos para terraformar planetas. 

Munido de uma picareta e um machado (que você aprimora com o tempo), você deve minerar, derrubar árvores e expandir territórios. Há também uma espadinha para enfrentar inimigos esporádicos.

Visualmente o jogo é lindo, porém bem básico. Tudo no mundo tem textura de jujuba.

Me deixe em paz. Estou pescando umas jujubas aqui.

GAMEPLAY

O gameplay é direto ao ponto e sem enrolação. Já o looping de gameplay é curto: explorar, coletar, terraformar, explorar, coletar, terraformar, explorar, coletar, terraformar, explorar, coletar… Centenas de vezes. E sem surpresas no caminho.

A história? Não tem também. Nada de narrativa profunda.

Mas é justamente essa repetição e simplicidade que oferece segurança e previsibilidade ao jogador — elementos esses muito valorizados por crianças.

As crianças precisam de atividades repetitivas para fixarem conceitos como adição, subtração, conjuntos, padrões, equivalências, e muito mais que o jogo apresenta.

O fator social também é importante para as crianças. Por isso o jogo oferece co-op pra você deixar seu filho minerando por horas com os amiguinhos sem incomodar.

Dá até pra dar um pulinho na farmácia enquanto seu filho trabalha.

Já a trilha sonora é maravilhosa. Com músicas marcadas por pianos e violinos suaves, a trilha parece saída de uma playlist com o nome “cozy songs to sleep to” do YouTube. 

Os controles se destacam pela sua simplicidade. Simples que até um abacate com polegares entenderia: o personagem faz basicamente tudo sozinho (atacar, minerar e terraformar), basta ao jogador movimentá-lo e pronto.  

Agora chega de papo e vamos pra nossa tabelinha.

RESUMÃO

Conclusão:

My Little Universe não quer ser revolucionário. Ele quer ser útil. Não pra mim, provavelmente pra você também não. Mas com certeza ele vai ser útil pra uma criança que está com a mãe numa fila de banco, numa viagem longa ou durante um churrasco de domingo onde ela é a única criança presente. E é por isso que, apesar de ser um jogo arrastado, é um ótimo jogo.

Análise feita no período de 16 a 22/04/2025 no Xbox One.

GAMEPLAY

A experiência em My Night Job exige habilidade e senso de urgência. O jogador precisa decidir constantemente o que priorizar ao se deslocar pela mansão: salvar mais inocentes? Levar os resgatados até o helicóptero? Ou proteger um andar que já está prestes a desabar? Essas respostas só virão após algumas mortes, mas o senso de progressão a cada tentativa motiva a continuar.

EXPERIÊNCIA GERAL

O jogo se encaixa no gênero roguelike porque cada tentativa proporciona mais conhecimento, facilitando a próxima jogada. Ele também incorpora elementos de tower defense, já que a quantidade de inimigos aumenta com o tempo, obrigando o jogador a se movimentar estrategicamente pela mansão para proteger tanto os sobreviventes quanto os diferentes cômodos.

My Night Job é um jogo difícil, indicado para quem gosta de desafios e aprecia gráficos, jogabilidade e trilha sonora retrô. Apesar de contar com apenas uma fase, ele cumpre bem sua proposta de ser um jogo simples mas difícil.

Jogo testado de 14 a 16/03/2025 no Nintendo Switch

TABELINHA DO RESUMÃO

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8 Razões que fazem de ‘Shingeki no Kyojin’ um dos melhores animes de todos os tempos https://antigo.patobah.com.br/8-razoes-que-fazem-de-shingeki-no-kyojin-um-dos-melhores-animes-de-todos-os-tempos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=8-razoes-que-fazem-de-shingeki-no-kyojin-um-dos-melhores-animes-de-todos-os-tempos https://antigo.patobah.com.br/8-razoes-que-fazem-de-shingeki-no-kyojin-um-dos-melhores-animes-de-todos-os-tempos/#respond Fri, 14 Mar 2025 19:51:02 +0000 https://patobah.com.br/?p=27342 Shingeki no Kyojin ou “O Titã de Ataque” em português, é um mangá escrito e ilustrado por Hajime Isayama entre 2009 e 2021. Sua adaptação para o anime, iniciada em 2013, atingiu as notas de 9.1 no IMDB e 96% no Rotten Tomatoes, conquistando milhões de fãs pelo mundo todo. Nesse artigo buscamos destacar 8 […]

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Shingeki no Kyojin ou “O Titã de Ataque” em português, é um mangá escrito e ilustrado por Hajime Isayama entre 2009 e 2021. Sua adaptação para o anime, iniciada em 2013, atingiu as notas de 9.1 no IMDB e 96% no Rotten Tomatoes, conquistando milhões de fãs pelo mundo todo. Nesse artigo buscamos destacar 8 razões que fazem de Shingeki no Kyojin um dos melhores animes de todos os tempos. Vem com a gente!

1. Personagens femininas fortes

Mesmo em pleno 2025 ainda é raro testemunharmos personagens femininas em posições de liderança, protagonismo e força.
E é isso o que ocorre no anime Shingeki no Kyojin: temos mulheres liderando esquadrões de combatentes homens, mulheres dividindo o protagonismo da história, mulheres lutando de igual para igual com outros homens, sem qualquer inferiorização.

Pra quem está cansado de ver só homens lutando (e salvando mulheres), esse anime é uma excelente escolha.

2. Enredo extremamente complexo

Nunca foi tão difícil explicar um anime em apenas um minuto.

Claro, você pode resumir dizendo: “Ah, é sobre um grupo de pessoas que vive cercado por muros e busca a liberdade.” Ok. Mas é só isso? Não. Shingeki no Kyojin é muito, muito mais.

A trama é tão complexa que, no final do anime, estamos discutindo conceitos filosóficos profundos, como a Filosofia do Eterno Retorno de Friedrich Nietzsche, que propõe que o tempo não é linear, mas cíclico — ou seja, tudo o que aconteceu no passado está fadado a se repetir no futuro.

Também podemos falar sobre o conceito do Bloco do Universo de Einstein, segundo o qual o tempo não avança em uma única direção, mas faz parte de um bloco do espaço-tempo onde passado, presente e futuro coexistem. Assim, para quem vive dentro desse bloco, a realidade parece seguir uma ordem linear, mas para um observador externo, essa distinção não existe.

Meu Deus, e ainda estamos no segundo tópico!

Duvido você explicar pra sua avó que lugar é esse.

3. Críticas sociais fortes

Sim, vivemos em um mundo bem porcaria, e uma obra de ficção que pretende ser lembrada pelos próximos 30 anos precisa ir além das expectativas. Não basta apenas um bom enredo, um romance envolvente ou lutas bem coreografadas — é preciso entregar paralelismos. E nisso, Hajime Isayama vai além.

O anime começa com uma crítica social clara: a parcela mais pobre da população vive nas áreas externas da cidade, próximas às muralhas. Assim, são as mais vulneráveis aos perigos externos e as primeiras a morrer, enquanto os ricos desfrutam de luxo nas áreas internas e, muitas vezes, sequer tomam conhecimento dessas mortes.

Mas há críticas mais sutis, talvez nem intencionais. Eu, por exemplo, passei a comer menos carne por causa desse anime (oi?!).

Os mais pobres moram na muralha Maria e os ricos na Sina.

4. Plot twists de dar nó no pescoço

É possível um anime te deixar de queixo caído em quase todo episódio? Sim. 

São muitas reviravoltas e surpresas até o último episódio.

5. Respeito com a audiência

Aqui está um ponto muito importante.

Quem cresceu nos anos 90 sabe bem o que são fillers e como é frustrante ver um arco se estender desnecessariamente, apenas enrolando a audiência.

Isso não acontece em Shingeki no Kyojin. Tudo começa e termina no tempo certo, sem aquela sensação de que estão brincando com a sua paciência.

Mais um ponto para SNK. (Alguém se lembra da primeira luta entre Freeza e Goku?)

5 minutos que duraram 50 episódios na época.

6. Cenas muito emocionantes

Você já chorou vendo anime? Uma vez? E duas vezes? E dez vezes? Pois é.

Recomendamos assistir com o seu ursinho de pelúcia do lado, porque você vai precisar.

7. Fortes referências na arte clássica

Talvez essa seja uma das minhas partes preferidas. Você sabia que Shingeki no Kyojin faz várias referências a pinturas famosas da antiguidade? Essas referências ajudam a construir o tom épico e trágico que a obra carrega, além de reforçar um certo realismo histórico imaginativo.

Vamos a três exemplos para não cansar o leitor:

📌 “O Colosso” e “Saturno Devorando Seu Filho” – Francisco Goya

Muitos conhecem o pintor espanhol Francisco Goya, mas a pintura O Colosso é pouco conhecida, até mesmo entre seus fãs. Esse quadro foi pintado durante as Guerras Napoleônicas (1803-1815), um período em que a França de Napoleão exercia controle quase total sobre a Europa. A obra foi inspirada em um poema de Juan Bautista Arriaza, que descreve um gigante vindo das montanhas para defender a Espanha da invasão.

Saturno Devorando Seu Filho é bem mais famoso e tem um paralelismo visual tão intenso com Shingeki no Kyojin que chega a ser óbvio.

📌 Gravuras de expedições coloniais – Theodore de Bry

O alemão Theodore de Bry foi um ilustrador que, apesar de nunca ter participado pessoalmente das expedições coloniais às Américas, interpretava artisticamente os esboços e relatos deixados por exploradores e colonizadores.

Suas centenas de gravuras retratam rituais, guerras e cenas de canibalismo, oferecendo uma visão artística – e muitas vezes exagerada – do Novo Mundo. A estética dessas ilustrações, com corpos distorcidos e cenas de brutalidade, dialoga com a forma como a violência é representada em Shingeki no Kyojin.

Cenas de canibalismo na américa do sul.

📌 “A Assunção da Virgem” de Ticiano e Guido Reni e “A queda dos Titãs” de Cornelis Van Haarlem.

Temas bíblicos foram retratados por inúmeros artistas ao longo da história, mas quando falamos da Assunção de Maria, as versões de Ticiano e Guido Reni se destacam.

Essas pinturas representam o momento em que Maria ascende aos céus, deixando o plano terreno para se tornar uma figura divina. Em ambas, ela aparece no centro da composição, envolta em luz dourada, ascendendo de forma majestosa. Abaixo, no plano terrestre, os apóstolos observam estupefatos, suas expressões carregadas de emoção.

A dramaticidade dessas cenas, o uso intenso do chiaroscuro (jogo de luz e sombra) e a composição teatral são características marcantes do Barroco – e essa estética é utilizada repetidamente em Shingeki no Kyojin. Repare:

E isso porque nos limitamos a apenas algumas referências! Ainda poderíamos citar a arte de Hieronymus Bosch ou falar do mito de Atlas, entre tantas outras influências artísticas presentes na obra.

8. Trilha sonora arrasadora

E pra encerrar essa lista com chave de ouro, destacamos a trilha sonora que é impecável. A trilha reforça o peso épico e dramaticidade do anime, transformando tudo numa obra de arte de qualidade superior. E não, não estamos falando das músicas de abertura.

Gostou da lista? Então deixa seu like, comenta aqui em baixo quais outras referências você encontrou e manda pros seus amigos. Um quack e até a próxima!

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