Arquivo de Busuba Gameplay - Patobah! https://antigo.patobah.com.br/category/parceiros/busubagameplay/ Site de jogos com notícias e reviews. Análises de games, tecnologia, retrogaming e entrevistas sobre o universo gamer em um só lugar. Thu, 17 Jul 2025 13:03:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/antigo.patobah.com.br/wp-content/uploads/2025/04/cropped-patobah-1000-x-1000-px-1-png.webp?fit=32%2C32&ssl=1 Arquivo de Busuba Gameplay - Patobah! https://antigo.patobah.com.br/category/parceiros/busubagameplay/ 32 32 234808719 Review de Wonder Boy: Asha in Monster World – Uma aventura digna de clássicos do gênero https://antigo.patobah.com.br/wonder-boy-asha-in-monster-world/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=wonder-boy-asha-in-monster-world https://antigo.patobah.com.br/wonder-boy-asha-in-monster-world/#respond Thu, 17 Jul 2025 23:00:00 +0000 https://patobah.com.br/?p=53767 Uma experiência incrível, divertida e muito prazerosa de vivenciar.

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Obrigado à PR Hound por disponibilizar essa licença
Versão de Xbox Series S

Wonder Boy: Asha in Monster World é um remake do jogo de mesmo nome, originalmente lançado para Mega Drive, lá na saudosa quarta geração de consoles. O game é o quarto jogo da série e segue a fórmula original: um jogo de aventura e ação em 2.5D.

Uma experiência incrível, divertida e muito prazerosa de vivenciar.

PREMISSA/NARRATIVA

Nesse novo capítulo da série, entramos na pele de Asha, uma guerreira profetizada pelas lendas que, com muito carisma, nos leva por uma aventura muito gostosa de desfrutar. Ao mesmo tempo, diverte enquanto buscamos derrotar as forças do mal que desejam, mais uma vez, dominar o mundo todo.

Somos apresentados à rainha Paprill XIII, que governa a cidade de Rapadagna — uma cidade alegre que pode ser explorada em profundidade no plano 2D, uma bela sacada do jogo.

A história é a clássica jornada do herói que reencarna de geração em geração para derrotar o mal. É clássica, mas nem de longe defasada no game. Afinal, nem todo jogo precisa reinventar a roda — uma estória simples, porém bem contada, faz toda a diferença.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo consiste em uma jogabilidade muito precisa e, ao mesmo tempo, simples. No entanto, mesmo que o combate seja limitado a apenas um golpe por vez que Asha pode executar, isso não se torna um ponto negativo. O jogo não massacra o jogador com dificuldade exagerada. Embora o desafio não seja intenso, isso tem uma razão: o game claramente visa agradar o público infantil — e o faz com muita maestria, através de uma gameplay simples e descomplicada.

Nele temos o “desafio” de completar dungeons em busca de resgatar espíritos aprisionados por magos do mal. Esses locais têm uma estrutura de caminho que se deve atravessar até chegar à dungeon e, depois, resolver os puzzles da masmorra e derrotar os subchefes e o chefe de cada uma. O jogo é curto, mas caso seguisse essa mesma fórmula por mais de quatro vezes, muito provavelmente se tornaria cansativo. Aqui, a moderação foi feita na medida exata.

Contamos com um pet chamado Pepelegoo — um parceiro que complementa a jogabilidade e torna possíveis vários desafios. Sendo uma das personagens mais carismáticas do jogo, ele é grande responsável por criar o laço de apreço do jogador com a aventura.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

O trabalho de arte, ao reimaginar o jogo com visuais da atualidade, merece destaque. Foi utilizado o estilo de arte em cell-shading, que nem sempre funciona bem, mas aqui foi um casamento perfeito entre a transição do passado em pixel art para os gráficos atuais.

As músicas do jogo são cativantes em todos os momentos da aventura, sendo bastante características das áreas que visitamos. É perceptível que se utilizou um alto nível artístico para reimaginar o jogo sem desvirtuar as memórias daqueles que aproveitaram o original.

CONCLUSÃO

O jogo entrega uma experiência incrível, divertida e muito prazerosa de vivenciar. Não pune o jogador — seja ele experiente no gênero ou não — com bastante intuitividade e bom humor. O jogo carrega o jogador com leveza, fazendo com que se aproveite a aventura com o sentimento de não querer que ela chegue ao fim.

O único ponto realmente negativo que pode frustrar algumas pessoas é o fato de que existem conquistas que, se o jogador não ficar atento, podem ser perdidas — sendo possível reavê-las somente com uma nova jogatina desde o início. Ademais, o jogo se mostra uma experiência sólida e relaxante, como é a premissa dos videogames desde o princípio.

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Review de Ruffy and the Riverside – Uma bela aventura, no entanto, nem tão recheada https://antigo.patobah.com.br/review-de-ruffy-and-the-riverside-xbox/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-ruffy-and-the-riverside-xbox https://antigo.patobah.com.br/review-de-ruffy-and-the-riverside-xbox/#respond Wed, 25 Jun 2025 13:00:00 +0000 https://patobah.com.br/?p=51953 Uma experiência divertida e bastante alegre, com uma clara intenção de agradar o público infantil.

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Chave recebida via Pirate PR

Ruffy and the Riverside, produzido pelo estúdio Zocklabs, é uma belíssima aventura, cheia de charme e referências a grandes jogos do passado, como Banjo Kazooie. Trata-se de um jogo de aventura e de coleta de colecionáveis por onde tudo acontece. No entanto, não é uma aventura tão recheada como os tempos dourados do passado. Com inúmeras referências diretas e indiretas a jogos da Nintendo.

Uma experiência divertida e bastante alegre, com uma clara intenção de agradar o público infantil.

PREMISSA/NARRATIVA

Nós estamos na pele de um simpático e carismático ursinho chamado Ruff e com sua companheira Pip, uma abelha bastante esperta. Ambos estão incumbidos de salvar a terra de Riverside após o reaparecimento de um vilão, chamado Groll.

A aventura baseia-se em corrermos contra as ações do vilão enquanto ele tenta reunir gemas ou jóias, chamadas Bolas de Gude, que no universo do jogo conseguem alterar a matéria, uma espécie de troca, podendo fazer a água virar lava por exemplo.

Durante todo o trajeto, somos ajudados pelo nosso mentor, Eddler, uma simpática e humorada topeira, que está sempre onde devemos ir e nos dizendo o que fazer.

Toda a trama gira em torno de impedirmos o vilão de encontrar um meio de destruir o mundo; e para isso, precisamos recuperar as letras sagradas do emblema de Riverside, bem semelhante ao letreiro mais icônico do mundo, o de Hollywood. Serão essas letras que nos darão poder para derrotar o famigerado Groll, que promete destruir tudo como um buraco negro no espaço. E para isso, deveremos fazer uso da magia chamada A Troca, que somente o protagonista pode executar, que consiste em trocar matérias e texturas entre objetos. Habilidade essa que desempenha o papel mais fundamental do jogo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A gameplay é bastante enxuta, com poucos comandos, mas que também nos ensina como a magia da Troca é importante para o progresso entre todas as partes do game.

O nosso progresso consiste muito mais em resolver puzzles do que enfrentar inimigos pelo caminho, esse aspecto do jogo prioriza e muito a nossa habilidade de trocar cores, texturas e objetos, em detrimento de um combate mais elaborado. A cada nova missão, segue-se um padrão bem estabelecido, e que não muda do começo ao fim do jogo, em que sempre devemos resolver um pequeno puzzle chamado “cidades subterrâneas” para liberar o caminho para a próxima fase.

A construção desses puzzles, por vezes, é tão bem difundida na gameplay que, em dados momentos, não percebemos que eles servem de certo modo como resolução geral da própria fase que estamos em busca. Algo notável é que mesmo não tendo grandes desafios em termos de dificuldade, ainda assim os enigmas nos mantêm bastante entretidos com o nosso objetivo.

Existem itens a serem coletados e upgrades a serem feitos, mas o ponto negativo aqui é que o jogo tenta ser uma espécie de Banjo Kazooie, mas peca em não ter tantos colecionáveis assim; portanto, se você é grande fã do gênero “collectaton”, tenha cautela, pois aqui a busca por itens será bem mais rasa que os demais jogos do gênero. A escassez de inimigos e chefes faz do jogo um pouquinho frustrante, pois acabamos esperando um nível maior de desafio a cada passo que damos, mas isso não acontece. Poucas batalhas e poucos inimigos deixam a experiência bastante morna no decorrer da aventura.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

Os gráficos são ótimos, a direção de arte também segue impecável, é notável perceber que há uma inspiração na direção de arte de jogos como Paper Mario, para aqueles já jogaram fica evidente, e é uma alegria ver o quão bem utilizaram essa ideia de usar modelos 2D que lembram folhas de papel em meio a um cenário 3D. A trilha sonora é muito boa e lembra algo como músicas tribais, em diversos momentos elas compõem o plano de fundo das cenas, e se encaixam muito bem na trama e também nos ambientes.

CONCLUSÃO

O jogo é uma experiência divertida e bastante alegre, com uma clara intenção de agradar o público infantil; ainda assim, peca em desafiar o jogador um pouquinho mais, seja nas poucas e simplistas batalhas contra chefes, quanto na quantidade tremendamente limitada de inimigos no jogo, sendo estes apenas dois no total.

A falta de mais itens para colecionar também deixa um pequeno vazio para os que já estão habituados com o gênero de coletar inúmeros apetrechos ou colecionáveis. O jogo, no entanto, compensa essa falta com várias mecânicas, como momentos de jogabilidade totalmente em 2D por paredes, corridas e entre outros.

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Steel Seed – Atacar ou bugar? Uma roleta russa na hora da ação https://antigo.patobah.com.br/steel-seed-atacar-ou-bugar-uma-roleta-russa-na-hora-de-acao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=steel-seed-atacar-ou-bugar-uma-roleta-russa-na-hora-de-acao https://antigo.patobah.com.br/steel-seed-atacar-ou-bugar-uma-roleta-russa-na-hora-de-acao/#respond Sat, 31 May 2025 14:04:19 +0000 https://patobah.com.br/?p=49815 O jogo não encanta, diverte em certo ponto pelo stealth simplista, mas não muito mais que isso.

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Uma colaboração com safezonegames.com

Para início da análise já gostaria de adiantar que se trata de um relato parcial, pois, não foi possível termina-lo devido a muitos bugs e problemas com o game. Porém lhes trago a melhor análise possível dentro das 12 horas de jogo que pude vivenciar.

Como mencionado antes, não foi possível terminar o jogo por completo, no entanto a história do jogo se desenrola em um mundo futurístico no qual, não há presença de humanos, apenas máquinas e nosso objetivo é entendermos o que aconteceu não só com a humanidade, mas também com a família da protagonista, bem como consigo mesma.

O jogo não encanta, diverte em certo ponto pelo stealth simplista, mas não muito mais que isso.

PREMISSA/NARRATIVA

Na pele de Zoe, uma ciborgue, enfrentamos diversas inteligências artificiais que por algum motivo desejam ardentemente nos aniquilar a todo custo. Somos auxiliados por uma IA de nível mais alto chamada de S4VI (nome que até o último progresso possível não teve uma revelação de seu significado, se é que o tem), que nos dá a missão de juntarmos todas as sementes da mente que o pai de Zoe espalhou pelo mundo, afim de que fossem reunidas para salvar a raça humana do futuro decadente em que se encontra.

A trama gira em torno de encontrarmos o pai de Zoe, bem como entender o porquê ela é uma ciborgue e o que aconteceu com sua mãe que nunca conheceu.

Uma história sem muita emoção e sem nenhuma grande reviravolta até cerca de 70% do jogo que foi o máximo que consegui progredir, então não dá para esperar nada de muito extraordinário do enredo. Uma história bastante simples e que serve apenas de um pano de fundo para embasar os nossos objetivos e nada mais.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo é um misto de jogos de stealth a lá Metal Gear, com combate inspirado em Dark Souls, no entanto o jogo não brilha nem em um nem em outro aspecto. O ponto mais forte fica por conta do stealth, visto que o combate é simplista e nada atraente, fazendo assim o jogador desejar progredir sempre na surdina por ser mais rápido e menos enfadonho.

Não houve, até o ponto no qual parei, qualquer luta direta contra qualquer chefe, o jogo baseia-se em apenas fugirmos dos chefes, sendo eles apenas dois, no qual o jogo se torna um plataforma 2D com comandos 3D, vamos apenas do ponto A ao ponto B e se encerra o encontro, o que é bastante enfadonho, visto que os ataques dos chefes em todas as ocasiões te matam instantaneamente sem qualquer possibilidade de revide.

Durante as horas que pude jogar enfrentei inúmeros bugs, e todos eles de alguma forma estão ligados ou a ações da personagem principal, ou ao nosso assistente Koby.

Koby é um bom diferencial dentro do jogo pois dá uma dinâmica mais interessante para a mecânica de stealth, dispondo de habilidades capazes de atrair e exterminar inimigos, ele faz com que o jogo tenha algum brilho, mas o pesar aqui é que justamente ele pode causar os maiores problemas do jogo, como queda abrupta de desempenho e até mesmo crash.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

O ponto mais alto do jogo em termos de trabalho mais bem executado se dá aos gráficos, mesmo que a ambientação seja interessante, a temática não é muito original. Na maior parte do tempo o visual dos cenários é o ponto alto do game, em contrapartida o visual de Zoe fica parecendo um pouco pior que a qualidade geral do restante do mundo, é algo estranho em certo ponto.

A trilha sonora não é parte essencial do jogo, ponto esse que ela apenas se torna empolgante durante os encontros com chefes, mas esses duram poucos segundos, então logo se passa a sensação de que de fato há uma trilha sonora mais elaborada, ao invés de apenas sons ambientes.

CONCLUSÃO

O jogo não encanta, diverte em certo ponto pelo stealth simplista que pode ser grande atrativo para os que não gostam do estilo como uma porta de entrada para os mesmos.

No entanto devo advertir se você caro leitor ainda assim deseja jogá-lo, os possíveis bugs que você encontrará como eu infelizmente encontrei.

Se tratam de; inimigos dentro da parede, quedas infinitas no momento de tentar se agarrar à bordas, falha nos comandos em menus, crashes constantes inclusive durante o momento de salvar o jogo, quedas abruptas de desempenho por conta do assistente Koby, plataformas que não acionam quando deveriam, impossibilidade de se mover por beirais onde há a possibilidade de movimento, bugs gráficos nos cantos da tela, entre outros.

No geral o game apresenta de forma amigável um sistema de stealth para pessoas pouco assíduas com o gênero, no mais não há qualquer grande brilho dentro do jogo.

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Review da saga Metroid Prime https://antigo.patobah.com.br/review-da-saga-metroid-prime/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-da-saga-metroid-prime https://antigo.patobah.com.br/review-da-saga-metroid-prime/#respond Thu, 08 May 2025 10:22:17 +0000 https://patobah.com.br/?p=48106 Samus entra de vez no universo 3D.

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Chegou o derradeiro momento de lhes trazer, caros leitores, a review da trilogia Metroid Prime. Lembrando que todos os jogos em questão foram jogados em suas versões para o Nintendo Wii, com os controles atualizados.

Introdução

Aos leitores que não conhecem essa trilogia da franquia Metroid, trata-se de uma aposta que deu certo no início dos anos 2002, onde a Nintendo buscava trazer novamente os jogos da série após um hiato de quase 10 anos nos consoles de mesa, o desafio, porém era em como fazer um jogo nos moldes do gênero metroidvania encaixar na perspectiva 3D sem ser algo enfadonho, ou até mesmo intragável. Pois bem, eis que o então recém chegado estúdio Retro Studios conseguiu realizar a façanha de inserir a caçadora de recompensas, Samus Aran, brilhantemente no mundo 3D daquela geração.

Metroid Prime

A primeira tentativa do então novato estúdio, Retro Studios, em elaborar uma aventura e reinventar o gênero para o 3D, não foi tarefa fácil, porém, dado o resultado final do game, pode-se dizer que fizeram uma obra prima, um belo diamante dentro da franquia, que até hoje, segue sendo um dos títulos mais amados pelos fãs. Aqui irei lhes apresentar todos os pontos que corroboram para tal sentimento.

Construção da narrativa e gameplay

No meu ponto de vista, a série Prime brilha e muito, por conseguir narrar os fatos e muitos outros acontecimentos, não só do jogo em questão mais de outros, de forma muito atrativa e instigante. Para conseguirmos avançar durante todo o jogo é necessário usarmos os novos visores que o traje de Samus agora possui, em especial o scan visor, com ele nós podemos encontrar pistas, ler arquivos de lore e termos ideia de como ou o que precisamos para progredir.

O jogo se reutiliza de forma muito bem organizada de vários aspectos dos jogos tradicionais, bem como os equipamentos que já temos familiaridade, sendo basicamente todos presentes no jogo anterior de Super Nintendo, com exceção nesse caso do Screw Attack. Esse aspecto é um ponto forte, pois, insere o jogador mais habituado com os jogos 2D sem causar estranheza por já contar com algo previamente conhecido.

A perspectiva em primeira pessoa expande a exploração dos ambientes a um nível jamais visto, com cenários em 3D os upgrades diversas vezes não são encontrados de forma tão óbvia, ou tão simples, existindo para isso diversas mecânicas em muitas vezes, fazendo assim uma tarefa consideravelmente mais trabalhosa de conseguir os 100% agora.

Com quatro áreas para explorar, sendo eles Phendrana Drifts, Chozo Ruins, Magmor Caverns e Phazon Mines, bem como uma área central que liga o início do jogo ao final literalmente. Cada área com suas particularidades e sendo cada uma bastante características e antagônicas, como um cenário repleto de neve, enquanto o seguinte uma caverna escaldante repleta de lava por todo lado.

Há uma característica recorrente na série que surgem no primeiro e segue até o terceiro jogo, uma espécie de barreira, ou um meio de artificialmente alongar o jogo, já que os jogos não se estendem por mais de 15 horas cada. Essa barreira trata-se de coletarmos 12 artefatos espalhados pelo planeta Tallon IV, artefatos estes que são uma espécie de chave que protege o mundo do mal aprisionado na área central do planeta. Essa barreira não é algo terrivelmente desafiador em termos de dificuldade de gameplay, mas em todos os casos é necessário escanearmos estruturas e entendermos as charadas de cada localização que nos é dada de forma um tanto indireta, já que é necessário encontrarmos as salas das quais as pistas apontam.

A dificuldade padrão do jogo é bastante tranquila, porém, nas versões de Wii o jogo conta com 3 níveis, sendo eles o normal, veteran e hyper mode, em cada uma das dificuldades a escalada é mais íngreme, e não é necessário que se termine o jogo várias vezes para ter todos os níveis, é possível iniciar o jogo no veteran e após finalizá-lo ingressar no hyper mode, sendo esse o único “pedágio” de gameplay nos jogos, então caso você procure um desafio maior a possibilidade existe.

História

O início do jogo se dá de forma muito semelhante ao jogo de Super Nintendo, em uma estação espacial Samus investiga um ataque pirata e o que eles procuravam, o mesmo acontece no jogo anterior com os piratas roubando um bebê Metroid, porém as referências acabam por aqui.

Após o ataque a estação espacial que está em órbita do planeta Tallon IV cai e vamos agora no encalço do já conhecido arquirrival de Samus, Ridley, agora em uma forma metálica chamado Meta Ridley. No planeta em questão nós descobrimos um material radioativo desconhecido chamado Phazon, e a trama do jogo desenrola-se em torno dos efeitos que esse material causa nas formas de vida do planeta, material esse que os piratas estão em busca de saber como manipular.

Pontos negativos

O jogo possui poucos pontos negativos, em termos de desempenho é estranho que o jogo funcione o tempo todo a 60fps sem quedas, exceto quando utilizamos a super bomb, um dos últimos equipamentos que conseguimos no jogo, ao utilizar tal armamento os quadros nitidamente caem para menos de 30 no momento da explosão, não é algo que torna a experiência ruim, mas é bastante estranho dado o conjunto da obra.

Por vezes o jogo indica o objetivo de onde devemos ir para conseguir determinados equipamentos, porém, por vezes esse sistema demora a acontecer, deixando o jogador à própria sorte, para alguns isso pode ser um pouco frustrante já que o gênero depende de melhorias para progressão da história, porém, não é algo que seja um determinante de qualidade, apenas um pequeno empecilho, mas que pode ocorrer dependendo da experiência que o jogador tem com o gênero.

Metroid Prime 2

História

A segunda jornada de Samus na série Prime agora se dá em outro planeta chamado Aether, após receber um pedido de socorro, nos deparamos com um local com aspecto de desolação e com uma ambientação mais voltada ao terror, mas vale ressaltar, quando digo “terror” não é como os jogos do gênero survival horror, mas sim uma atmosfera mais sombria, na qual tem um aspecto mais pesado que o comum na série, no sentido de que a jornada por vezes mostra que a morte está sempre presente mesmo que ainda haja vida no planeta. Isso se deve pelo planeta estar passando por um momento de fusão com uma versão de outra dimensão, uma cópia do mesmo planeta, no qual habitam seres das trevas, enquanto no presente momento estamos no planeta habitado pela luz.

Uma história de ficção que remete muito a contos paranormais em vários momentos, mas não espere nada fantasmagórico ou jumpscares na sua cara, a jornada flui com uma espécie de busca e perseguição contra o novo inimigo agora apresentado como Dark Samus, sim, uma cópia das trevas da nossa heroína.

A trama utilizada aqui se baseia num jogo de gato e rato, mas não é enfadonho ou desesperador, os encontros contra Dark Samus são pouco, porém pode-se dizer que estão na medida certa até para fazerem mais sentido no enredo do jogo.

Nosso principal objetivo é impedir que a fusão com o planeta Dark Aether ocorra, e com isso vamos enfrentar um exército de criaturas chamados de Ing. Esses inimigos carregam consigo vários poderes que mais tarde se tornam os equipamentos que Samus necessita para prosseguir na sua jornada.

Com uma trama mais pesada e mais adulta, Samus tem definitivamente uma jornada pesada sob seus ombros. Lidar com as dimensões das trevas e luz fazem o jogo ter um fardo maior a ser carregado, o que reflete no final do jogo como um grande alívio.

Gameplay

Aqui a fórmula do jogo anterior é repetida à risca, nenhuma mudança de jogabilidade foi feito, os controles seguem os mesmos e a forma no geral é a mesma.

No segundo jogo as batalhas contra os chefes têm uma dificuldade elevada e também são consideravelmente mais elaboradas em comparação ao primeiro. A versão refeita para o Nintendo Wii trouxe algumas mudanças em relação a versão de GameCube, como a dificuldade mais nivelada, fazendo assim o jogo ser mais agradável.

O jogo é uma evolução natural do primeiro, usaram de técnicas para aumentar o jogo de forma que a jornada quase dobre de tamanho através da criação de duas dimensões do mesmo local, Dark e Light realm, são os mesmos mapas com pequenas diferenças entre eles, algo já feito anteriormente pela própria Nintendo em Zelda A Link To The Past. A técnica funciona bem até metade do jogo, e aqui segue um ponto negativo, o backtrack do jogo entre as dimensões logo se torna muito cansativo. Naturalmente os mapas do jogo são consideravelmente maiores em relação ao primeiro, porém, não existem conexões entre todos os mapas, fazendo atalhos para tornar a jornada mais rápida entre o ponto A até o ponto B, coisa que existe no jogo anterior e é muito bem executado. Em contrapartida foi introduzido um sistema de fast travel, porém mal executado, de modo que esse recurso é acessível apenas no final do jogo, e os pontos para tal são poucos, e não ligam todos os mapas entre si. Fazendo assim a jornada a ser sempre mandatório passar entre a parte central do planeta para se chegar as demais, como no primeiro, mas aqui sem muita escapatória.

A trilha sonora por outro lado agrada muito, podendo ser tranquilamente considerada a melhor de toda a trilogia. Houve reaproveitamento de trilhas do jogo de Super Nintendo, mas a trilha se encaixa perfeitamente no cenário ao qual pertence e isso dá um toque de originalidade incrível, parecendo que a trilha reaproveitada na realidade tenha sido feito para o jogo em primeiro plano.

Metroid Prime 3

História

A história tem início com Samus atendendo um chamado da Federação Galáctica, e nesse chamado corriqueiro somos pegos no meio de um confronto contra os piratas espaciais como de costume. A diferença em relação aos demais jogos começa logo de cara. Somos apresentados pela primeira vez na trilogia a outros caçadores de recompensas, cada um com suas habilidades únicas, como controle de gelo, entre outros para não ter muito spoiler aqui.

A trama se desenrola toda conectada com os acontecimentos do início do jogo, sendo mais uma vez confrontados por Dark Samus, que mesmo sendo derrotada no jogo anterior ainda foi capaz de escapar de alguma maneira com vida da extinta dimensão das trevas de Aether.

Nossa heroína agora enfrenta de forma muito mais ativa à ameaça do perigoso minério radioativo apresentado no primeiro jogo, o Phazon. Com novas armas que fazem uso desse minério transforma a jornada de maneira bastante interessante.

Com o final do combate, Dark Samus, causa grandes problemas em vários planetas, criando uma infestação planetária com Phazon, o que corrompe a natureza dos seres vivos e até de máquinas. A luta agora se torna mais intensa, pois nos vemos confrontados com traições e a ativa corrupção causada pelo minério em questão.

Gameplay

A gameplay apesar de ser basicamente a mesma dos jogos anteriores, aqui sofre algumas mudanças para melhor aproveitamento dos controles de movimento do Wii.

Com upgrades removidos e outros novos inseridos, podemos desfrutar de lutas realmente dinâmicas e que, exigem certa perícia com os botões do controle para derrotarmos os chefes, não se engane, por mais simples que um chefe pareça, nenhuma batalha é tão simples quanto parece, esse pode ser considerado o ponto mais alto do jogo.

Com uma jornada relativamente mais curta que o jogo anterior, por outro lado desfrutamos de momentos de combate muito mais intensos, mais exigentes de uso de todos os recursos disponíveis que os títulos anteriores da série, isso por si só faz a jogatina ser mais envolvente.

O jogo agora não conta mais com mapas interligados por uma região central, ou até mesmo entre si, mas sim com viagens espaciais feitas com a nave de planeta a planeta individualmente. A nave por sua vez, além de meio de transporte também se tornou uma arma de Samus, porém, há uma ressalva aqui, a arma possui misseis dos quais podemos coletar para aumentar o número de usos tal qual os misseis convencionais de Samus, no entanto essa funcionalidade da nave fica restrita a uma vez ou duas no máximo durante toda a jogatina. Em contrapartida temos a possibilidade de rebocarmos grandes estruturas com a nave, essa funcionalidade por sua vez é usada em diversos momentos e fazem uma diferença na dinâmica de gameplay em relação os títulos anteriores.

O ponto mais fraco do jogo por se dizer, fica a cargo de algumas vezes os controles não responderem tão bem, em específico o gancho que utilizamos diversas vezes para derrotar inimigos comuns e chefes, em algumas oportunidades foi até um pouco frustrante fazer os movimentos de puxar e o jogo não computar nada, e com isso sofrer dano ou acabando por aumentar a luta.

Resumo da obra

Com batalhas muito mais elaboradas que os jogos anteriores em 2D, e até mais que muitos sucessores, o jogo enquadra aspectos novos para a série bem como aspectos já amplamente conhecidos pelos fãs, como locais, música e inimigos, de maneira original o jogo reinventa o universo de Metroid de maneira exemplar e sem descaracterizar nenhum dos jogos da série como sendo a saga Prime um patinho feio, muito longe disso, os jogos são notadamente obras primas dentro da franquia. Sendo assim, a trilogia é recomendada tanto para fãs do gênero metroidvania bem como para os jogadores que gostam da perspectiva em primeira pessoa.

Lembrando que os jogos da série Prime não são jogos de tiro em primeira pessoa (FPS), mas sim jogos de aventura em primeira pessoa (FPA) como a Nintendo os intitula. Não se tratando então de um Call of Duty no espaço, ou simplesmente um jogo com uma versão feminina de Master Chief. Embora o gênero seja bastante nichado, ainda assim pode atrair os fãs de jogos FPS sem nenhum problema.

Notas para cada jogo da série;

Metroid Prime – 10

Metroid Prime 2 – 8

Metroid Prime 3 – 9

Nota final da trilogia

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Jogos de GameCube que precisam chegar no Nintendo Switch 2! https://antigo.patobah.com.br/jogos-de-gamecube-que-precisam-chegar-no-nintendo-switch-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=jogos-de-gamecube-que-precisam-chegar-no-nintendo-switch-2 https://antigo.patobah.com.br/jogos-de-gamecube-que-precisam-chegar-no-nintendo-switch-2/#respond Thu, 10 Apr 2025 15:00:00 +0000 https://patobah.com.br/?p=28715 Já é de conhecimento de todos que finalmente, depois de muitos anos de espera, finalmente teremos jogos do Nintendo Gamecube, console de sexta geração da Nintendo, tendo seus jogos adicionados no catálogo do agora denominado Nintendo Classics. Na matéria de hoje trago alguns dos jogos que gostaria de ver chegando ao serviço, não são necessariamente […]

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Já é de conhecimento de todos que finalmente, depois de muitos anos de espera, finalmente teremos jogos do Nintendo Gamecube, console de sexta geração da Nintendo, tendo seus jogos adicionados no catálogo do agora denominado Nintendo Classics.

Na matéria de hoje trago alguns dos jogos que gostaria de ver chegando ao serviço, não são necessariamente apenas jogos exclusivos, afinal de contas a biblioteca do console apesar de não muito extensa, dispõe de jogos excelentes que merecem uma revisitação.

Não listarei aqui jogos que possuem versões atuais como no caso de jogos da série Resident Evil.

1º The Legend of Zelda: Four Swords Adventures

Esse jogo que pouquíssima, mas pouquíssima gente mesmo pode jogar na época, devido ao fato de que eram necessários 4 jogadores, e todos com um game boy advance conectados ao Gamecube através de um cabo link, para se jogar essa aventura do nosso herói – ou nossos heróis – por Hyrule. Logo percebe-se que com a tecnologia atual isso pode ser facilmente contornado, até mesmo viabilizando a jogatina online para ficar ainda mais fácil de desfrutar do game.

2º Mario Kart Double Dash

Simplesmente um dos jogos mais amados do encanador bigodudo atrás do volante de um kart. Esse, porém é fato de que mais dia ou menos dia aparecerá no serviço, no entanto o que é de fato um desejo de muitos é que venha, junto com a adição ao catálogo o modo de jogo online.

Na época o game era fabuloso e já contava com sistema de multiplayer via lan, ou seja, basicamente fazer o modo online não deveria ser nada difícil. Assim como já confirmado o modo online para FZer GX, de igual modo espero que sejamos agraciados com esse deleite.

3º Sonic Heroes

Uma das melhores aventuras do ouriço azul, e que, está presa na sexta geração de consoles, sem sombra de dúvidas agradaria e muito seus fãs caso apareça no serviço – oremos –.

Não seria necessária qualquer adição de modos extras, apenas o bom e velho gameplay de um dos games mais marcantes da franquia.

4º Trilogia Prince of Persia

Apesar de ainda haver esperanças, quanto ao lançamento de um remake do primeiro jogo 3D da franquia, ainda estão órfãos os fãs desse jogo que honestamente, na época era algo impressionante.
Sendo assim, os três títulos que figuraram em boas versões no Gamecube seriam uma boa pedida para ao menos, matar a saudades que sentem os fãs, de tempos áureos em que correr pelas paredes era espetacular.

5º Skies of Arcadia Legends

Nesse bom RPG figurado por piratas em seus barcos voadores, numa mescla de temática clássica medieval com futurismo, ele sem sombra de dúvidas é um jogo que merece e muito sair do limbo e voltar às cenas das jogatinas atuais.

Sendo ainda uma versão melhorada da versão anteriormente lançada para o falecido Dreamcast, faz valer a pena cada minuto de gameplay.

Estes são, alguns dos poucos jogos que merecem ver a luz do dia novamente no Switch 2. A biblioteca com qualidade impar e com muitas boas opções tem tudo, para ser – se já não o é – um dos motivos principais para ao menos se cogitar ter o novo console da Nintendo.

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Mega análise dos jogos da franquia diesel punk mais famosa dos games.

Na matéria de hoje irei trazer em primeira mão um grande conjunto de análises de todos os jogos da franquia Wolfenstein pós reboot de 2015.

Não é de nenhuma obscuridade que o pai dos jogos de FPS seja Doom, originado no antigo e quase já desconhecido MS DOS. Os primórdios dos games 3D no início da década de 90 trouxe à luz outra grande franquia além da já famosa saga Doom.

Em 1992 veio a existência um jogo de mesma fórmula, com ambientação 3D e sprites 2D, com a mesma pegada de gameplay que seu originador Doom. Esse jogo então foi batizado de Wolfenstein 3D (por motivos óbvios de marketing).

Mas para além de merda ficção ao qual o jogo nos coloca na pele de William Joseph Blazcowitz, um bravo soldado – de fato o maior – dos EUA é enviado a um castelo para eliminar nazistas e pôr um fim à guerra matando Adolf Hitler. Esse detalhe é interessante pois o nome do jogo se inspira em um castelo da vida real, sim o castelo “Wolfenstein” existe. Seu nome é Wewelsburg e fica situado no vilarejo de nome semelhante Wewelsbury, na Alemanha. Inspiração bastante interessante. Quem diria que os games também são cultura, não?!

Para mais informações sobre o castelo que deu origem ao nome da franquia segue o link. Fonte: Wewelsburg – The Real ‘Castle Wolfenstein’

Agora que já sabemos o que nos espera, e sobre o que se trata o game vamos falar então do seu reboot que foi feito em 2014 com o primeiro de uma série de 4 jogos. Esse por sua vez trás o título de Wolfenstein: The New Order.

O ínicio da narrativa do jogo se passa no dia D em 1945, um dia conhecido por todos como sendo o início da queda do nazismo na vida real. No entanto no jogo as coisas não tem um final tão positivo como na vida real, mas sim, com o início de um terror inimaginável, a derrota dos aliados e a vitória do regime nefasto e sanguinolento criado na Alemanha.

Mas dito isso o que podemos esperar do jogo?

Jogabilidade:

A luta na pele de BJ é simplesmente recheada de altos e baixos e momentos que literalmente nos tiram o fôlego, pois como é de se esperar de um jogo em que enfrentamos os assassinos mais bem treinados e violentos que já existiram.

O jogo possui diversos cenários, como castelos, bases e prisão. Todos os ambientes são característicos de uma arquitetura brutalista, muito concreto exposto e de luz tênue. Toda a imersão do game se dá pelos acontecimentos e ambientes. Podemos contar com diversos tipos de armas, sendo elas os clássicos de sempre como pistola, escopeta e fuzil de assalto. Cada arma tem uma aplicação única para o seu tipo o que faz que troquemos constantemente de armas durante a gameplay, isso traz dinamismo e até certo desafio em momentos que os inimigos nos exigem mais destreza ou precisão nos disparos.

O jogador pode e deve esperar um jogo ficcional que apenas utiliza-se da realidade como pano de fundo. Porque é importante saber disso? Os ambientes, inimigos, ambientes e tecnologias se dão em diversos momentos de forma bastante exagerada, seja em tamanho ou forma. Isso não é um ponto negativo em nenhum aspecto, visto que, cada um dos exageros são explicados em documentos colecionáveis dentro das missões. É algo bastante interessante ler cada um desses documentos que fazem uma explicação bastante precisa que constrouem o sentido de toda a ficção criada na série.

Ainda falando de gameplay o jogo é basicamente Doom com outra roupagem. Combate frenético, intenso e bastante desafiador. Não é um jogo de se jogar sem nenhum esforço ou exigência de habilidades, mesmo no modo mais fácil, o que faz o jogo ser um pouco mais prazeroso pois aumenta a sensação de onipotência do jogador. Mas nem tudo é apenas uma chuva de balas e frenesi recheado de sanguinolencia, nos deparamos diversas vezes com momentos em que devemos agir com cautela para não sermos detectados por comandantes das tropas nazistas, esses momentos de “stealth” são determinantes se nossa missão será tranquila sem que tenhamos grandes problemas, ou se iremos enfrentar uma horda gigantesca de nazistas enfurecidos para nos matar. Esse detalhe acentua bastante o nível de desafio do jogo, ou seja, por mais tranquilo que possa parecer o momento, se houver um comandante por perto é melhor por um fim a ele assim que possível.

O jogo conta com uma jogabilidade sólida e muito constante, não há momentos no jogo em que a jogabilidade se torna ou causa qualquer problema. Este por sua vez é um dos pontos mais altos do jogo.

História:

A luta começa no castelo e nos vemos envoltos numa caçada viceral por generais da alta cúpula da SS Nazista. O vilão principal do jogo General DeathsHead é honestamente de causar ogerisa a qualquer um. Responsável por experimentos e mortes nefastas durante a segunda guerra.

A trama é simples, com reviravoltas simples porém nada simplórias. O tempo todo o jogo nos dá mais e mais motivação para seguirmos o encalço dos responsáveis pelos horrores e traumas em toda humanidade. Não se assuste se você caro leitor se sentir envolto no sentimeto de revanche e vingança contra os vilões da trama, a ideia dos desenvolvedores foi exatamente essa e que atingiram com maestria de forma simples, rápida mas não cansativa e, bastante direta desde os primeiros minutos do game.

Esteja sempre disposto a ler os documentos mencionados anteriormente pois eles dão luz sobre muitas coisas e muitos “por ques” dentro da trama do game.

Gráficos:

Os gráficos do game não são de tirar o fôlego no sentido de realismo extremo, mas cumpre de forma competente a proposta, não deixando a desejar em nada. Na realidade não se pode pontuar pontos negativos expressivos, as texturas por sua vez são muito bem detalhadas ao ponto de o jogador perceber nitidamente e sem nenhum problema do que se trata cada superfícies. O ponto alto de detalhamento fica a cargo das máquinas presentes no game, sejam robôs ou veículos. A criatividade de uma engenharia mecânica fictícia fica muito evidente com um trabalho bastante detalhado nestes detalhes.

Notas:

Jogabilidade: 10

História: 10

Gráficos: 9

Wolfenstein The Old Blood

Jogo lançado em 2015 se trata de uma prequéla que antecede os acontecimentos do primeiro jogo do reboot da saga. Aqui nós encaramos os primeiros desafios da carreira militar de BJ. Novos inimigos adicionados, cenários diferentes do primeiro game e ainda com a mesma imersão de uma guerra sufocante e visceral.

História:

No início da jornada de BJ estamos encarregados de invadir o castelo Wolfenstein sob disfarces, para conseguir documentos cruciais na guerra para a derrocada do regime nazista, mas como já é esperado a missão não sai como o esperado e nos vemos presos em uma prisão infernal. O castelo é recheado de camadas e calabouços.

Aqui são apresentados vilões que antecedem a trama do game e alguns desejos obscuros da alta cúpula do comando nazista por experimentos e até mesmo entidades “misticas” por assim dizer. Cada camada de história é profunda e te faz desejar com mais intensidade ver o fim dos seus inimigos. Mais uma vez nos deparamos com uma trama simples, mas não simplória, poucas reviravoltas mas nada que deixe a desejar no quesito história.

Aqui nos deparamos com uma ânsia pela supremacia nazista que abre uma janela para algo ainda mais ficcional que as máquinas e tecnologias super avançadas do primeiro jogo, a busca por coisas misticas que em determinado momento nos coloca face a face contra zumbis. Pode esse parecer um detalhe bobo, ou clichê, mas para fins de jogabilidade e diversão é o ponto alto da trama e por sua vez faz com que o jogo se torne muito divertido e interessante pois mexe com outros sentimentos do jogador.

Jogabilidade:

A jogabilidade desse jogo por sua vez apesar de ser a mesma do game anterior temos que encarar mais momentos de “stealth”. O que acaba dificultando um bom bocado o jogo, no entanto isso não faz com que o jogo seja menos proveitoso, mas vale ressaltar que em termos de combate, esse é o mais intenso e difícil da franquia. Nos níveis mais altos de dificuldade as missões por mais simples que sejam se tornam desafios aterradores, se essa é a sua praia pode ir sem medo que o jogo vai te entregar uma jogabilidade incrível como o antecessor mas com um grau de desafio elevado.

Novos inimigos, ou inimigos predecessores do primeiro game fazem com que a jogabilidade exija do jogador perícia e destreza em diversos momentos. Por sua vez as lutas contra chefes nesse jogo sejam um pouco mais escassas por se tratar de uma prequéla, isso é compensada pela dificuldade elevada dos mesmos.

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Gráficos:

O jogo por ser lançado há pouco menos de um ano após o primeiro jogo não teve grandes avanços na questão gráfica. Nada fica devendo em qualidade, ainda mais se tratando dos cenários de devastação fora do castelo, ou dos calabouços horrendos do castelo.

Aqui a temática diesel punk é menos evidente, mas de forma positiva pois passa bem a ideia de que o regime ainda não havia se tornado algo tão grandioso como nos outros jogos da cronologia.

Notas:

História: 8

Jogabilidade: 10

Gráficos: 9

Wolfenstein 2 The New Colossus

História:

A sequência do primeiro jogo do reboot The New Order começa de forma direta e reta sem nenhum rodeio exatamente de onde a história anterior termina. O protagonista BJ não tem nenhum momento de descanso aqui.

A história dessa etapa da jornada é tão incrível, alucinante e frenética que em raros momentos nos vemos em certa tranquilidade. Agora enfrentando uma espécie de caça às bruxas, a general Engel presente no primeiro jogo se empenha momento após momento para assassinar não apenas BJ como um troféu de conquista da força de guerra nazista, mas também toda a resistência formada no primeiro jogo e que segue sua história no game.

O momento culminante do mundo se dá aqui. Os Estados Unidos da América rendidos ao regime nazista com uma triunfante vitória do regime sobre os americanos, com direito à um ataque de bomba atômica no território americano, que nos faz pensar como seria a realidade hoje, caso o regime na vida real tivesse vencido o conflito da segunda guerra.

Esse é um ponto da história que envolve o jogador e faz pensar momento após momento sobre as possibilidades de uma realidade aterrorizante e medonha.

BJ e seus parceiros de combate travam lutas intensas por vários locais do território americano, e que até certo ponto do game parece que a luta é quase que em vão. Não se engane, a trama não é fraca e nem um pouco desanimadora, embora alguns pontos negativos devem ser pontuados aqui.

Em diversos momentos o protagonista se detem em monólogos bastante ruins ou até mesmo enfadonhos diante de alguns acontecimentos da trama, não é algo que faça a experiência ser ruim, mas que poderia tranquilamente ser deixada de lado. Outro ponto negativo a ser pontuado é que a dublagem para o português ficou bem ruim, deixando bastante a desejar. Sincronização labial e até momentos de fala que passam um pouco do personagem são notados. Nessa parte da história nos deparamos com ainda mais avanços tecnológicos que incrementam mais ficção à trama como um todo e passam ainda mais a sensação de que estamos enfrentando uma força militar gigante e tremendamente sanguinaria disposta a tudo para a dominação mundial sem nenhum pudor.

Jogabilidade:

Não há muito o que pontuar nessa parte. Como já se espera o jogo mantém a consistência de gameplay e imersão, porém, vale ressaltar que agora contamos com mais melhorias para as nossas armas, o que muda um pouco a jogabilidade, dando ainda mais dinamismo e até mais possibilidades de atirar por mais tempo, o que é simplesmente incrível, já que o nosso ofício é apagar soldados nazistas da face da terra.

Os momentos de “stealth” estão presentes em quase todas as missões do jogo, se você caro leitor gosta deste aspecto a sua experiêncai vai ser um prato bastante recheado, já que com a introdução de novos inimigos ao jogo a coisa fica bastante interessante, seja para não ser descoberto ou para ser, o jogo te dá bastante liberdade para encarar as forças inimigas como desejar.

Gráficos:

Por se tratar de uma sequência direta com 2 anos de desenvolvimento após o primeiro jogo do reboot, aqui vemos mais capricho empregado nas ambientações, soldados, máquinas e nos efeitos do game, especialmente no que tange às particulas.

O jogo apesar de não contar com efeitos de ray tracing por questão de ter sido lançado antes da chegada da tecnologia, traz ainda de forma muito competente os efeitos de sombra e luz dinâmicas. Quando estamos em combate fica mais fácil de percebermos inimigos que nos jogos anteriores eram um pouco menos nítidos seja pela distância ou pela definição e iluminação do cenário.

De certo este é sem dúvidas o jogo mais bonito, sim no sentido literal da palavra dados alguns cenários, bem como em definição e capricho dos efeitos dentro da série, o que o torna um FPS frenético, porém muito agradável aos olhos.

Notas:

História: 10

Jogabilidade: 10

Gráficos: 10

Wolfenstein Youngblood

História:

Sabe o ditado que diz que toda família tem uma ovelha negra? Pois bem, eis aqui a ovelha negra da família Blaskowicz…

Não leve a mal o trocadilho, mas a trama do jogo é pífia, rasa e sem nenhum grande acontecimento que nos instigue a querer destruir, moer e acabar com o regime nazista por qualquer outro motivo a mais que se possa ter.

Aqui figuram as filhas de BJ, Sophia e Jessica Blaskowiz, duas adolescentes treinadas pelos pais, mas sem nenhuma experiência de combate. A falta de experiência é talvez a melhor explicação da histório no porquê as irmãs são como são no ínicio da jornada. No ínicio dos anos 80 já com os Estados Unidos libertos do regime nazista, entramos na pele das irmãs que embarcam numa busca por seu pai na Europa, mais precisamente em Paris. O ponto chave aqui é que BJ desaparece sem nenhuma razão aparente, talvez para que se criasse um sentimento de curiosidade no jogador, mas nisso o jogo falha miseravelmente.

A trama por sua vez num contexto geral se limita a um filme de sessão da tarde como um bom hit adolescente, seja em construção de narrativa ou até mesmo por comportamento das irmãs, mas elas se comportarem como adolescentes é ok pelo fato de o serem, porém num contexto de guerra e iminente declínio do regime após o assassinato de Adolf Hitler (assassinato esse que não é explicado em momento nenhum do jogo como se deu) não parece se encaixar de qualquer maneira.

A história constrói a imagem das filhas de Billy o terrível de uma maneira muito abrupta, saindo das irmãs medrosas para assassinas da mais alta competência e habiliade em literalmente um único puxão de gatilho.

Os problemas de roteiro e história são tantos que essa por sua vez poderia ser tranquilamente deixada de lado sem qualquer perda para a trama como um todo.

Os vilões são personagens fracos no sentido de construção, e o motivo pelo qual BJ desaparece é ainda mais fraco para não dizer decepcionante.

Jogabilidade:

O jogo por sua vez segue a mesma mecânica de jogabilidade dos jogos anteriores no que diz respeito ao uso das armas, mas não totalmente.

Agora o jogo passa a ter elementos de RPG e por vezes passa até o sentimento de que talvez tenha sido planejado não para ser um shooter simples como os anteriores, mas sim um jogo de serviço. Encontra-se no jogo uma árvore de habilidades q possibilitam às irmãs as coisas mais simples dos jogos anteriores, como a possibilidade de empunhar armas pesadas ou duas armas que os inimigos portam.

É presente no jogo a função de busca por loot constantemente, não só por munição ou vida, mas também por moedas de prata, moeda essa utilizada para se obter habilidades junto com pontos de habilidade adquiridos a cada nível que subimos como num RPG tradicional.

Algo bastante negativo é o fato de não conseguirmos derrotar um inimigo com um tiro de pistola na cabeça no modo furtivo, pois estes agora tem uma barra de vida e níveis, ou seja, a imersão de um shooter foi pelo ralo e se torna uma tarefa a mais derrotar um inimigos mesmo se tratando de um disparo de arma de fogo, isso poderia ter sido suavizado caso o jogo contasse com efeitos de dano crítico por exemplo, mas não tem.

Outro fator divergente dos demais jogos é a latente sensação que o jogo dá que está no final e ser pensado para ser jogado em cooperativo. Outro aspecto bastante negativo do jogo se refere às lutas contra os chefes, em especial o último, com uma curva de dificuldade brutalmente acentuada e com mecânicas de combate nada claras tornam a última luta uma sensação de estar jogando um souls mal planejado e executado.

Gráficos:

Lançado em 2019 o jogo passa em diversos momentos a sensação de que o gráfico teve avanços e retrocessos em várias partes do jogo. É até estranho ver que em alguns momentos os efeitos de iluminação são belíssimos, enquanto em outros é bastante abjeto.

Na minha experiência também tive muitos bugs gráficos, como linhas coloridas piscando nos céus da cidade de Paris, e que simplesmente persistiam a menos que se encerrasse o jogo e abrisse novamente.

Este sem sombra de dúvidas foi a maior decepção com a saga total, infelizmente.

Notas:

História: 5

Jogabilidade: 7

Gráficos: 8

Resumão

A saga como um todo até o título The New Colossus é um deleite para os fãs dos jogos de tiro, bem como para os amantes de ficção e história da segunda guerra. Os momentos de combate intenso, juntos com a trama de um mundo devastado por um regime nefasto faz com que tenhamos um sentimento latente de que temos que fazer algo, temos que cunhar o martelo da justiça custe o que custar e acabar com as atrocidades que foram feitas, mesmo que tenhamos que ser vistos como um “demônio” pela narrativa dos vilões da trama.

Uma experiência única e cativante do começo ao fim, com poucos pontos fracos com excessão do último título.

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Quem joga hoje no Xbox provavelmente conhece o Phantasy Star Online 2 da Sega, mas se tem o 2 onde está o 1? Bom essa resposta se encontra há mais de 20 anos no passado.

Em 2001 a Sega ainda estava no mercado de consoles com seu último esforço chamado Dreamcast, um console que para muitos foi um divisor de águas, mas a revolução estava em um título estreante na plataforma que era o Phantasy Star Online. O primeiro MMO online em um console, um projeto audacioso que trouxe desde o primeiro a temática de ser um RPG ambientado no futuro e não em um mundo medieval místico, embora ele também beba na fórmula mística de jogos do gênero ele consegue encaixar muito bem a ideia sem fazer o jogador se questionar a todo tempo o porquê de um humanoide num futuro longínquo estar atirando bolas de fogo com as mãos contra um dragão em um planeta alienígena… Contudo o jogo estava muito à frente de seu tempo e trouxe diversas inovações para o já inédito esforço da Sega em explorar um segmento ainda embrionário na época.

(Último console da Sega, Dreamcast)

Embora o console da Sega tenha sido descontinuado pouco tempo depois, uma boa parceria foi feita entre a empresa japonesa e a gigante de Redmond que no ano de lançamento do jogo trouxe a existência o primeiro Xbox, uma máquina formidável, forte e que iria mudar os rumos da indústria até os dias de hoje. Com o advento da internet nas casas mais e mais pessoas passaram a estar conectadas, e a Microsoft viu esse potencial e decidiu explorar, no final das contas deu certo e então nasceu a Xbox Live, serviço que ditou os rumos das jogatinas online nos consoles, mas o que isso tem a ver com a Sega e seu jogo? Basicamente tudo! No referido acordo entre as empresas a Sega decidiu não apenas portar o seu jogo do Dreamcast para o Xbox, mas também em expandi-lo com muito mais conteúdo que as versões anteriores de console e PC.

Chegamos então ao ano de 2003 com o lançamento do pioneiro dos MMOs online de console, dessa vez o jogo se passa a chamar Phantasy Star Online Episode 1&2, tendo todo o conteúdo PvE e PvP da versão de Dreamcast, mas agora com uma expansão que se chama Episode 2, trazendo novos mapas, novos equipamentos, mais inimigos, mudança nas habilidades, mais personagens, dobrando o nível máximo do jogador de 100 para 200! e também novas missões exclusivas da versão de Xbox, pois o jogo também foi lançado no rival da Nintendo o GameCube.

(Capa da versão de Xbox)

Dentre as possibilidades a versão de Xbox trazia melhor desempenho em quadros por segundo, resolução maior, conexão com a Internet melhor e também a possibilidade de conversar com seus amigos da party por meio de bate papo por voz recurso esse exclusivo do Xbox. O console trouxe possibilidades incríveis para a Sega com esse grande título, que mesmo não tendo alcançado um número de vendas tão expressivo conseguiu criar uma comunidade extremamente unida e apaixonada pelo game, que até hoje vive por meio de servidores privados como o caso do mais conhecido servidor o Schthack (schtserv.com).

(Era possível se comunicar por texto e voz na versão de Xbox)

Mas vamos ao que interessa, por que esse jogo é uma joia? Vale a pena jogar?

A resposta é um retumbante SIM! Para os amantes de MMO esse jogo foi um divisor de águas que trouxe para os fãs desse tipo de jogo poder jogar no conforto que só um console pode oferecer.

Dentro desse jogo nós podemos escolher três classes com 4 personagens cada, entre eles humanos, Newman (seres humanos modificados) e Android, mas as raças não são apenas estéticas, cada uma delas possui uma característica distinta dentro de sua respetiva classe, como por exemplo humanos sendo mais equilibrados nas habilidades enquanto os androids são pura força. As classes são reformulações das clássicas que vemos em jogos de RPG ambientados em mundo de fantasia, sendo elas:

Hunters: como uma representação dos guerreiros experts em espadas e armas corpo a corpo, mas que não se limitam apenas a esse tipo de arma, podendo também usar magias de dano e suporte, porém essa classe é a mais limitada nesse aspecto alcançando poucos níveis na evolução das magias.

Rangers: atiradores experts com armas de curta, média e longa distância, podendo usar magias de ataque e também de suporte, porém diferente dos Hunters essa classe pode alcançar níveis mais altos das magias, causando mais danos ou dando melhor suporte.

E por fim os Forces: estes por sua vez são os magos do jogo, alcançam o nível máximo de todas as magias, porém a classe tem uma subdivisão onde há uma separação entre magos de puro dano e magos de suporte, no final das contas jogar de mago é um desafio à parte, pois as possibilidades de armas e magias são muito extensas, podendo combinar armas de curto alcance com magias de dano e também buffs e debuffs.

(Artes de todas as classes disponíveis na versão de Xbox)

A história do jogo é bastante simples sem muitas surpresas, deixando o jogador mais focado em simplesmente derrotar cada novo inimigo que aparece pela frente, mas nesse jogo no seu primeiro episódio somos incumbidos de resgatar a filha do prefeito da cidade de Pioneer que desapareceu explorando o então recém descoberto planeta Ragol, logo de cara descemos da nave Pioneer para uma floresta e já somos recebidos pelos animais que se tornaram muito violentos repentinamente, enquanto avançamos vamos encontrando registros da lore do jogo em dispositivos que parecem simular um holograma ou algo do tipo, e assim mapa após mapa vamos desvendando os mistérios do sumiço da moça enquanto também descobrimos o porquê de os seres vivos terem se tornados violentos tão repentinamente, e não se impressione ao enfrentar dragões e outros seres fantásticos como grifos nas lutas contra os chefes, que a cada nível aumentam bastante a dificuldade do jogo. Ao final o maior plot fica por conta do último mapa que na verdade é uma nave responsável por aprisionar o maligno Dark Falz, recorrente vilão da franquia desde o primeiro título no Master System.

Com a expansão intitulada Episode 2 a Sega conseguiu não só apenas trazer mais conteúdo como armas, inimigos e mapas, como também uma melhoria gráfica incrível nos novos cenários, um aumento considerável na dificuldade do jogo e ainda mais desafios com o modo challenge que é um desafio como diz o próprio nome. Nesse modo podemos jogar online ou off-line com até 3 amigos na corrida contra o tempo para tentar fechar ambas expansões em um determinado tempo, afim de recebermos uma arma a nossa escolha em todos os sentidos, esse aspecto traz uma característica única desse jogo, pois em nenhum outro temos a possibilidade de escolhermos e fazermos a recompensa da atividade endgame da maneira que bem desejar o jogador, podendo escolher o tipo da arma, suas características como atributos e ataque especial, como bem o seu nome, e assim cada jogador pode ter uma ou mais armas totalmente exclusivas como recompensa de seu esforço, nesse ponto o jogo é único por si só, e uma experiência impar que não vemos mais nem nos PCs nem nos consoles.

(Uma das maravilhas dos novos hardwares era o coop em tela dividida)

Um título feito com tanto carinho para os jogadores de Xbox vale totalmente a pena, pois ainda hoje podemos jogar esse título com novas quests feitas pela própria comunidade, pois a Sega não limitou as possibilidades do jogo, talvez ela não tivesse mais planos para ele, mas que infelizmente foram encerrados em 2007 devido ao pouco sucesso que o jogo teve comercialmente.

Mas hoje se você entusiasta de jogos futuristas e de RPG bastante complexo se interessou por esse jogo que foi um divisor de águas no segmento tiver o interesse em desfrutar das maravilhas que só ele proporciona, ainda há possibilidades de se jogar no seu querido Xbox ou então PC através do projeto Insignia (Xbox), que possibilita não apenas aos jogadores de Phantasy Star de reviver tempos áureos da indústria, mas vários outros jogos também estão sendo suportados no sistema que visa trazer de volta a nostalgia dos anos 2000. Já pra você jogador de PC através do site schtserv.com é possível baixar a versão de PC feita em 2004 intitulada Blue Burst que conta com novos itens, mapas, missões e muito mais conteúdo, tudo já configurado pelo site do servidor, prontinho para jogar sem esforços.

(Jogadores no coop online, com debuffs no líder da party)

Ao final digo que esse jogo merece a nossa atenção, pois foi um projeto audacioso e de um nível extremamente alto que poucas vezes foi visto na indústria numa parceria que não envolve qualquer exclusividade de ambas as partes, mas que entregou um produto caprichado, competente e que envolve o jogador do início ao fim.

(HUcaseal uma das classes primarias do jogo introduzida na versão de Xbox)

Gabriel Botari (Busuba)
Escritor e entusiasta das plataformas Xbox

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