Na BGS 2025, a Konami destacou eFootball e Yu-Gi-Oh!, reforçando os laços com os fãs brasileiros e mostrando como tem sido sua experiência no mercado nacional.
Após quase uma década sem presença oficial na Brasil Game Show, a Konami voltou em grande estilo. A empresa japonesa marcou território com eFootball e um crossover inédito com Yu-Gi-Oh!, celebrando o público brasileiro e o crescimento de suas franquias no país.
Durante o evento, a marca apresentou novidades do jogo e lembrou colaborações anteriores, como com Blue Lock e Tsubasa, antes de unir forças com Yu-Gi-Oh! — um movimento que reforça o peso dessas franquias no Brasil, onde o público é apaixonado tanto pelo futebol quanto pelo clássico dos duelos de cartas.
Gabriel conversou com Tommy Williams, diretor de comunicações da Konami, sobre a volta da empresa à BGS, o sucesso de eFootball, a relação com os fãs brasileiros e o futuro de outras franquias como Metal Gear e Silent Hill.
H&G: Tommy, é um prazer falar contigo. Você é um dos representantes da Konami aqui na BGS, certo? Qual é o seu cargo na empresa?
Tommy: Eu sou o diretor de comunicações da Konami e represento todas as nossas franquias e jogos. Hoje estamos aqui focados em eFootball e no nosso crossover com Yu-Gi-Oh!, mas também represento Metal Gear, Silent Hill e todos os nossos títulos.
A energia única do público brasileiro
H&G: Fale um pouco sobre a BGS. Qual é a importância dessa presença da Konami no Brasil e no evento?
Tommy: Cara, a energia do Brasil é única! Os fãs, as pessoas… não tem nada igual. São amáveis, incríveis! E amamos isso.
E não é só sobre eFootball, mas sobre todos os nossos jogos. O Brasil é muito importante para nós.
Fazia mais de dez anos que não estávamos oficialmente na BGS, e a comunidade do eFootball só cresceu.
A comunidade de Yu-Gi-Oh! também é enorme, e muita gente nem imagina o tamanho dela por aqui.
Esse crossover entre as duas franquias é algo especial — tivemos colaborações anteriores com Blue Lock e Tsubasa, e agora com Yu-Gi-Oh! (que é uma das nossas próprias marcas), parecia destinado a acontecer.
H&G: Muitos fãs esperavam ver Metal Gear e Silent Hill F na feira. Por que esses títulos não apareceram na BGS?
Tommy: Tem muitos motivos, sabe? O principal é o momento. Tivemos grandes lançamentos neste ano — dois títulos AAA — e passamos boa parte do tempo nos preparando para eles, enquanto seguimos atualizando eFootball.
Infelizmente, não conseguimos trazer Metal Gear e Silent Hill desta vez, mas isso não significa que sejam menos importantes.
Fizemos o possível para garantir presença na BGS e estar com nossos fãs, mesmo que não pudéssemos apresentar tudo.
Amamos o público brasileiro tanto quanto qualquer outro mercado, e certamente teremos novos momentos para compartilhar essas franquias aqui.
H&G: O eFootball vem crescendo muito no Brasil e na América Latina. Como tem sido essa experiência, especialmente com o formato gratuito e o suporte mobile?
Tommy: É difícil comparar diretamente com os concorrentes, mas posso dizer que a comunidade de eFootball no Brasil é muito forte.
Durante a feira, tivemos Denílson no palco com Junichi Taya, um dos produtores que veio do Japão, conversando diretamente com os fãs.
Isso é algo que valorizamos muito — ouvir o público e receber feedbacks reais.
Nosso objetivo é melhorar o jogo continuamente. Por ser um live service, eFootball está sempre evoluindo, e queremos mantê-lo acessível e interessante tanto para novos jogadores quanto para os veteranos.
H&G: Sei que você é fã da NFL. Aqui no Brasil, o futebol americano tem crescido muito. Chegou a acompanhar o jogo da liga que aconteceu aqui este ano?
Tommy: Sim! Vi que os Chiefs e os Chargers jogaram aqui. Foi incrível ver o entusiasmo do público brasileiro.
H&G: E o que você prefere — futebol ou futebol americano?
Tommy: Eu gosto de todos os esportes, mas o basquete é o meu favorito.
(risos) E, pra gente, “futebol americano” é só “futebol”. Esse termo é meio engraçado pra nós.
H&G: Aqui a gente precisa diferenciar, já que “football” virou “futebol”.
Tommy: (risos) Entendo! Mas eu também amo o futebol tradicional.
H&G: Tem algum time preferido?
Tommy: Cada país tem o seu, né? Quando viajo, tento assistir a um jogo local.
Mas, nos Estados Unidos, a maioria é fã do Manchester United, mesmo que não saiba o nome de dois jogadores. (risos)
Quando era criança, eu via o Milan jogar — Kaká, Shevchenko, Dida… aquele time era incrível.
H&G: O lendário Maldini também!
Tommy: Exato! Maldini era um líder. Tenho muito respeito por ele.
H&G: Muito obrigado pela entrevista, Tommy. Foi um prazer conversar contigo!
Tommy: O prazer foi meu! Adoro o público brasileiro — e prometo que ainda vamos voltar com muitas novidades.
📸 Entrevista realizada por Gabriel (História e Games)
Publicada originalmente nos portais Safe Zone e Dungeon Zone.
