Coroa Gamer, Autor em Patobah! https://antigo.patobah.com.br/author/coroagamer/ Site de jogos com notícias e reviews. Análises de games, tecnologia, retrogaming e entrevistas sobre o universo gamer em um só lugar. Sun, 15 Feb 2026 11:51:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/antigo.patobah.com.br/wp-content/uploads/2025/04/cropped-patobah-1000-x-1000-px-1-png.webp?fit=32%2C32&ssl=1 Coroa Gamer, Autor em Patobah! https://antigo.patobah.com.br/author/coroagamer/ 32 32 234808719 Review de Tainted Grail: Fall of Avalon | PC https://antigo.patobah.com.br/review-de-tainted-grail-fall-of-avalon-pc-coroa-gamer/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-tainted-grail-fall-of-avalon-pc-coroa-gamer https://antigo.patobah.com.br/review-de-tainted-grail-fall-of-avalon-pc-coroa-gamer/#respond Sun, 15 Feb 2026 11:32:46 +0000 https://patobah.com.br/?p=70157 Confira a review de Coroa Gamer

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HISTÓRIA/PREMISSA

A história passa-se 600 anos após a chegada do Rei Artur à ilha de Avalon. Originalmente, os humanos fugiram da Morte Vermelha nas suas terras natais e conquistaram a ilha, expulsando os seus habitantes originais, os Precursores.

Para sobreviver em Avalon, a humanidade depende dos Menires — estátuas guardiãs mágicas criadas por Merlin que afastam a Estranheza, uma névoa caótica que distorce a realidade, cria monstros e enlouquece quem nela toca.

Os Menires se apagaram, a Morte Vermelha regressou e a Estranheza está consumindo as últimas povoações humanas.

Você inicia o jogo, preso e doente em um asilo em uma ilha remota. Um estranho vem lhe salvar e você acaba vinculado a um fragmento da alma do falecido Rei Artur. Essa conexão lhe cura, mas coloca a voz do rei em sua cabeça.

Seu objetivo é explorar Avalon, descobrir o que fazer com o Rei Artur e com o estranho que o salvou e com isso selar o destino da ilha.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Tainted Grail bebe fortemente das fontes de Skyrim e da Bethesda. O jogo tem mecânicas extremamente semelhantes e vou falar sobre elas a seguir. Poderia até dizer que ele é um clone de Skyrim em um universo diferente.

O jogo começa no mesmo estilo de Morrowind (também da Bethesda). Você está preso. Nesse momento você passa pelo processo de criação do personagem, que embora simples dá conta do recado.

As mecânicas iniciais são explicadas e o jogo começa. A ilha inicial é um tutorial e tão logo você chegue em Avalon é que a aventura começa de verdade.

Aqui vem a primeira “inspiração” dos jogos da Bethesda. Você ganha experiência de forma passiva, simplesmente executando certas coisas repetidamente, tal como correr ganha atletismo, andar agachado ganha furtividade, usar magias ganha magia, abrir fechaduras ganha roubo, usar certo tipo de arma aumenta a experiência naquela arma e assim por diante. Isso é totalmente Bethesda.

A outra forma de ganhar experiência é como a maioria dos jogos, de forma ativa, fazendo missões e matando inimigos.

O visual, a câmera, tudo lembra muito Skyrim, com exceção da história e personagens que como já falamos é no universo de Avalon. Embora seja possível jogar em terceira pessoa, me parece que foi feito para primeira pessoa e foi onde senti maior imersão.

As missões são muito bem guiadas e explicadas no jogo. Tudo fica bem-marcado no mapa e não tem muito o que errar. Eu particularmente gosto disso, mas entendo que tem pessoas que gostam de missões que exijam maior investigação.

Cuidado que em muitas missões, você tem que ler os documentos, não basta pegá-los!

As missões secundárias são bem sem imaginação, daquelas bem tradicionais e já ultrapassadas. Fale com pessoa A, leve isso para a pessoa B, mate tal monstro e por aí vai. E olha, tem bastante desse conteúdo adicional que se tornou repetitivo após as 30-40 horas de jogo. Tanto que no final, eu desisti e fui direto para a missão principal porque o jogo já tinha passado do ponto. Sabe aquela série que você gosta, mas resolvem fazer mil temporadas e fica evidente que exageraram? Foi o sentimento que eu tive.

E aqui é um ponto que separa os jogos normais dos excepcionais. O tamanho do jogo deve ser adequando ao seu conteúdo. Encher linguiça para mim é um mal dos jogos atuais da Ubisoft, por exemplo. E aqui, fiquei com a sensação de enrolarem o jogo em demasia.

A exploração é bacana, o mundo bem interessante e aqui mais uma inspiração da Bethesda. A medida que você anda pelo mapa, aparecem pontos de interrogação para te guiar à locais inexplorados. São três mapas bem grandes.

O cavalo eu achei inutilizável. Parece que o cavalo estava rodando em um frame rate diferente, chegou até a me dar enjoo. Simplesmente não usei. Fiz tudo correndo e usando os pontos de viagem rápida que são bem abundantes.

Os chefes são fáceis e sem inspiração. Depois que você montar o seu build, provavelmente vai matar os chefes sem esforço.

O seu personagem tem os atributos tradicionais de força, destreza, resistência, espiritualidade (magia), percepção (ligado aos críticos e furtividade) e praticidade (habilidades de crafting, culinária e alquimia).

Eu montei um build de força, mas saiba que tem um softcap no nível 20. A partir desse ponto você pode continuar atribuindo pontos, mas o benefício passa a ser insignificante. Foquei em força e arma de duas mãos.

Quando você sobe de nível, além de atribuir pontos de atributos, você ainda escolhe uma habilidade nas árvores de habilidades o que dá bastante diversidade ao estilo de jogo.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Tainted Grail bebe fortemente das fontes de Skyrim e da Bethesda. O jogo tem mecânicas extremamente semelhantes e vou falar sobre elas a seguir. Poderia até dizer que ele é um clone de Skyrim em um universo diferente.

O jogo começa no mesmo estilo de Morrowind (também da Bethesda). Você está preso. Nesse momento você passa pelo processo de criação do personagem, que embora simples dá conta do recado.

As mecânicas iniciais são explicadas e o jogo começa. A ilha inicial é um tutorial e tão logo você chegue em Avalon é que a aventura começa de verdade.

Aqui vem a primeira “inspiração” dos jogos da Bethesda. Você ganha experiência de forma passiva, simplesmente executando certas coisas repetidamente, tal como correr ganha atletismo, andar agachado ganha furtividade, usar magias ganha magia, abrir fechaduras ganha roubo, usar certo tipo de arma aumenta a experiência naquela arma e assim por diante. Isso é totalmente Bethesda.

A outra forma de ganhar experiência é como a maioria dos jogos, de forma ativa, fazendo missões e matando inimigos.

O visual, a câmera, tudo lembra muito Skyrim, com exceção da história e personagens que como já falamos é no universo de Avalon. Embora seja possível jogar em terceira pessoa, me parece que foi feito para primeira pessoa e foi onde senti maior imersão.

As missões são muito bem guiadas e explicadas no jogo. Tudo fica bem-marcado no mapa e não tem muito o que errar. Eu particularmente gosto disso, mas entendo que tem pessoas que gostam de missões que exijam maior investigação.

Cuidado que em muitas missões, você tem que ler os documentos, não basta pegá-los!

As missões secundárias são bem sem imaginação, daquelas bem tradicionais e já ultrapassadas. Fale com pessoa A, leve isso para a pessoa B, mate tal monstro e por aí vai. E olha, tem bastante desse conteúdo adicional que se tornou repetitivo após as 30-40 horas de jogo. Tanto que no final, eu desisti e fui direto para a missão principal porque o jogo já tinha passado do ponto. Sabe aquela série que você gosta, mas resolvem fazer mil temporadas e fica evidente que exageraram? Foi o sentimento que eu tive.

E aqui é um ponto que separa os jogos normais dos excepcionais. O tamanho do jogo deve ser adequando ao seu conteúdo. Encher linguiça para mim é um mal dos jogos atuais da Ubisoft, por exemplo. E aqui, fiquei com a sensação de enrolarem o jogo em demasia.

A exploração é bacana, o mundo bem interessante e aqui mais uma inspiração da Bethesda. A medida que você anda pelo mapa, aparecem pontos de interrogação para te guiar à locais inexplorados. São três mapas bem grandes.

O cavalo eu achei inutilizável. Parece que o cavalo estava rodando em um frame rate diferente, chegou até a me dar enjoo. Simplesmente não usei. Fiz tudo correndo e usando os pontos de viagem rápida que são bem abundantes.

Os chefes são fáceis e sem inspiração. Depois que você montar o seu build, provavelmente vai matar os chefes sem esforço.

O seu personagem tem os atributos tradicionais de força, destreza, resistência, espiritualidade (magia), percepção (ligado aos críticos e furtividade) e praticidade (habilidades de crafting, culinária e alquimia).

Eu montei um build de força, mas saiba que tem um softcap no nível 20. A partir desse ponto você pode continuar atribuindo pontos, mas o benefício passa a ser insignificante. Foquei em força e arma de duas mãos.

Quando você sobe de nível, além de atribuir pontos de atributos, você ainda escolhe uma habilidade nas árvores de habilidades o que dá bastante diversidade ao estilo de jogo.

CONCLUSÃO

Tainted Grail é uma boa tentativa de um jogo padrão Skyrim mas que faltou polimento. Seria preferível um jogo menor e mais polido, na minha opinião.

Se você curte os jogos da Bethesda, vai se sentir em casa aqui. Se não gosta, não sei se é para você.

Levei 65 horas para finalizar Tainted Grail: Fall of Avalon e saí com a impressão que preferia que fossem 30. Saí cansado.

Quer uma nota? 76. Os problemas técnicos e um jogo esticado demais limitaram minha nota.

PATÔMETRO

76
Licença comprada
Steam

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Review de XCOM Chimera Squad | PC https://antigo.patobah.com.br/review-de-xcom-chimera-squad-pc/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-xcom-chimera-squad-pc https://antigo.patobah.com.br/review-de-xcom-chimera-squad-pc/#respond Wed, 28 Jan 2026 12:10:28 +0000 https://patobah.com.br/?p=68899 Confira a review de Coroa Gamer.

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HISTÓRIA/PREMISSA

XCOM: Chimera Squad se passa cinco anos após os eventos de XCOM 2: War of the Chosen, em um mundo pós-guerra onde a humanidade derrotou os Elders e o regime alienígena ADVENT. 

A história ocorre na Cidade 31, uma metrópole experimental onde humanos, alienígenas e híbridos tentam conviver em uma paz frágil. 

O jogador comanda a Chimera Squad, uma equipe de elite mista de humanos e alienígenas, sob o comando da veterana Jane Kelly. 

Tudo começa com o assassinato da prefeita Nightingale (uma híbrida que convidou o esquadrão para a cidade), logo após a chegada da equipe, desencadeando caos e tensões entre facções. 

O esquadrão investiga o crime enquanto gerencia distúrbios, investigando bairros e enfrentando três facções criminosas principais: 

  • Progeny: Um culto apocalíptico de psíquicos que busca o fim do mundo
  • Gray Phoenix: Gangue de alienígenas marginalizados que se sentem excluídos da sociedade terrestre.
  • Sacred Coil: Culto religioso de ex-soldados ADVENT e alienígenas que pregam salvação para opositores da XCOM. 

Você pode escolher por qual facção vai começar a campanha, mas terá que lidar com as três para finalizar o jogo.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Se você já jogou algum XCOM anteriormente vai se sentir em casa aqui pois o jogo segue a mesma linha. 

A coisa funciona mais ou menos assim. Você começa com uma equipe pequena e ao longo da campanha vai selecionando novos agentes para integrar o time. É importante, balancear as habilidades na escolha dos personagens pois lutas e cenários diferentes vão precisar de agentes específicos. Você tem agentes com habilidades psiônicas que incluem atordoar inimigos, fazê-los entrar em modo “berserk” e atacar seus próprios companheiros, trocar de lugar com inimigos, controlar inimigos entre outras habilidades.

Existem agentes com foco em curar os outros companheiros. Agentes de fogo de curto alcance com escopetas, agentes de assalto e assim por diante. É importante observar que cada tipo de agente usa um tipo de arma diferente: pistolas, escopetas, fuzis de assalto e submetralhadoras. Balanceie sua equipe para conseguir enfrentar os desafios das missões.

Se um determinado agente for abatido ou sofrer muito dano em uma missão, ele pode adquirir uma “cicatriz” que prejudica alguma habilidade dele. Nesses casos, será preciso colocá-lo em treinamento para curar a ferida. Além disso, podem ser treinados para desbloquear habilidades específicas de cada personagem.

Ao serem usados nas missões, os agentes ganham habilidades bem importantes para os combates mais difíceis.

Todos esses detalhes farão com que o gerenciamento da equipe e das missões tenha uma importância significativa na sua estratégia. 

Você também precisará investir em pesquisa para melhorar armas, escudos, androides de apoio, granadas, kits médicos, entre outros.

O gerenciamento da cidade e das crises é superimportante para você não perder o controle da cidade. Se você já jogou algum XCOM antes já tem uma ideia de como funciona, mas basicamente é assim: vários eventos acontecerão na cidade em paralelo, porém você só consegue fazer um por dia. Então terá que optar que balancear onde interagir para não deixar a cidade entrar em anarquia e onde conseguir evoluir mais. 

Você pode usar agentes em “operações especiais” para obter dinheiro, inteligência ou ajudar a baixar os níveis de insurgência na cidade.

Acho que deu para entender um pouco o funcionamento da parte tática que acontece em sua base. Quando você escolhe o evento que vai resolver naquele dia, chegou a hora da ação. Você escolhe a equipe de até quatro personagens e até dois androides de apoio para enviar para o front de batalha.

As missões secundárias variam entre salvar VIPs, desarmar e recuperar equipamentos ou matar algum inimigo. As missões principais e obrigatórias são de investigar ações das facções que falei anteriormente.

O combate é por turnos tal como os outros jogos da franquia XCOM. Eles criaram uma mecânica nova que é o “Breach”, onde sua equipe invade a sala seguinte e você define a estratégia de invasão. Na maioria das vezes há diversas opções como entrar pela porta principal, por janelas, explodir uma parede ou usar dutos de ventilação. Cada local vai te apresentar os prós e contras de usá-lo. 

Após a invasão, o combate começa. Na sua vez você poderá se locomover, atirar, recarregar a arma, usar uma habilidade especial ou usar a função “overwatch” que serve para monitorar uma linha de visão e atirar se algum inimigo passar ali. É ótimo para proteger aliados vulneráveis ou guardar pontos de reforços inimigos.

Cada combate apresentará desafios diferentes para você avaliar a melhor forma de resolvê-los.

Mesmo que de forma limitada, é possível fazer uns “builds” legais com os personagens, maximizando suas capacidades e habilidades.

ASPECTOS TÉCNICOS

Tecnicamente o jogo tem diversos problemas e diria que é seu ponto mais fraco. Ele foi desenvolvido com o motor gráfico Unreal e aqui no meu Laptop com i9 e RTX 4080 em termos de desempenho rodou super bem. A taxa de quadros ficou sempre acima de 90 fps. Isso a 4K com tudo no máximo. 

Graficamente o jogo é bem simples e você consegue ver que é um jogo de orçamento baixo. A história é contada em “slides” fixos sem animação de personagens ou cutscenes. 

As animações da base são simplórias e repetidas.

Mas o pior mesmo são os bugs nas missões. Os bonecos, sejam os nossos ou dos inimigos, quando vão andar, por várias vezes andam, saem da tela e depois voltam pro lugar certo. Bem bizarro e acontece tanto que é impossível não terem visto isso e concertado. Foi nesse caso, desleixo ou falta de orçamento mesmo. 

E a última crítica que pode ser relevante para muitos. Não tem tradução nem da interface e nem das legendas em português. Diria que se você não fala inglês, mas curte XCOM e jogos de turno, dá para tentar. Como tem pouca coisa para ler, seu trabalho seria “traduzir” as habilidades para entender o que está escolhendo e de boa.

O jogo só está disponível para PC.

CONCLUSÃO

XCOM Chimera Squad é mais do mesmo da franquia XCOM mas que sofre de uma clara limitação de orçamento que deixou o jogo sem aquele refinamento e acabamento de um jogo AAA. Nem sei se ele seria A. 

Levei 29 horas para terminar uma run do jogo.

Quer uma nota? 68. Os problemas técnicos e a falta de localização me impediram de dar uma nota melhor.

PATÔMETRO

68
Licença comprada
Steam

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Review de Disco Elysium | PC https://antigo.patobah.com.br/review-de-disco-elysium-pc/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-disco-elysium-pc https://antigo.patobah.com.br/review-de-disco-elysium-pc/#respond Sun, 18 Jan 2026 18:23:40 +0000 https://patobah.com.br/?p=68285 Confira a review de Coroa Gamer!

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HISTÓRIA/PREMISSA

Esse é um jogo em que a história é TUDO. Portanto, falarei o mínimo do mínimo para não afetar a sua experiência. Você começa o jogo de cuecas em um quarto todo quebrado e com….tcharammmm: amnésia. Não sabe seu nome, nem o que aconteceu e nem o que está fazendo ali.

Nos primeiros minutos, você descobre que é um policial e que tem um crime a desvendar. Só posso dizer isso, a partir daí estragaria sua experiência.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Bem, posso começar dizendo que esse é um jogo bem nichado. Daqueles que definitivamente não são para qualquer pessoa. 

O jogo começa com você escolhendo como será seu personagem. Você tem três pré-montados e a opção de montar o seu da forma que quiser. Eu escolhi montar o meu e busquei distribuir os doze pontos de habilidades de forma relativamente equilibrada pelos quatro atributos. Os atributos são: Intelecto, Psique, Físico e Habilidades motoras. Cada ponto que você atribui, define o nível máximo que as categorias do atributo podem chegar. Por exemplo, se você definiu Intelecto como quatro, o máximo que a categoria “cálculo visual” pode atingir é quatro. É possível modificar isso com o estudo de “bônus de reflexão” que vou falar mais adiante.

Cada atributo é subdividido em seis categorias.

Bem, aqui começam alguns problemas que eu tive com o jogo: a interface. Usando apenas o controle, eu não consegui alterar os pontos de atributos e tive que usar o mouse. Confesso que no início do jogo eu demorei a entender como funcionava a interface com o controle. Depois que você entende, é simples, porém bizarra de qualquer forma. 

Após passar pela definição do seu personagem, o jogo começa e mecanicamente falando, você anda, interage com objetos e personagens e lê texto, MUITO TEXTO

Disco Elysium é um RPG Narrativo, bem narrativo!

Aqui tem meu primeiro alerta: Se você não gosta de ler texto em jogo, nem comece. Esse jogo é basicamente 90% leitura de texto e escolha de opções. Nenhuma necessidade de habilidades manuais. Zero. 

Aí você pode se perguntar. Porra, mas que jogo xarope hein? Aí voltamos ao ponto original. Você tem que gostar de ler e curtir a história. 

A gameplay vai usar os pontos de habilidades que você definiu no início e que vai evoluir ao longo do jogo para te oferecer testes a determinadas opções de diálogo e que vão influenciar bastante o desenrolar da história.

As roupas que você usa, também afetam os atributos, seja positiva ou negativamente. Use-as conforme as situações se apresentarem. Como não sabemos qual subcategoria de teste surgirá, é melhor salvar o tempo todo e se aparecer uma categoria que você não está preparado, recarregue e ajuste as roupas para ajudar. 

Eu guardava os pontos de habilidade para ir subindo nos momentos em que eu precisava. É possível subir de nível no meio dos diálogos, mas não é possível mudar a roupa. Os testes são afetados por várias coisas, entre elas, interações anteriores, achados e por fim, sua habilidade na categoria a ser testada. O jogo te apresenta um percentual de chance de sucesso e rola dados para determinar o acerto ou erro. 

Alguns testes são “brancos” e podem ser repetidos e outros “vermelhos”, ou seja, uma única tentativa.

O jogo também tem uns “bônus de reflexão” que você vai descobrir e onde pode gastar pontos de habilidades para aprendê-los. Eles trazem benefícios para certas categorias dando bônus automáticos ou aumentando o máximo que você pode atribuir a elas. Alguns causam atributos negativos e infelizmente não tem como saber antes. Tem que aprender para descobrir ou procurar na Internet. Eu fui na “sorte” e não me arrependi de estudar todos que encontrei.

A interface do jogo que comentei anteriormente foi mal portada para o uso de controle em minha opinião. Vários momentos eu tive que usar o mouse pois tive dificuldades para navegar para onde queria. Encontrar por onde andar não é exatamente evidente. 

A interação com os objetos é bizarra. Funciona assim: você pressiona LB, o jogo realça os objetos ou pessoas e você usa o direcionar para passar por todos os pontos de interação até o que deseja e depois pressiona A. Na prática, você vai andar o jogo todo com o LB pressionado sob o risco de deixar passar muita coisa.

Comecei achando o jogo chato, mas com umas quatro a cinco horas a história começou a me fisgar e a partir daí foi interessante. 

Alguns amigos me disseram que tiveram Plot Twists incríveis. Eu achei relativamente linear. Claro que tudo depende muito das suas escolhas e em vários momentos você pode ver que poderia ter tomado rumos bem diferentes. 

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Tecnicamente o jogo não é exatamente perfeito. Ele foi desenvolvido com o motor gráfico Unity e aqui no meu Laptop com i9 e RTX 4080 teve algumas dificuldades. A taxa de quadros variou bastante entre momentos de 120 fps a outros de parecer que ia crashar de tão lento. Isso a 4K com tudo no máximo. Como os gráficos não são o forte desse jogo, eu baixei para 1440p e aí tudo se resolveu. Não para dizer que é um primor da otimização.

Graficamente o jogo é estilizado e nesses casos, dizer se é bom ou ruim é muito gosto pessoal. Eu particularmente achei mais ou menos. 

A versão que joguei, The Final Cut, tem todos os textos falados em inglês com texto em português e é muito satisfatório e bem executado. 

As músicas são poucas e isoladas, mas dá para entender por se tratar de um estúdio pequeno.

CONCLUSÃO

Disco Elysium é um RPG Narrativo para quem gosta mesmo de ler. Pode ser cansativo e decididamente não é para qualquer pessoa. Achei a história e o universo do jogo muito bacana, mas longe de ser esse masterpiece que muitos descrevem.

Levei 32 horas para terminar uma run do jogo e apesar de ter gostado, não foi o suficiente para querer fazer outra.

Quer uma nota? 75

PATÔMETRO

75
Licença adquirida no Steam
ZA/UM
Dev e distribuição

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Review de Astro Bot | PS5 https://antigo.patobah.com.br/review-de-astrobot-ps5/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-astrobot-ps5 https://antigo.patobah.com.br/review-de-astrobot-ps5/#respond Fri, 09 Jan 2026 21:37:59 +0000 https://patobah.com.br/?p=67871 Confira a review de Coroa Gamer.

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HISTÓRIA/PREMISSA

Esse é um jogo que o foco não está na história e sim na ação. A história é bem simples: A nave mãe em formato de PlayStation 5 é atacada pelo vilão do jogo, o Nebulax. Ele rouba as partes da nave e distribui mais de 300 bots por mais de 50 planetas em 6 galáxias. A história é isso aí: Você tem que recuperar as partes da nave mãe, recuperar os bots e matar os chefes.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Já que história não é o foco, vamos falar então sobre o ponto alto do jogo: Diversão pura! Astro Bot é um jogo de plataforma 3D com bastante ação, exploração e combate. Cada planeta é único, com cenários variados e coloridos, com estilo cartunesco. 

O robozinho conta com diversas mecânicas que variam entre os planetas, desde luvas de sapo para socos gigantes, mochila com macaco para escaladas, esponja que absorve água para crescer e apagar fogos, rato para entrar em buracos, se transformar em uma bola de ferro para passar por espetos, um relógio que para o tempo, entre outros. São tantas variações que nem lembrei de todas. 

Astro pula, faz pulo duplo, gira e usa as mecânicas únicas de cada planeta para solucionar os problemas de cada planeta. Durante a fase, você tem que procurar peças de quebra-cabeças e os bots perdidos enquanto caminha para a saída. Alguns planetas têm também uma passagem secreta para planetas adicionais em uma galáxia extra.

A gameplay é gostosa, os checkpoints são generosos e você fica sempre com a sensação de estar avançando. Seguindo apenas a missão principal, o jogo é relativamente fácil. Ainda assim, é bastante conteúdo e você terá uma boa quantidade de diversão.

As missões extras e desafios por outro lado, vão testar suas habilidades e persistência.

O jogo explora também bastante a nostalgia e tem umas fases muito bacanas que você joga como outros personagens dos jogos da Sony em planetas temáticos e relacionados. Tem fases com o Kratos de God of War, Alloy de Horizon e Nathan Drake de Uncharted. Como eu não tive os primeiros Playstations, tem vários personagens que eu não conheço, mas que estão lá. Posso te garantir.

O jogo também é muito bonito visualmente e podemos chamar de fofinho. O Astro é cheio de emoções e animações super bem-feitas. Se você aproximar a câmera do Astro, ele te dá tchau. Se ficar parado, ele se deita e fica de boa. Nada revolucionário, mas tudo bem-feito e que agrega valor e carinho ao jogo.

Ao caminhar por cada planeta, Astro “chama” pelos bots perdidos e eles respondem. Fique atento, pois é uma boa dica para a exploração.

Como esse é um jogo da Sony, ele conta com ajuda online para boa parte dos coletáveis. Caso não ache algo, é só usar a ajuda.

ASPECTOS TÉCNICOS

Tecnicamente o jogo é padrão Sony de qualidade. Como o jogo já tem praticamente dois anos e eu não joguei no lançamento, não posso avaliar a qualidade dele naquele momento, mas atualmente não peguei nenhum BUG. Tudo funcionou perfeitamente.

O jogo usa um motor gráfico proprietário que executa muito bem a ideia e conceito do jogo. Embora não tenha Ray Tracing, o motor atende aos objetivos do jogo tais como física avançada com simulação de fluídos, destruição e deformação de materiais tais como neve e areia. Astro roda liso a 60 fps com resolução dinâmica 1440p a 4K no PS5 base e no Pro ele corre a 4K basicamente por todo o tempo.

As sombras usam cascaded shadow maps tradicionais e iluminação pré-calculada tradicional com Screen Space Reflections. 

Um ponto de destaque é o uso sensacional do controle Dual Sense. O feedback háptico do controle nesse jogo é incrível. As diferentes texturas do jogo são replicadas no controle. Você consegue sentir a grama, areia, metal, vidro, entre outras superfícies, a chuva caindo na cabeça do Astro. Tudo com muita fidelidade.

O controle fica “pesado” quando você fica gigante e encharcado como esponja.

Em alguns segredos e quebra cabeças, você tem um feedback de liso e áspero que lhe indica para empurrar superfícies. 

Tem também a dinâmica de assoprar o controle para apagar chamas, espalhar flores ou mover cataventos.

Tem também mecânicas de inclinar o controle para mover a nave ou plataformas. 

Quando você não está usando fones de ouvido, o jogo também faz uso intenso do alto falante do controle aumentando bastante a imersão.

As músicas são superdivertidas e bem relacionadas com cada fase e os efeitos sonoros são sempre muito engraçados. Soma muito ao contexto geral do jogo. 

A POLÊMICA DO GOTY

Como todos sabem, Astro Bot venceu o GOTY de 2024 e naquele momento eu não podia julgar pois não tinha jogado ainda. Embora isso seja tudo muito subjetivo e sujeito ao gosto pessoal de cada um, fui revisar a lista dos indicados. 

Entre Balatro, Black Myth: Wukong, Elden Ring: Shadow of the Erdtree, Final Fantasy 7 Rebirth e Metaphor Refantazio, Astro Bot fica muito bem-posicionado.

Eu particularmente, escolheria Black Myth: Wukong pelo escopo do jogo. Para muitos, deveria ter sido FF7. Os demais eu realmente descartaria como candidatos. 

CONCLUSÃO

Astro Bot é um ótimo jogo de plataforma e gostosinho de jogar. Lembra muito os jogos da Nintendo mas tem a personalidade da Sony bem incutida. 

É diversão certa se você gosta de jogos plataforma. Levei 26 horas para terminar o jogo e faltou muita coisa para platinar. Acredito que deve levar mais umas 20 horas para platinar. 

Quer uma nota? 91

PATÔMETRO

91
Licença Comprada
PlayStation Store

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Review de Pathfinder Kingmaker | PC https://antigo.patobah.com.br/review-de-pathfinder-kingmaker-pc/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-pathfinder-kingmaker-pc https://antigo.patobah.com.br/review-de-pathfinder-kingmaker-pc/#respond Tue, 23 Dec 2025 11:17:16 +0000 https://patobah.com.br/?p=67112 Confira a review de Carlos, Coroa Gamer.

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HISTÓRIA/PREMISSA

Kingmaker é o antecessor do incrível Pathfinder Wrath of the Righteous que por ter esse nome imenso, vou chamar de Pathfinder 2 daqui para frente. As histórias não tem relação uma com a outra. Pode jogar na ordem que quiser.

Kingmaker, se passa nas Terras Roubadas, uma região selvagem e disputada nos Reinos dos Rios, no mundo de Golarion. Um grupo de aventureiros, liderado pelo protagonista criado pelo jogador, é enviado pelo reino de Brevoy para explorar e pacificar a área, infestada por bandidos, monstros, tribos bárbaras e rivais políticos.

Tudo começa com a missão de derrotar o Stag Lord, o temido líder dos bandidos que controla a região. Após essa vitória, os heróis recebem a coroa de Brevoy e se tornam barões, fundando e gerenciando seu próprio reino: constroem assentamentos, nomeiam conselheiros, lidam com leis, economia, exércitos e eventos aleatórios que podem levar à prosperidade ou ao colapso.

A narrativa é feita pela barda Linzi, e mistura exploração sandbox, construção de reino e roleplay profundo com 12 companheiros icônicos, cada um com arcos pessoais e romances opcionais.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O jogo segue o padrão de jogos CRPG: por turnos e isométrico. Como esse foi o primeiro da série, alguns problemas começam a surgir assim que você começa o jogo. O isométrico dele é fixo, ou seja, você não consegue girar a câmera e isso cria uma certa rigidez na forma como você visualiza o mundo e interage com ele.

Alguns objetos ficam difíceis de visualizar, tive problemas inclusive para atacar alguns inimigos que ficaram em um ponto da tela que eu não conseguia por o cursor pois o cenário estava por cima.

Tal como em Pathfinder 2, é possível jogar em modo em tempo real com pausas, mas tal como no 2, para mim é impossível. É caótico e confuso. Para o público desse jogo, jogá-lo com turnos é obrigatório.

As animações são simples, mas interessantes. Quando seu personagem faz um acerto crítico, a animação acerta na cabeça, quando erra pega no escudo ou o personagem desvia, as flechas quando erram batem no inimigo e ficam evidentes que não furou a armadura. São pequenos detalhes, mas interessantes e relevantes para o contexto.

O jogo sofre de limitações claras de orçamento baixo:

> As missões, como escritas no diário nem sempre são óbvias o que pode ser bom ou ruim. Dependendo de quanto você curte explorar ou se prefere ser mais guiado;

> Graficamente o jogo é bem simples. Considere a idade dele e que isso tem menor impacto nesse tipo de jogo, mesmo assim, tenha isso em mente;

> Muitos bugs: tela tremendo, não conseguia selecionar inimigo, o gerenciamento do baronato nem sempre abre, seus companheiros por vezes atravessam portas fechadas e ai buga geral;

> Muitos mapas, cenários e construções repetidas (famoso copiar e colar);

> O gerenciamento do inventário é bem frustrante;

> Não tem localização em PT-BR. Nem em áudio e nem em texto.

Outros aspectos importantes sobre a gameplay:

> O jogo tem muita luta. E aqui eu falo muita luta mesmo. Eu achei desbalanceada a relação exploração x quantidade de lutas;

> As lutas são grandes e demoradas;

> As dungeons tem muitas armadilhas. Isso pode ser frustrante para alguns;

> O jogo tem bastante conteúdo, mas é um pouco repetitivo após um tempo;

> Esse é um jogo que obriga você a fazer muitos buffs e debuffs. Sem isso, mesmo na dificuldade normal, vai passar dificuldade, para não dizer impossível de vencer. Mais para o final, os inimigos são muitos níveis acima do seu e vem cheio de buffs, imunidades e o diabo. É um jogo trabalhoso;

> O gerenciamento do Baronato e depois do reino dá um bom trabalho e perdi horas nisso e cheguei a perder o jogo!! Recomendo que ligue a opção do baronato não falhar. Vou falar já sobre isso.

Aqui vou dar uma dica, sem spoiler, que sei que vai se aplicar a muitos de vocês. Sei que a maioria curte fazer todas as missões secundárias e de companheiros antes de avançar na história principal. NÃO FAÇA ISSO nesse jogo!!! Você perderá o jogo e seu baronato ou reino cairão. O jogo foi feito para que você avance a história principal, senão ele fica te enviando um monte de eventos que falham e você eventualmente “quebra”.

ASPECTOS TÉCNICOS

Tecnicamente o jogo não é um primor de otimização. Ele tem bastante gargalo de CPU e tem bastante stutter. Mesmo aqui no meu Notebook com i9 não rodava exatamente liso. Os loadings também são bem demorados.

Percebe-se outra vez que faltou dinheiro.

CONCLUSÃO

Fechei o jogo com duzentas horas, mas confesso que poderia ser bem menos. Como disse acima, perdi tempo em momento que tinha que ter avançado a história principal e isso atrapalhou muito.

Ele foi desenvolvido com verba do Kickstarter e a todo momento somos lembrados disso e vemos que faltou polimento.

Por todos esses pontos, é um jogo que só posso recomendar para os fãs hardcores de CRPG e que já jogaram os melhores do gênero.

Quer uma nota? 73

PATÔMETRO

73

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Por que dropei Dreams of Another? https://antigo.patobah.com.br/por-que-dropei-dreams-of-another/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=por-que-dropei-dreams-of-another https://antigo.patobah.com.br/por-que-dropei-dreams-of-another/#respond Thu, 11 Dec 2025 21:12:23 +0000 https://patobah.com.br/?p=66119 Confira como foi a experiência de Coroa Gamer.

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HISTÓRIA/PREMISSA

O jogo conta a história de dois personagens: O homem de pijamas e o O soldado errante. Você efetivamente joga com o homem de pijamas que é quem anda e usa uma arma para “abrir caminho” e “reconstruir os sonhos”. Os tiros ao invés de destruírem as coisas eles constroem os objetos e cenários.

O soldado errante, que é pacifista, tem um papel apenas de fornecer melhorias ao seu personagem e munição para suas granadas.

Os personagens exploram um mundo surreal (e ponha surreal nisso) de sonhos, interagindo com objetos que falam, tais como portas, pianos, árvores, postes de luz etc.

O jogo segue uma narrativa não linear. Todo o tempo, você vai alterar cenários e histórias a medida que vai as completando. Achei bem esquisito pra ser sincero.

As cenas e memórias do jogo, são fragmentos da mente do homem de pijamas com reflexões sobre a vida. Os sonhos, terminam abruptamente e retornam ao menu. A primeira vez, eu achei até que tinha morrido de tão bizarro que é.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Diria que esse jogo tem apelo a dois públicos: amantes de walking simulators e contemplativos. Mesmo assim, com bastante restrições.

Achei a gameplay enfadonha. Por momentos, cheguei a cochilar com o controle nas mãos. Achei muito chato. Se for para jogar algo narrativo, prefiro sem sombra de dúvidas, algo da Telltale ou Dispatch.

O jogo é um walking e powerwasher simulator, uma vez que sua arma funciona quase como o jato de água, lavando o cenário e o reconstruindo. A gameplay portanto é, andar, atirar nos objetos e no cenário, falar com uns NPCs e seguir a história. De vez em quando tem algo se se assemelha a um minijogo e você precisa fazer alguma ação levemente diferente. Tudo bastante óbvio.

TÉCNICA

Diria que esse jogo tem apelo a dois públicos: amantes de walking simulators e contemplativos. Mesmo assim, com bastante restrições.

Achei a gameplay enfadonha. Por momentos, cheguei a cochilar com o controle nas mãos. Achei muito chato. Se for para jogar algo narrativo, prefiro sem sombra de dúvidas, algo da Telltale ou Dispatch.

O jogo é um walking e powerwasher simulator, uma vez que sua arma funciona quase como o jato de água, lavando o cenário e o reconstruindo. A gameplay portanto é, andar, atirar nos objetos e no cenário, falar com uns NPCs e seguir a história. De vez em quando tem algo se se assemelha a um minijogo e você precisa fazer alguma ação levemente diferente. Tudo bastante óbvio.

CONCLUSÃO

Não gostei. Gameplay enfadonha, daquela de dormir segurando o controle. Gráficos com estilo que não me agradaram.

Levei 3 horas para dropar o jogo. Olhando o how long to beat e as conquistas, acho que mais 2 horas de tortura dariam para terminar. Só consigo indicar o jogo para quem gosta mesmo de walking simulator. Quando e se chegar no Playstation Plus, jogue se for seu estilo. Comprando, não dá.

Quer uma nota? 46

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Q-Games Ltd.
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Review de Constance | PC https://antigo.patobah.com.br/review-de-constance-pc/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-constance-pc https://antigo.patobah.com.br/review-de-constance-pc/#respond Mon, 01 Dec 2025 20:36:40 +0000 https://patobah.com.br/?p=65045 Confira a review de Coroa Gamer

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HISTÓRIA/PREMISSA

A história segue Constance, uma jovem artista sobrecarregada por pressões de chefes, família e amigos, que entra em colapso mental (burnout, ansiedade e depressão). Ela fica presa em seu “mundo interior”, um reino colorido, mas decadente, manifestado por sua psique fragilizada. Ela usa um pincel mágico como arma e ferramenta para explorar mais de seis biomas simbólicos, enfrentar inimigos e chefes que representam traumas emocionais, e coletar “Lágrimas” (fragmentos de memórias para superação).

Flashbacks jogáveis revelam seu passado, com temas de autodescoberta, criatividade bloqueada e equilíbrio vida-trabalho, contados via murais, diálogos e minigames narrativos.

O jogo não te dá muito mais dicas sobre a história e na verdade, segue a linha Metroid onde não tem nada muito elaborado mesmo. O mais importante nesse estilo de jogo e a Gameplay e vamos falar sobre isso agora.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Constance é um jogo do gênero MetroidVania e apesar de ter gostado e achado a gameplay interessante, a verdade é que o jogo não traz nada de novo para o gênero. Tal como os jogos nesse estilo, ele segue o mesmo padrão: você começa com poucos, ou nenhum skill, explora o mapa, encontra pontos intransponíveis, encontra um Skill, consegue explorar mais e segue nessa tocada até finalizar o jogo.

Constance tem um escopo bem menor do que outros do gênero tais como Hollow Knight, Silksong ou Prince of Persia. Os mapas são fáceis de entender e você consegue explorar sem se perder muito. Como eu falei anteriormente, são seis biomas principais e outros três que são apenas caminhos para os chefes finais.

O jogo é muito bonito, com gráficos estilizados, feitos em 2D, desenhados à mão e com animações frame a frame. Tem aquele jeitão cartunesco bem vibrante e colorido.

O jogo é bem inclusivo e posso dizer que para o pessoal mais jovem e com os reflexos apurados, será um jogo relativamente fácil. O jogo não te pune, por exemplo, por cair das plataformas em abismos. Ao morrer em uma tentativa de travessia, na maioria das vezes você volta já na última plataforma “estável”.

Quando você morre de verdade, tem a opção de voltar para o último santuário, que seria o análogo as fogueiras dos Souls ou bancos do Hollow Knight, ou “persistir” de onde se encontra com os inimigos recebendo um aumento de defesa. Em muitos casos, faz sentido “persistir”, aprender o que está te matando e voltar depois caso não tenha sucesso.

Eu tive alguma dificuldade com os chefes desse jogo. A maioria deles não toma dano logo de cara. Você precisa esperar sequência de ataques para depois conseguir atacar. E aqui eu me enrolei bastante. Ficava tomando dano com os ataques e na minha hora de atacar já estava com a vida baixa e acabava morrendo.

O jogo tem algumas partes de exploração mais complexas e difíceis que são opcionais. Estão lá mais para quem quer platinar e ver tudo que o jogo apresenta.

Realmente, tive a percepção do jogo ser fácil apesar de não ter sido fácil para mim. Dito isso, acho que vou abandonar o gênero Metroid.

Levei 19 horas para terminar o jogo, sem platinar nem nada e vários amigo fecharam em 8 horas. Por esse parâmetro, vocês podem entender a dificuldade relativa que eu tive.

ASPECTOS TÉCNICOS

Constance é um jogo do gênero MetroidVania e apesar de ter gostado e achado a gameplay interessante, a verdade é que o jogo não traz nada de novo para o gênero. Tal como os jogos nesse estilo, ele segue o mesmo padrão: você começa com poucos, ou nenhum skill, explora o mapa, encontra pontos intransponíveis, encontra um Skill, consegue explorar mais e segue nessa tocada até finalizar o jogo.

Constance tem um escopo bem menor do que outros do gênero tais como Hollow Knight, Silksong ou Prince of Persia. Os mapas são fáceis de entender e você consegue explorar sem se perder muito. Como eu falei anteriormente, são seis biomas principais e outros três que são apenas caminhos para os chefes finais.

O jogo é muito bonito, com gráficos estilizados, feitos em 2D, desenhados à mão e com animações frame a frame. Tem aquele jeitão cartunesco bem vibrante e colorido.

O jogo é bem inclusivo e posso dizer que para o pessoal mais jovem e com os reflexos apurados, será um jogo relativamente fácil. O jogo não te pune, por exemplo, por cair das plataformas em abismos. Ao morrer em uma tentativa de travessia, na maioria das vezes você volta já na última plataforma “estável”.

Quando você morre de verdade, tem a opção de voltar para o último santuário, que seria o análogo as fogueiras dos Souls ou bancos do Hollow Knight, ou “persistir” de onde se encontra com os inimigos recebendo um aumento de defesa. Em muitos casos, faz sentido “persistir”, aprender o que está te matando e voltar depois caso não tenha sucesso.

Eu tive alguma dificuldade com os chefes desse jogo. A maioria deles não toma dano logo de cara. Você precisa esperar sequência de ataques para depois conseguir atacar. E aqui eu me enrolei bastante. Ficava tomando dano com os ataques e na minha hora de atacar já estava com a vida baixa e acabava morrendo.

O jogo tem algumas partes de exploração mais complexas e difíceis que são opcionais. Estão lá mais para quem quer platinar e ver tudo que o jogo apresenta.

Realmente, tive a percepção do jogo ser fácil apesar de não ter sido fácil para mim. Dito isso, acho que vou abandonar o gênero Metroid.

Levei 19 horas para terminar o jogo, sem platinar nem nada e vários amigo fecharam em 8 horas. Por esse parâmetro, vocês podem entender a dificuldade relativa que eu tive.

CONCLUSÃO

Finalizei com 19 horas mas acredito que a média deve ser algo entre oito e dez. Perdi muito tempo em chefes que eu não acreditava na minha falta de habilidade.

No resumo da coisa: Se você gosta do gênero Metroid é mais um jogo interessante, mas que não acrescenta nenhuma novidade ao gênero.

Quer uma nota? 78, gostei mas não tem nada de inovador.

PATÔMETRO

78
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KEYMAILER
Agradecemos pela oportunidade.

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Review de Dispatch | PC https://antigo.patobah.com.br/review-de-dispatch-pc/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-dispatch-pc https://antigo.patobah.com.br/review-de-dispatch-pc/#respond Wed, 19 Nov 2025 15:00:00 +0000 https://patobah.com.br/?p=64026 O que achei do jogo?

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HISTÓRIA/PREMISSA

Dispatch é um jogo narrativo, por episódios, de aventura e comédia no universo de super-heróis. Ele foi desenvolvido pela AdHoc Studio (formada por ex-desenvolvedores da Telltale Games). Se você não conhece, a Telltale Games desenvolve esse tipo de jogos narrativos a muitos anos e infelizmente faliu em 2018. Entre alguns jogos de sucesso, temos The Walking Dead, The Wolf Among Us, Batman e Minecraft: Story mode. 

Voltando a Dispatch: Você assume o papel de Robert Robertson (voz de Aaron Paul), o ex-super-herói Mecha Man, que perde seu traje mecânico em uma batalha e é rebaixado a despachador na Superhero Dispatch Network (SDN), uma central que coordena heróis para emergências em uma Los Angeles alternativa cheia de “supers” e “normies”.

O foco está em gerenciar uma equipe disfuncional de heróis ex-vilões (como Invisigal e outros com habilidades únicas), enviando-os para missões com base em estatísticas, fadiga e compatibilidades, equilibrando política de escritório, relacionamentos pessoais e uma busca por redenção — tudo com humor afiado, diálogos ramificados e escolhas que moldam a narrativa ao longo de 8 episódios. 

Da história, vou ficar por aqui pois ela É o jogo. Se eu contar mais do que isso, nem precisa jogar.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Agora é o momento de você saber se o jogo é para você ou não. Dispatch é jogo narrativo. E o que isso quer dizer? Significa que a gameplay não tem ação por assim dizer. No máximo são os famosos Quick Time Events (QTEs) onde você precisa apertar determinado botão no momento certo.

Fora isso, você terá que fazer escolhas da história, o que muda totalmente o desfecho da coisa e fazer os minijogos de hackear e o principal do jogo que é o despacho e gerenciamento dos heróis.

O jogo basicamente funciona assim: Tem um pouco de história, você faz escolhas narrativas, inicia o seu “turno de trabalho”, gerenciando os heróis, o dia acaba e tem mais história e escolhas. 

Durante o gerenciamento de heróis, você precisará lidar com diversos problemas: Escolher os heróis certos para cada tipo de missão, lidar com os problemas, forças e fraquezas de cada herói. 

Existem diversos problemas para lidar: heróis indisciplinados que não obedecem, herói que fica deprimido se não usa ele ou se uma missão dá errado, problemas de moral na equipe, e por aí vai.

Os personagens são todos carismáticos e interessantes e isso faz o jogo ser divertido.

Ao final de cada capítulo, aparecem estatísticas para dizer como foram suas escolhas em relação as da comunidade, o que torna interessante jogar mais uma vez.

TÉCNICA

Tecnicamente o jogo é muito leve. Ele foi desenvolvido em Unreal Engine 4 e pelo estilo gráfico cartunesco nem tem opções gráficas. É ligar e jogar.

Apesar dos gráficos estilizados, eles são bem bonitos, com reflexos e tudo que temos direito.

A direção de arte, músicas e efeitos sonoros também são ótimos e bem adaptados ao estilo do jogo.

CONCLUSÃO

Se você gostava dos jogos da Telltale, vai se sentir em casa aqui. Se nunca jogou, é uma oportunidade de experimentar um jogo narrativo com excelente história e personagens memoráveis. O baixo custo do jogo pode ser um atrativo para você tentar. Agora, se você gosta de tiro, porrada e bomba, definitivamente não é aqui que vai encontrar diversão.

Levei 9 horas para terminar uma RUN do jogo mas já comecei uma nova com outras escolhas para ver no que vai dar. 

Quer uma nota? 86

PATÔMETRO

86

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Review de The Outer Worlds 2 | PC https://antigo.patobah.com.br/review-de-the-outer-worlds-2-pc/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=review-de-the-outer-worlds-2-pc https://antigo.patobah.com.br/review-de-the-outer-worlds-2-pc/#respond Sat, 15 Nov 2025 13:13:19 +0000 https://patobah.com.br/?p=63772 Confira!

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MEU HISTÓRICO COM A OBSIDIAN

Conheci a Obsdian em 2004 com o fantástico e clássico Star Wars: Knights of the Old Republic II: The Sith Lords. Esse jogo é um clássico que segue até hoje na minha lista dos 15 melhores jogos da vida.

Dentre outros jogos marcantes do passado temos ainda: Neverwinter Nights 2 e Fallout: New Vegas.

Na fase intemediária amei ambos os Pillars of Eternity,

A fase mais moderna, entretanto, tem sido menos incrível. Ao menos para mim. The Outer Worlds 1, Avowed e Pentiment embora longe de serem jogos ruins, não tem o brilho de outrora. 

Chega de falar do passado e vamos entrar no jogo do momento: The Outer Worlds 2.

HISTÓRIA/PREMISSA

The Outer Worlds 2 é uma sequência independente ambientada no sistema estelar de Arcadia, em um futuro alternativo que diverge da nossa linha temporal em 1901. O jogo é, portanto, retro-futurista.

Você assume o papel de um comandante do Diretório Terrestre, enviada para investigar fendas devastadoras no espaço-tempo — anomalias etéreas causadas possivelmente pela tecnologia de salto (usada para viagens interestelares) — que ameaçam destruir a colônia e a galáxia inteira. 

O Diretório terrestre é uma organização administrativa e regulatória do universo de The Outer Worlds que coordena a relação entre a Terra e suas colônias interestelares.

Ao chegar em Arcadia, você acorda após uma missão que dá errado, dez anos depois, em um sistema em caos: uma guerra civil entre três facções que disputam o controle, em meio a alianças instáveis e ambições corporativas. As facções incluem o Diretório Terrestre (seu lado inicial), a tirânica Protetorado e rivais como Primicias da Titia e a Ordem do Ascendente, com elementos satíricos de capitalismo desregulado e autoritarismo. 

A narrativa é altamente ramificada e impulsionada por escolhas, com 8 missões principais multi-etapas, dilemas morais perigosos, companheiros recrutáveis de facções rivais cujas histórias pessoais exploram temas de pertencimento, predestinação e lealdade, e consequências que alteram o mundo, facções e finais múltiplos. 

A história conta com o humor ácido, sarcástico e absurdo, tradicional da Obsidian.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A gameplay the The Outer Worlds 2, segue a mesma linha dos últimos RPGs da Obsidian, tal como o The Outer Worlds 1 e Avowed. É um RPG de ação que dessa vez parece ter sido criado com a opção de jogar em terceira pessoa como algo estrutural.

Ainda assim, eu preferi a visão em primeira pessoa, pois é algo que me parece mais o DNA atual da Obsidian. 

Quando você cria o seu personagem, você escolhe uma história que pode influenciar alguns diálogos na história e três classes de habilidades. Essas sim, influenciam bastante as opções durante o jogo. 

Por exemplo, por vezes, ao invés de enfrentar os inimigos de frente, você pode arrombar dutos de ar e passar por eles. Porém, isso só será possível se tiver a habilidade de arrombar. Há inúmeros terminais que em tendo a habilidade de hackear, você poderá ligar torretas e robôs mecânicos para matar seus inimigos.

Com a habilidade de engenharia, pode abrir portas emperradas. Com a habilidade corpo a corpo, pega inimigos desprevenidos com stealth. Com a habilidade de fala, pode resolver muita coisa na conversa e não na bala e por aí vai. As opções são bem ricas e variadas e você pode escolher o que mais se adapta ao seu estilo de jogar.

Além das habilidades, tem também um sistema de “fraquezas”. À medida que você faz muito uso de determinadas ações, o “Diretório Terrestre” vai te mostrar a fraqueza e cabe a você aceitá-la ou não. É um sistema que vai te penalizar em alguns pontos, mas vai te dar uma vantagem. Você não é obrigado a aceitar. Na maioria das vezes não me pareceu vantajoso aceitar. 

Esse sistema de habilidades, embora não seja nada revolucionário, é o que há de mais diferente na gameplay do jogo. Fora isso é basicamente, explorar, coletar loot e meter bala.

A mecânica do jogo não tem nada de inovador: Você explora, coleta loot e mete tiro nos inimigos.

Eu, particularmente achei o Loot e os builds fracos, no sentido que parecia que qualquer coisa servia. O jogo até tem um sistema de inimigos resistentes a determinados tipos de dano elemental, mas eu usei basicamente choque e tiro e terminei o jogo na boa. O jogo tem choque, plasma, raios N, gelo etc.

Mesmo com armaduras, não vi diferença nenhuma. Os capacetes até tinham uma característica ou outra relevantes. 

Logo no início eu achei uma arma muito forte e depois no meio do jogo outra e dali para frente, só usei elas. 

Joguei na dificuldade normal e aconselho aos que querem maior desafio que joguem acima desse nível pois foi relativamente fácil. Ainda mais se você levar o robô Valerie como companheiro, pois ela oferece cura.

As animações de engenharia e lockpicks também são bem divertidas. 

A estrutura das missões é relativamente simples, linear e bem guiada. Raramente você se perde. Tem algumas que você precisa procurar alguma coisa em um raio e isso fica marcado no mapa. Em outras tem as famosas “tintas amarelas” para te mostrar aonde ir.

O Stealth não funcionou comigo pois não investi na habilidade corpo a corpo, então tive que resolver na bala mesmo, mas foi de boa. 

O jogo bebe na fonte da Bethesda abertamente. Tem o mesmo estilão, principalmente nas conversas com os NPCs, um monte de bugiganga para coletar e as animações quando dá um headshot crítico nos inimigos. São apenas alguns exemplos, lembrando que como disse a pouco, eles fizeram Fallout New Vegas. 

Como outros jogos da Obsidian, o jogo tem bastante conversação e textos. Se você não curte muito, pode ser um pouco chato. Entretanto, se você manipular o objeto que tem um texto para “ler” sem de fato ler, a informação é registrada e você poderá usá-la automaticamente mais para frente. É super importante que você explore e pegue livros, áudios e textos pois eles influenciam nas opções das missões.

A IA dos inimigos alterna bons e maus momentos. Por vezes, os inimigos fogem e buscam cobertura. Já em outros momentos, correm em sua direção de peito aberto, ou ficam presos olhando para paredes esperando para serem mortos. 

O senso deles do perigo é meio limitado também. Por exemplo, houve casos que eu dei tiro matei um cara do lado do outro e ele “não percebeu”.

A interface de gerenciamento de inventário é confusa e difícil de você comparar os itens. 

Os companheiros são interessantes, tendo cada um deles sua história e missões relacionadas. Adorei a Valerie que é o robô que além de um humor sarcástico é supereficiente como companheiro.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

The Outer Worlds 2 foi desenvolvido com o já conhecido Unreal Engine 5 e para a surpresa de zero pessoas, tem problemas de otimização. O jogo tem muitos Stutters. Chega em um planeta? Super Stutter. Mexe rápido o controle? Stutters. Entra em uma sala, carrega tudo em paralelo e o mundo parece que vai montando na sua frente. 

Pô, mas você é muito exigente! Penso que a gente paga caro por um jogo e o estúdio precisa entregar algo perto da perfeição. Imagine se você tivesse um carro e que a cada 5 arrancadas, uma falhasse. Acho que você não ia ficar satisfeito.

Só para deixar claro, stutter é quando o jogo dá uma micro travada para que os ativos possam ser carregados e os efeitos carregados na GPU. Esse problema ocorre mais no PC do que nos consoles. O problema parece afetar menos quem joga com mouse e teclado.

Graficamente tive momentos de ficar impressionado e outros decepcionado. Nos ambientes internos o jogo no geral está muito bonito. Os NPCs são bem renderizados nas conversas, com roupas bem detalhadas e efeitos de luz bem aplicados.

Como o jogo é retro futurista, os gráficos são estilizados e é importante levar isso em consideração. 

As texturas, principalmente nos ambientes internos, são sensacionais, de alta qualidade e muito bonitas.

A minha crítica aqui fica para o mundo aberto. Aqui a qualidade das texturas fica mais pobre e o mundo como um todo parece faltar iluminação. Mal tem sombra, não tem sol, quase nada emite luz. É esquisito. Pode ser liberdade criativa? Pode, mas a mim não agradou.

O jogo tem full voice acting em inglês e legendado para português.

Uma falha chata para quem joga no PC e não é o primeiro jogo da Xbox studios negligência é não ter nas opções gráficas a escolha do monitor onde o jogo vai rodar. Eu uso um notebook conectado à TV. A TV, obviamente é o monitor 2 e para que o jogo rode na TV e leia a resolução correta, tenho que por o monitor 2 como o padrão toda vez que vou jogar.  Isso é muito chato. Jogos indies tem isso!!!! 

Em termos de desempenho, no meu notebook com i9 e RTX 4080. Joguei a 4K com DLSS Qualidade e quase tudo no máximo com exceção do Raytracing por Hardware. 

Tive que usar Frame Generation senão ficava por volta dos 40 fps que ficou ruim. Com FG, rodou entre 75-80 e bem aceitável.

CONCLUSÃO

Se você gostou do primeiro The Outer Worlds, vai encontrar a mesma dinâmica com uma história nova e melhorias técnicas. Se o primeiro não clicou, esse não será diferente.

Levei 37 horas para terminar o jogo na dificuldade padrão, longe de platinar. Muitos troféus era só fazer, mas eu sinceramente nem olho pra isso.

Se você curte RPG de ação vai encontrar diversão aqui, mas não espere nada revolucionário. 

Quer uma nota? 77, boa diversão sem grandes surpresas.

PATÔMETRO

77

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Review de Hades II | PC https://antigo.patobah.com.br/hades2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=hades2 https://antigo.patobah.com.br/hades2/#respond Sat, 25 Oct 2025 17:31:14 +0000 https://patobah.com.br/?p=61989 Hades 2 é viciante, intenso e espetacular.

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HISTÓRIA/PREMISSA

A história segue Melinoë, filha de Hades e Perséfone, e irmã de Zagreus, o protagonista do primeiro jogo.
Melinoë é uma jovem deusa e feiticeira em treinamento, criada pelas Moiras e pela deusa Hécate após o ataque de Chronos, o Titã do Tempo e avô de Melinoë, que escapou de seu aprisionamento no Submundo.

Chronos toma o controle da Casa de Hades, aprisiona Hades e seus aliados e ameaça o equilíbrio do mundo.
A narrativa começa com Melinoë em sua missão de derrotar Chronos e libertar sua família.

Diferentemente de Zagreus, que buscava escapar do Submundo, Melinoë trabalha para salvar o Submundo e o Olimpo, viajando entre os dois reinos sob ameaça do Titã.
Ela explora diversas áreas, enfrentando inimigos mitológicos e coletando recursos para fortalecer suas habilidades.

Com a ajuda de Hécate, sua mentora, e de deuses olímpicos como Apolo, Deméter, Zeus, Hefesto e outros, Melinoë aprimora seus poderes mágicos e armas, como a varinha de feiticeira e a foice lunar.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Hades 2 é um roguelike, onde morrer faz parte do processo.
A cada “run”, você obtém recursos e melhora suas habilidades — e aqui está a beleza do jogo: a progressão beira a perfeição.

Você está sempre com a sensação de estar evoluindo.
Seja você um jogador casual ou hardcore, há opções de personalização e acessibilidade para ajustar a experiência ao seu gosto.

As principais novidades e recursos incluem:

> Diversas armas com estilos únicos;

> Cartas de arcanos, que modificam parâmetros e podem ser melhoradas;

> Modo Divino, que reduz o dano recebido conforme morre, ideal para iniciantes (pode ser desligado para quem busca desafio);

> Bençãos dos deuses olímpicos, que alteram drasticamente o estilo de jogo e tornam cada tentativa única;

> Sistema de magias, criadas no Caldeirão da Encruzilhada, com múltiplas variações;

> Relacionamentos com deuses, fortalecidos com Néctar, rendendo amuletos com bônus específicos;

> Familiares, criaturas que auxiliam nas batalhas.

Mesmo após dezenas de horas, o jogo continua oferecendo variedade e desafios.
O sistema de progressão é viciante e o loop de gameplay é quase perfeito — sempre há algo novo a conquistar.

Concluir a história levou cerca de 40 tentativas, mas cada “run” é diferente.
Mesmo após o final, há conteúdo pós-game, incluindo novas armas, profecias, desafios, modos de dificuldade, cosméticos e melhorias para a base.

Os cenários e biomas são belíssimos, com destaque para o Monte Olimpo, um verdadeiro espetáculo visual.

ASPECTOS TÉCNICOS

Desenvolvido com o mesmo motor gráfico do primeiro Hades, aprimorado para multiplataforma, o jogo mantém o estilo artístico inconfundível da Supergiant Games.
Os gráficos são leves e bem otimizados, rodando suavemente até em PCs modestos.

Em testes, o jogo rodou em 4K a 120fps em um notebook com i9 e RTX 4080, sem qualquer queda perceptível.

A trilha sonora, assinada por Darren Korb, é simplesmente sensacional.
Um destaque é o confronto contra a chefe do oceano, uma banda de Sereias que tocam um rock poderoso e empolgante — uma das melhores batalhas sonorizadas de 2025.

O jogo conta ainda com diálogos ricos, que expandem o universo e evoluem conforme a história avança.
Cada personagem tem personalidade e voz únicas, com atuações impecáveis (embora o jogo não seja dublado em português).
Tudo está legendado em PT-BR e com tradução de ótima qualidade.

É impressionante o que a Supergiant consegue fazer com um orçamento indie, mantendo o alto padrão técnico e artístico do primeiro jogo.

CONCLUSÃO

Levei 42 horas para terminar o jogo no modo divino, sem buscar a platina.
Para quem quiser platinar, é possível passar das 80 horas, dado o volume de conteúdo.

A experiência é viciante, divertida e recompensadora.
Mesmo que você não curta roguelikes, Hades 2 é acessível e pode ser uma ótima porta de entrada no gênero — além de agradar fãs de hack’n’slash.

O jogo executa sua proposta com maestria, e deve disputar (e possivelmente vencer) o GOTY na categoria Indie.

Meu veredito?
93/100 – Divertido demais e viciante.
É o tipo de jogo que te faz pensar: “só mais uma run”.

PATÔMETRO

93

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