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Acessibilidade para controle no PlayStation? Conheça o Access Controller

A indústria dos games sempre falou sobre inclusão, mas poucas vezes vimos algo realmente pensado para jogadores que precisam de adaptações. Por isso o Access Controller do PlayStation chama tanta atenção, já que ele não tenta apenas facilitar a jogabilidade, ele tenta devolver autonomia e conforto para quem sempre ficou de fora da conversa. O controle foi criado em parceria com especialistas em acessibilidade e com jogadores que convivem com mobilidade reduzida, o que faz toda a diferença no resultado final, especialmente quando a gente percebe como cada detalhe foi bem pensado.

O primeiro ponto que chama atenção é o formato circular, uma escolha que pode parecer estranha no início, mas que faz total sentido quando você entende a proposta. O Access Controller pode ficar apoiado em superfícies planas com mais estabilidade, o que permite que jogadores utilizem apenas uma mão, o antebraço ou até acessórios de apoio. Além disso, o controle aceita módulos e botões que podem ser reposicionados, algo que se encaixa em praticamente qualquer tipo de necessidade física. É como se o jogador pudesse montar o próprio layout, criando uma experiência personalizada que antes só era possível com acessórios de terceiros.

Outro aspecto importante está na configuração de botões. Cada botão grande pode receber uma função diferente, e o jogador pode salvar perfis completos diretamente no console. Essa liberdade ajuda quem precisa ajustar sensibilidade, distâncias mínimas de alcance ou até combinações específicas de comandos. Quem já precisou adaptar controles tradicionais sabe que esse tipo de personalização mudou completamente o jogo, literamente. O Access Controller evita improvisos e entrega uma solução oficial que funciona de verdade.

A compatibilidade com outros periféricos é outro ponto de destaque. O Access funciona muito bem em conjunto com um segundo DualSense ou com outro Access Controller, criando setups completamente flexíveis. Ou seja, cada jogador pode combinar dispositivos até chegar ao nível ideal de conforto. Essa liberdade permite criar arranjos que antes só existiam em laboratórios de acessibilidade, e agora chegam ao público de forma simples, estável e plug and play.

Na prática, o que o Access Controller faz é reduzir barreiras. Coisas simples como mover a câmera, correr e interagir com objetos podem se tornar complexas para quem tem limitações motoras, e o controle faz um trabalho excelente em deixar tudo mais acessível. Ele também ajuda familiares e cuidadores que às vezes precisam auxiliar alguém durante a jogatina, já que a superfície plana e o layout modular deixam tudo mais intuitivo.

O mais curioso é que o Access Controller não foi pensado apenas como uma ferramenta de acessibilidade, mas como um passo importante para a comunidade de jogadores. Ele abre espaço para que mais pessoas façam parte das discussões sobre jogos, para que se sintam pertencentes e representadas. A sensação de poder jogar algo sem depender de improvisos ou equipamentos caros traz uma liberdade que muitos nem imaginam que é necessária.

A Sony também acerta ao tratar o Access Controller como um produto oficial e não como um acessório de nicho. Isso garante que os jogos vão ter suporte adequado e que a evolução do dispositivo vai acompanhar novas necessidades dos jogadores. Durante os testes e apresentações, ficou claro que a comunidade participou do desenvolvimento e que o feedback de pessoas com deficiência motora foi levado a sério. É fácil perceber quando um produto começa com empatia e termina com tecnologia, e esse é um bom exemplo.

No fim, o Access Controller representa algo maior que um simples novo controle para o PlayStation. Ele é um avanço social dentro dos games, uma ferramenta que aproxima mais pessoas desse hobby, que dá independência e coloca jogadores no centro da experiência. Cada botão personalizável, cada peça modular e cada possibilidade de configuração existe para dar aos jogadores algo que sempre deveria ter sido garantido, acesso pleno. É um passo de tantos outros que ainda precisam ser feitos dentro da comunidade gamer.

O preço: No geral, ele custa entre 400-500 reais.

Link na Kabum: Access Controller

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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