Se você imagina um jogo que combina a leveza de um cozy RPG com uma vibe mística cheia de lendas e encantamentos, Sunny Trails parece feito exatamente para isso. Desenvolvido pela brasileira Plot Interactive, ele chega chegando com um visual estilizado, combate em turnos, uma história curiosa e uma ambientação que chama atenção de qualquer um que curte uma aventura narrativa com tempero cultural.
A proposta é simples, mas atraente: três deusas japonesas — Amaterasu, Susanoo e Tsukuyomi — viajam para uma ilha paradisíaca no sul do Brasil, esperando participar de uma celebração de divindades de várias partes do mundo. Quando chegam, no entanto, encontram a ilha pronta para a festa, mas ninguém vivo, apenas dezenas de estátuas de pedra espalhadas na praia. A missão? Explorar esse lugar bonito e misterioso, descobrir o que aconteceu com os convidados e, claro, salvar os amigos.
O jogo entra na categoria de cozy RPG, mas isso não significa que ele seja “bobo” ou trivial. Enquanto você pesca em águas cristalinas, cozinha pratos poderosos, decora seu acampamento e conhece personagens excêntricos e inesquecíveis, também enfrenta combates estratégicos em turnos que exigem um pouco de raciocínio e cuidado com posicionamento e habilidades.
Uma das grandes identidades de Sunny Trails está no tom mágico e acolhedor. A ilha em que o jogo se passa lembra cenários de sonho (praias ensolaradas, trilhas escondidas, recantos para descobrir e um clima que contrasta conforto com aquela pitada de mistério que te puxa para frente). É o tipo de jogo que te faz querer explorar cada árvore, cada caverna, cada canto da costa.
O que torna Sunny Trails ainda mais especial é a sua conexão com a cultura local de Santa Catarina. O jogo se inspira nos contos fantásticos e lendas estudados pelo folclorista Franklin Cascaes, um apaixonado pela cultura açoriana da Ilha de Santa Catarina e região. Cascaes passou grande parte da vida registrando histórias, superstições e mitos que se espalharam pela região, e agora parte dessa tradição ganha vida dentro do universo de Sunny Trails.
Essa influência cultural não está lá apenas como pano de fundo. Ela ajuda a dar alma à narrativa, misturando elementos folclóricos brasileiros com mitologias de outras partes do mundo. Essa fusão torna o jogo singular: é um RPG que respeita tradições, mas também brinca com fantasia e imaginação.
O fato do jogo se passar em Florianópolis e ter elementos que remetem à história e folclore de Santa Catarina cria uma sensação de pertencimento, de lugar que existe no mundo real, mas com uma camada mágica sobreposta, como se toda praia escondesse um segredo e cada trilha fosse um portal para outra dimensão.
Outro ponto que faz Sunny Trails se destacar é seu desenho artístico e a atmosfera geral. O jogo aposta em gráficos estilizados que lembram animação artesanal, personagens carismáticos e momentos de humor e calor humano. Interações com criaturas míticas, festas, comidas típicas e ambientações costeiras dão aquele toque de “quer ver o que vem depois?” que define um bom RPG.
E mesmo com um clima acolhedor, a história esconde um mistério envolvente: por que as pessoas viraram pedra? Quem esteve por trás disso? Cada passo na exploração te aproxima mais das respostas e te puxa para a próxima área da ilha, criando aquele senso de curiosidade que faz a gente perder a noção do tempo jogando.
O jogo ainda está em desenvolvimento e não tem data oficial de lançamento, mas a demo já disponível na Steam mostra que Sunny Trailspode ser um dos RPGs indie brasileiros mais encantadores dos últimos tempos.
Página no Steam:
Pato Convida:
ANGELA, CRIADORA E DIRETORA DE ARTE DE SUNNY TRAILS
Patocast:
Angela | Gameplay Sunny Trails + entrevista
Curadoria Steam:
