Introdução
Agradeço ao grupo Patobah e ao estúdio Alloy Mushroom por me enviarem uma chave de acesso a demonstração de Super Alloy Crush, o segundo game do estúdio.
Joguei por volta de 1 hora na steam e durante esse tempo finalizei a demo duas vezes, uma com cada personagem disponível, e finalizei o modo roguelike com o personagem Kelly.
Durante essa review vou focar apenas em elementos da direção de arte, gameplay e qualidade técnica, já que tive pouquíssimo acesso sobre a história (apenas uma cena de perseguição espacial sem muitos detalhes do que estava acontecendo)
Direção de arte
O jogo possui uma linda pixel art em cores vibrantes e chamativas, faz bastante referência a Megaman em sua arte e designs tanto dos protagonistas quanto dos inimigos robôs. O que eu mais gostei da arte sem dúvida são os efeitos dos poderes especiais de cada personagem, pois possuem uma estética linda e exagerada de videogames dos anos 90, durante o jogo vemos armas gigantescas, maletas cheias de dinheiro, barris vermelhos que explodem e chefes característicos da época. As músicas eletrônicas e frenéticas dão um charme a mais para o jogo trazendo mais emoção para as batalhas e deixando-o bastante divertido.
Gameplay
Podemos dividir a gameplay entre os personagens disponíveis. Kelly possui combate a distância com alguns golpes corpo-a-corpo, é o personagem que mais possui variedades tendo um arsenal com granadas, uma moto irada que ele usa para atropelar os inimigos, armas de fogo e golpes como um dragon punch saído diretamente de street fighter e sua rasteira. Por outro lado temos Muu, perita em ataques velozes e a curta distância com suas garras de metal, perfeita para realizar combos e destruir rapidamente qualquer inimigo, apesar de não possuir uma grande variedade de golpes como Kelly, Muu ainda é muito divertida de se jogar pela velocidade e letalidade.
Algo que me incomodou foi a dificuldade, o jogo é extremamente fácil e a única vez que eu tive dificuldade foi contra o primeiro chefe, pois ainda não conhecia muito bem os comandos e devido a falta de frames de invencibilidade ao ser golpeado, muitas vezes eu caía num golpe e antes de levantar já tomava outro, o que me frustrou, mas mesmo assim durante a Demo tive pouquíssimas mortes, outro ponto é a velocidade dos protagonistas, são tão rápidos em movimento e atacando que os inimigos não têm chance de reação, o que tira um pouco da graça do combate. Isso no modo história, no modo roguelike as coisas são um pouco diferentes, visto que lutamos em um espaço curto e os inimigos são muito mais fortes e os upgrades que encontramos na run não facilitam tanto a nossa vida.
Qualidade técnica
Não encontrei problemas de performance, glitches ou bug de progressão, o que é ótimo, mas encontrei pequenos bugs em relação a hitboxes mal posicionadas e acredito que eu tenha encontrado um exploit que deixou meu personagem ainda mais rápido.
Explicação do exploit: Ao usar o dash em uma borda e pular, alcancei uma velocidade absurda até parar de andar e voltar ao normal.
Conclusão
Super Alloy Crush é um game muito divertido e se inspira demais nos videogames de plataforma dos anos 90-2000, estou entusiasmado para jogar a versão completa quando for lançada, até lá tentarei bater meu tempo na Demo. Recomendo demais para amantes do gênero e para quem curte retro gaming.
DEMOSTRAÇÕES NÃO RECEBEM NOTA
