Apartment 129 é um jogo com uma ambientação sinistra que combina com o gênero de terror, mas que peca no combate, na campanha curta e na história. Desenvolvido pela Dead Witness, o título tenta contar uma lenda urbana turca sinistra com novos toques no roteiro, mas falha em prender a atenção do jogador e na execução de sistemas de combate e progresso.
HISTÓRIA
Você é Emir, um amante de contos de terror e casos sobrenaturais. Com a insistência de seu primo, você entra em um prédio abandonado e sinistro em uma região afastada. O Apartment 129 foi o epicentro de acontecimentos sinistros envolvendo duas garotas. Enlutadas pelo desinteresse de seus amados, elas recorrem a um ritual satânico para tentar conquistar o amor de seus ex-namorados de volta, o que acaba afetando o local e também as pessoas que lá viviam.
Jogando, você descobre a trama de maneira mais profunda. O problema da história é que, na tentativa de criar mais complexidade e incluir tramas paralelas (que até são boas, mas sem o impacto necessário para os eventos se desenrolarem de maneira mais fluida), o jogo acaba se perdendo nesse quesito. O trecho final é apressado e soa como uma trama escrita por inteligência artificial no que tange às respostas dos NPCs. Ao menos, a atmosfera é sinistra o bastante para um jogo desse gênero.
GRÁFICOS
Para o escopo do jogo, os gráficos são muito bons no geral. A arma, o machado e os efeitos de tiro ficaram muito satisfatórios. Minhas únicas críticas nesse quesito são os serrilhados e borrados nas texturas de inimigos, ambientes muito escuros, nenhuma personalização de brilho e as texturas grosseiras no trecho do vilarejo. É um jogo que não faz feio, mas que poderia ter se esforçado um pouco mais em alguns aspectos.
JOGABILIDADE
Simplesmente travada, dura e com atrasos. Serei categórico: Apartment 129 não deveria ter sido portado aos consoles sem um retrabalho na jogabilidade para esses periféricos. Infelizmente, assim como outros casos de jogos indie, o port foi feito baseado inteiramente nos comandos da versão de PC, o que gera incômodos.
Atrelar atalhos a itens e armas é um martírio, e os menus convencionais também têm atrasos que atrapalham bastante. Para piorar, a troca de itens é demorada e o combate demanda urgência. Os inimigos são poucos, mas, curiosamente, os recursos são abundantes demais: você abre duas portas no jogo todo, mas recebe 30 gázuas; enfrenta no máximo 20 inimigos, mas recebe quase 250 balas de pistola. Além disso, a interação com objetos no cenário é ruim pelo alcance quase nulo do cursor de mira.
O sistema de objetivos em notas também não funciona como deveria. Você recebe poucas dicas do que fazer. Os textos são recheados de filosofias quando, na verdade, o que mais queríamos era entender como prosseguir de maneira direta. É um jogo com boas ideias, mas execução ruim.
SOM E MÚSICA
Poderiam ter sido melhor trabalhados. A música, quando vem à tona, é angustiante e sinistra, mas esses momentos são raros. Efeitos sonoros simples, como gritos de inimigos, também não convencem muito, mas pelo escopo compreendemos as limitações.
PARTE TÉCNICA
Não tive nenhum crash, mas as limitações e travamentos em certos trechos de luta ou exploração atrapalham o ritmo. Quedas de FPS repentinas e um menu pouco responsivo não ajudam em nada. Tive um bug justamente ao tentar trocar a lanterna por uma arma.





CONCLUSÃO
Apartment 129 consegue criar uma atmosfera de terror bacana, mas só. A jogabilidade atrapalha, a campanha é muito curta, o combate não traz impacto e a história não se sustenta devido aos diálogos ruins. Não recomendo o jogo, a menos que esteja em promoções com 75% de desconto — e olhe lá.
HISTÓRIA
GRÁFICOS
SOM E MÚSICA
JOGABILIDADE
PARTE TÉCNICA
PATÔMETRO
