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Review de Princess of the Water Lilies | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

Jogar Princess of the Water Lilies é exatamente como abrir um livro de histórias infantis pintado à mão, só que com uma felina no protagonismo (sim, você controla uma gata! Sim, uma gata!) que cresceu entre sapos e, numa boa, recebe uma coleira mágica.

Essa coleira, quando ela ronrona, liberta energia capaz de transformar o ambiente (fazer plantas crescerem, criar pontes, revelar caminhos secretos) o tipo de poder que qualquer gato de rua sonha secretamente mas nunca revela pra ninguém (talvez apenas entre eles).

A história não entra em explicações profundas nem texto demais. É sutil, contada por ambientação, símbolos visuais e aquela vibe de “conto antigo de fadas”. Você está atrás de sua família de sapos e tentando salvar o mundo de umas criaturas misteriosas, e tudo isso com pulos, ronrons e floresta encantada como trilha sonora (quase literal).

Dá para sentir que os desenvolvedores queriam algo universal, que atravessa idiomas e gerações, o que funciona bem pra quem só quer curtir sem ficar apegado a textos e explicações.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Aqui moram as melhores (e às vezes as risadas) partes do jogo. A protagonista tem pulos, escaladas, nado, balanços em cipós e a bendita coleira que altera o mundo (se você ronrona bem, abre-se caminho; erra o tempo e… bem, talvez veja seu save se despedir) O game mistura plataforma, puzzle, exploração e aquele espírito “um erro te manda pro início” que aliás, só para variar, me fez morrer bastante. Incompetência minha? 110%.

Os puzzles são intuitivos no começo. Você experimenta, descobre que aquela planta cresce com seu ronronar e avança. De vez em quando bate aquele mini “eureka” (tipo “ahhh, era ali mesmo o atalho secreto”) e a sensação de progresso vem de forma satisfatória.

Agora, não se engane achando que é um passeio simples, o jogo tem charmosas armadilhas. A mecânica de “uma vida só” é cruel, hitboxes apertadas, e um tropeço bobo já reinicia tudo, já perdi a conta de quantas vezes morri, e aqui a gata não tem sete vidas.

Os chefes no fim de capítulos quebram bem essa aura de conto de fadas. Eles exigem atenção, timing e coragem.

Se você curte jogos que exigem certa paciência, observação, explorar cada canto e um toque de estresse saudável, o jogo acerta. Se prefere “aperta botões e vai até o fim”, prepare o coração e deixe a Pronto Socorro na discagem rápida.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Visualmente o jogo é um carinho pros olhos. Cenários desenhados à mão, traços que lembram livro ilustrado, paletas suaves, luzes e sombras que fazem parecer que você está dentro de um desenho animado dos anos 80/90. Me peguei mais de uma vez só olhando para o fundo, ouvindo o ronron da protagonista e pensando (Isso é mesmo um jogo ou um livro animado?).

A trilha sonora orquestral cumpre o papel e embala as partes calmas, dá drama em outras e deixa o ronron da gata ficar ainda mais satisfatório, especialmente quando alguma ponte brota no gráfico e te salva de tombar em abismo.

Tecnicamente, rodou liso no meu laptop. Nada de travadinhas ou bug que apagasse a mágica.

CONCLUSÃO

Você entra no jogo achando que vai ser “fofura mode on” e sai com coração aquecido e dedos meio enrijecidos de tanto ronronar. Ele tem alma de conto de fadas, mas ocasionalmente te dá tapas discretos de realidade, como ter uma vida só, puzzles que exigem paciência e reflexos, e chefes que te lembram que aconchego não é sinônimo de moleza.

Se quiser uma aventura indie com estilo retrô, visual de pintura, trilha sonora que embala e um toque de desafio simpático, essa gata vale a pena. Se for dos que quebraria o controle de raiva fácil, talvez seja melhor jogar com o travesseiro por perto.

PATÔMETRO

84
Licença enviada por:
Red Dunes Games
Agradecemos pela oportunidade.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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