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DREAMFEST 25 | ENTREVISTA MR.DEV STUDIOS

“The Confinement” é a nova aposta do estúdio brasileiro Mr. Dev Studio, trazendo um plataformer de precisão em primeira pessoa (FP4) que exige reflexos rápidos, domínio de movimento e muita frieza. No jogo, o jogador corre, salta e dispara dashes em alta velocidade para escapar de labirintos repletos de armadilhas letais, tudo dentro de uma simulação criada por um enigmática IA.

Com uma estética que mistura brutalismo e neon, o game entrega uma atmosfera tensa e desafiadora enquanto testa suas habilidades em parkour. Publicado pela QUByte Interactive, The Confinement tem lançamento previsto para 2026, chegando para PC e consoles.

Confira a nossa entrevista com Guilherme Heckel sobre o jogo, logo abaixo do trailer oficial.

1. O que é The Confinement? O que o público pode esperar de mecânica e direção de arte?

Resposta (Guilherme):
Prazer em conhecer todo mundo. Aqui é o Guilherme, da Mr. Dev.
The Confinement é o nosso primeiro lançamento para PC e consoles. É um jogo de parkour em primeira pessoa, rápido e preciso, que nasce do tipo de game que a gente gosta de jogar. Você está preso numa simulação criada por uma inteligência artificial maligna e precisa escapar de vários níveis o mais rápido possível, até quebrar essa IA.

O foco está nas mecânicas de movimentação: diferentes tipos de impulso, maneiras de ganhar velocidade, esquiva de armadilhas e habilidades para pular mais alto ou correr mais rápido. A direção de arte mistura brutalismo com sci-fi neon, criando um visual próprio e bem intenso.

2. Qual é o maior desafio hoje para desenvolver jogos no Brasil?

Resposta (Guilherme):
Além do dinheiro? (resposta bem humorada e com ironia)
Hoje em dia, o indie dev trabalha muito com o coração, mas precisa lembrar de quem vai jogar no final. Às vezes pensamos no jogo que queremos jogar, mas também é importante entender por que alguém jogaria o nosso jogo. O desafio é criar uma proposta que realmente chame atenção da galera.

3. O engajamento de jogos indie brasileiros nas redes, como A.IL.A. , ajuda o cenário nacional?

Resposta (Guilherme):
Claro. Quanto mais jogos indie chegando lá, melhor para o cenário brasileiro.
Tem jogo nacional bombando e muita gente nem sabe que é brasileiro. Mullet Mad Jack é um exemplo. É um jogão feito por um cara super gente boa, já tomamos cerveja juntos, e ele colocou todo o amor dele por anime dos anos 80 ali.

Outro exemplo é o jogo do Gaúcho, um brasileiro que mora na Inglaterra. E o pessoal da Pulsatrix também. Há uma galera lançando jogo. É de pouquinho em pouquinho que vamos conquistando espaço.

4. Em que fase de desenvolvimento o jogo está? Há demo disponível?

Resposta (Guilherme):
A demo vai ser lançada na terça-feira, dia 9, na Steam.
O lançamento completo está previsto para o início do ano, provavelmente em março. O jogo está praticamente finalizado e agora estamos ajustando detalhes. Sempre tem algo para arrumar.

E já estamos desenvolvendo o próximo jogo, que também queremos lançar no ano que vem.

5. Pode dar uma prévia do próximo projeto do estúdio?

Resposta (Guilherme):
Imagina um Zelda cheirado na Coca.
É mais ou menos isso. Um Zelda brasileiro em que você precisa ajudar um gigante que perdeu o anel de casamento numa festa. É bem aloprado e bem BR.

6. Mensagem final para o público

Resposta (Guilherme):
Joguem, galera. Joguem o quanto puderem, porque quando virar pai não tem mais tempo para jogar.

Gostou dessa entrevista? Apoie o projeto da Mr.Dev Studios colocando o jogo na sua lista de desejos na Steam.

administrator
Fã de Star Wars, video game, roteirista, casado e pai. Que a força esteja com você!

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