Bruno Castelo Destaque Jogos Review/Análise

Review de Anima: Gate of Memories I & II Remaster | PS5

Um hack ’n slash à moda antiga e traz aos jogadores jogabilidade e narrativa clássicas do gênero.

É fato que, nos últimos anos, com pouquíssimas exceções, temos visto cada vez mais os RPGs de ação com foco na premissa souls-like se popularizarem. Jogos clássicos como God of War e Devil May Cry arrebataram corações, mas, atualmente, o gênero tem ficado em segundo plano. Buscando uma revitalização da obra já lançada em 2016, ao mesmo tempo que tenta preencher esse vazio, Anima: Gate of Memories I & II Remaster foi lançado no último dia 7 de novembro.

 

HISTÓRIA/PREMISSA

Por ser um jogo baseado em um conto de RPG de mesa financiado por fãs, eu já esperava qualidade — e, felizmente, é o caso aqui. A história é belíssima, cheia de nuances, e, apesar de se apoiar em clichês como vilão falastrão e donzela corajosa, mas com personalidade rasa como um pires, a complexidade dos temas e o roteiro dos jogos são muito bons.

Criaturas demoníacas e uma ordem que caça esses monstros em segredo? Temos.
Profecias apocalípticas envolvendo entidades que podem provocar o fim do mundo como conhecemos? Temos.
Maquinações de entidades poderosíssimas, chegando a se equiparar aos heróis dos dois jogos? Por favor.

A trágica história do Sem Nome e da Portadora de Calamidades só não é melhor porque, infelizmente, a atuação soa um pouco amadora. Não atrapalha o jogo nem sua conclusão satisfatória, dando palco para uma eventual terceira entrada. Virei fã confesso e gostaria muito que acontecesse.

GRÁFICOS

Apesar de melhorias na iluminação, cenários e texturas, o jogo peca em expressões faciais nulas e animações muito simplórias. Ainda assim, o charme de jogos da geração PS2 e PS3 vem à tona.

É um sentimento ambíguo: afinal, é um jogo relativamente recente, mas que gera uma nostalgia imensa para jogadores veteranos. Como remaster e jogo indie, entendo que Anima é mais uma atualização com melhorias pontuais, e o jogo mostra bem isso.

Ao menos, o design dos chefes e dos personagens principais é muito bom. Os cenários nos planos espirituais também são bonitos, com ênfase para as duas batalhas finais que o jogador encontrará.

JOGABILIDADE

Diverte.
Temos três personagens no jogo e, devo dizer, meu favorito de se controlar é o Sem Nome: rápido, forte e com um estilo de jogo mais combativo. A jornada do guerreiro amaldiçoado agrada mais nesse quesito.

A Portadora e Ergo têm movimentos semelhantes também, mas devo dizer que a variedade de builds que você pode montar com eles muda bem mais o estilo do que os golpes em si.

O jogo tem uma janela de habilidades que destrava melhorias providenciais, com upgrades de ataque mágico, vida e magia escondidos em seus caminhos. Simples, direto e sem muita enrolação.

O ponto divergente aqui é a barra de KI, que funciona como a barra de stamina. Um jogo alucinante ter uma mecânica como essa limita algumas possibilidades, mas traz um tempero estratégico relevante nas batalhas mais intensas.

Podemos equipar armas e equipamentos secundários que alteram status e efeitos. Cabe ao jogador prestar atenção máxima na build construída. Itens de consumo para aumentar defesa, ataque ou regeneração de KI, dentre outros efeitos práticos, também estão aqui.

No geral, a jogabilidade agrada, mesmo diante de limitações técnicas.
E sim, a câmera precisava ser melhor trabalhada, mas dá para controlar melhor ativando o travamento apenas quando necessário.

SOM E MÚSICA

O jogo tem efeitos sonoros básicos e músicas mais simples.
Nada que realmente chame a atenção, exceto a belíssima música tema tocada no menu e algumas composições tranquilas nos prados.

Ainda assim, nenhum estouro de som ou problema técnico aparece, então o básico funcionou bem.

PARTE TÉCNICA

Terminei minha jornada por ambas as histórias com aproximadamente 23 horas — cerca de 15 horas para o primeiro jogo (incluindo seu fim verdadeiro) e 8 horas para o segundo.

Sem enrolações desnecessárias ou trechos cansativos, e durante toda a jornada não tive nenhum bug ou crash sério.

E cabe mais um elogio:
As legendas em português chegaram via patch de atualização e melhoraram bastante a experiência.

A única observação que faço é a melhoria necessária na câmera, que trava em certos inimigos.

CONCLUSÃO

Anima: Gate of Memories I & II Remaster é um bom jogo de ação e aventura. Mesmo com limitações técnicas, o jogo entrega um combate divertido, uma história bacana, uma janela de habilidades funcional e um ritmo agradável.

Se você é fã do gênero hack ’n slash, é compra certa.

HISTÓRIA

GRÁFICOS

SOM E MÚSICA

JOGABILIDADE

PARTE TÉCNICA

83
75
70
80
90

PATÔMETRO

80
Licença enviada por:
Anima Publishing
Agradecemos pela oportunidade.

Review de Jogos | Criador de Conteúdo
Fã de PlayStation, mas não da Sony | Fã de Castlevania | Gamer | Apresentador do programa "Castelo do Caos" no Youtube.

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