Bruno Castelo Destaque Jogos Review/Análise

Review de Ghost Of Tsushima | Vale a pena em 2025?

Vale seu tempo em 2025?

O ano de 2020 ficou marcado na geração do PS4. The Last Of Us Parte 2 arrebetou os corações da comunidade e o sucesso de crítica, levando muitos prêmios para a Naughty Dog e Sony. Porém, é impossível falar desse ano completamente insano sem citar Ghost Of Tsushima.

No auge da pandemia de Covid-19 e com um atraso de quase um mês, a Sucker Punch lançou a obra no dia 17 de Julho. E é seguro falar que para este crítico ele é um dos melhores, senão O MELHOR jogo do Playstation. Jogar Ghost Of Tsushima pela primeira vez foi um dos meus melhores momentos como gamer.

Ghost Of Tsushima não inventa muito a roda. É um jogo com combate focado em Hack N’ Slash e uma exploração convencional de mundo aberto. Contudo, é a execução dessas mecânicas que me cativa.
O combate? Violento, direto e extremamente viciante. Eu cresci assistindo tokusatsus e até mesmo filmes de ação de época, e as lutas do jogo são belíssimas.

Os gráficos são simples no que tange a alguns NPCs e texturas de pedras, contudo é a direção de arte extremamente competente e o trabalho nas feições de personagens mais relevantes que o jogo brilha.
Objetos como espadas e armaduras também são lindos. Arenas de duelo banhadas em flores lírio-aranha avermelhadas, templos cercados por florestas douradas e paisagens ensolaradas de tirar o fôlego tornam o jogo uma jogatina promissora e viciante.

Lembro de ter jogado alucinadamente por quase dois meses seguidos e ter voltado menos de um ano depois com o lançamento da DLC da Ilha Iki.

A exploração me encanta até hoje. Não irei falar muito para não dar spoilers, mas usar costumes da cultura japonesa, como tocar músicas para celebrar as estações, e colocar animações incríveis como o embainhar da espada após limpar o sangue dos inimigos, tornam o jogo uma obra completamente estilosa.
E como a música tocada na flauta de Jin afeta o ambiente é simplesmente maravilhoso.
A Sucker Punch conseguiu entregar algo esteticamente funcional e poético.
Seguir o vento e descobrir o que ele representa para Jin depois também foi algo encantador.

A HISTÓRIA TAMBÉM MARCA

Um samurai que abre mão de seu código de honra para salvar seu povo e assim se tornar a figura polêmica do Fantasma — uma lenda que impõe medo até em quem ele jurou proteger.
Jin Sakai se torna o destruidor dos invasores mongóis, a lâmina que não obedece à tradição e que usará quaisquer métodos para proteger Tsushima e o Japão.
É uma premissa simples, mas com execução fora de série.
Honra acima do dever ou proteger quem não pode se defender — o que é o certo?

DLC QUE FAZ DIFERENÇA

A DLC da Ilha Iki também agrada. Novos inimigos com mecânicas mais complexas e uma abordagem que expande a história de Jin são diferenciais muito bem-vindos.
Além disso, a adição de mais de 12 horas de conteúdo dependendo do jogador agrega e muito.
A Ilha Iki é tão linda quanto a de Tsushima. Imperdível.

CONCLUSÃO

Sim, eu recomendo demais Ghost Of Tsushima.
O jogo roda bem no PlayStation 4, com 30 FPS fixos e resolução de 1080p.
O PlayStation 5 também acrescenta mais tempero: sincronia labial no idioma japonês e o jogo rodando em belíssimos 1440p a 60 FPS.
A versão de PC é estonteante e atualmente recebeu verificação no SteamDeck, funcionando ainda melhor.

É um colírio para os olhos, onde quer que você jogue — uma obra ímpar.
E lembrando: Ghost Of Tsushima está disponível no catálogo da PS Plus.

HISTÓRIA

JOGABILIDADE

GRÁFICOS

SOM/MÚSICA

PARTE TÉCNICA

90
90
90
95
95

PATÔMETRO

92

Review de Jogos | Criador de Conteúdo
Fã de PlayStation, mas não da Sony | Fã de Castlevania | Gamer | Apresentador do programa "Castelo do Caos" no Youtube.

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