Boa jogabilidade e combate divertido, mas é mediano em todo o resto
Personagens desinteressantes, história nula e crashes que fazem você perder incursões inteiras me desanimaram a ponto de sequer terminar o jogo para esta análise.
Quando se fala em boomer shooter, é impossível não lembrar de grandes títulos como Wolfenstein, Doom e até o atualíssimo Mullet Mad Jack — jogos divertidos, com foco no que realmente importa: um combate afiado e mecânicas refinadas.
Não é o caso de Painkiller. Embora divertido nas primeiras horas, o jogo sofre com uma crise de identidade profunda: afinal, ele é uma campanha singleplayer ou um co-op descerebrado com amigos?
Além disso, a campanha é curta demais (entre 4 e 8 horas) e o modelo geral parece algo que teria sido pensado como um jogo em serviço, onde o singleplayer existe apenas como vitrine — o famoso “pega-bobo” que já vimos em franquias como Battlefield e Call of Duty.
Gráficos
Comuns. Nada realmente chama atenção aqui, e o jogo parece ter saído direto da geração passada.
Os modelos de armas são bons, e alguns inimigos mais colossais até impressionam, mas no geral nada é memorável. O design dos inimigos é genérico, e vê-los sumir após a morte — ou explodirem em uma poça de suco de morango — definitivamente não é o gore que eu esperava.
Tudo bem, o estúdio é pequeno, dá pra entender.
Jogabilidade
Divertida e funcional. Atirar e matar coisas é o que me manteve jogando, explorando corredores e arenas parecidas, torcendo para que o jogo não travasse no meio de uma luta contra chefes.
Não adiantou. O jogo travou duas vezes, me fazendo perder cerca de 20 minutos de progresso em cada tentativa.
Pelo menos, a jogabilidade é boa, e as batalhas contra chefes são, de fato, divertidas — exatamente o que se espera de um bom shooter.
O sistema de poderes das armas é interessante, e o visual steampunk delas é estiloso pra caramba.
Som e música
Tentaram algo aqui. Ao menos tentaram, né?
O rock aparece nas entradas de biomas e nas batalhas contra chefes, mas fora isso, prepare-se para ouvir diálogos sem propósito e uma história esquecível.
Pelo menos os personagens têm vozes dubladas, o que já é um ponto positivo.
Os efeitos sonoros agradam e causam boa impressão — especialmente o som da escopeta recarregando ou o estalo do rifle improvisado.
Parte técnica
Ela é técnica. E de fato, uma parte.
O jogo sofre com bugs de inimigos atravessando portas, NPCs com inteligência artificial abobalhada, e, o pior de tudo, crashes em arenas lotadas ou em batalhas contra chefes.
Esses problemas de IA até dá pra relevar — grandes jogos também têm. Mas os crashes são frustrantes ao extremo, pois fazem você perder todo o progresso, inclusive os baús coletados.
E a cereja do bolo? Não tem save.
Além de separar o modo online do offline (decisão sem sentido), o jogo não possui checkpoints nas incursões, obrigando o jogador a repetir longos trechos sempre que o jogo trava.
Foi exatamente isso que me fez adiantar esta análise — simplesmente não consegui terminar a campanha no PlayStation 5 por causa desses problemas.
Pra piorar, a versão mais de PlayStation é a mais cara por não ter seu preço localizado para o Brasil, e os mesmos erros técnicos aparecem tanto no modo offline quanto no online.
Seria isso uma inovação?






Concluindo...
Fazendo um trocadilho prático: o único analgésico que usei neste fim de semana foi o da dor de cabeça por ter perdido tempo jogando Painkiller.
O jogo tem ótimas ideias e um estúdio que pode aprender com os erros, mas nem isso salva uma campanha curta, cheia de crashes e bugs, e sem sistema de save.
Os personagens são tão esquecíveis que eu só lembrava o nome deles pelo HUD.
E o pior: o jogo tenta atrair fãs solitários, como eu, para um produto que claramente foi feito para o co-op e o modo serviço.
No fim, Painkiller se junta a Drug Dealer Simulator como uma das experiências mais difíceis de recomendar em 2025.
Espero que com correções e novos conteúdos, o jogo melhore — e quem sabe eu volte.
Honestamente?
É melhor tomar um Dorflex e dormir cedo no sábado.
Foi exatamente o que eu fiz. E não me arrependo.
HISTÓRIA
JOGABILIDADE
GRÁFICOS
SOM E MÚSICA
PARTE TÉCNICA
PATÔMETRO
