O estande da Sony na BGS refletiu perfeitamente os desafios econômicos da geração que a própria empresa considera a mais lucrativa da história do PlayStation.
Televisões exibindo vídeos de gameplay de Ghost of Yotei, mas sem uma única estação de teste para o público colocar as mãos no jogo. Some a isso uma localização afastada e sem destaque, e o resultado é um misto de risada nervosa e decepção — especialmente para quem, como eu, ainda gosta do produto.
Sim, a conta chegou. A crise que vinha sendo mascarada por relatórios otimistas finalmente deu as caras — e o estande “peido molhado” da marca em um dos maiores eventos gamers da América Latina, a Brasil Game Show, é a prova viva disso.
A experiência “de luxo”
Quando se fala em videogame, o que vem à cabeça? Ligar o console e jogar, certo?
Mas não! A nova experiência é pegar fila para ver uma estátua de papelão da Atsu, personagem principal do jogo, e assistir a trailers que já vimos centenas de vezes — agora exibidos em quatro TVs de 50 polegadas.
Uau. Inovador. Viva o PlayStation no Brasil!
A ausência que fala alto
A Sony sequer se deu ao trabalho de mostrar a que veio. Nenhuma demo, nenhum teste, nada que justificasse os quase R$7.000,00 cobrados oficialmente pelo PS5 Pro.
Seria o momento perfeito para mostrar a diferença entre o modelo comum e o novo, mas isso passou longe. O que ficou claro é o tamanho da trolha embutida na precificação, que também atinge Ghost of Yotei, vendido por absurdos R$400,00, com um marketing que parece feito às pressas num PowerPoint.
O problema da zona de conforto
Esse é o resultado da falta de concorrência direta: uma empresa que subestima seus fãs mais fiéis, não defende seus estúdios com orgulho e deixa para trás um mercado gigantesco como o brasileiro.
Quem perde é o fã teimoso — como eu — que ainda tenta justificar, ano após ano, a insistência em investir em consoles caríssimos e em uma loja digital que cobra o dobro do preço, enquanto os amigos já migraram para o PC e jogam sem dor no bolso.
Conclusão
No fim das contas, a Sony parece ter esquecido o básico: videogame é para jogar, não para exibir em looping numa TV.
E, como diz o safado do Ramos:
Nintendo ou nada. PC é a plataforma definitiva!



