DESEMPENHO
Minha experiência com Firefighting Rescue Simulator foi no PlayStation 5, mas o jogo é listado como PS4/PS4 Pro na PlayStation Store, o que significa que ele roda por retrocompatibilidade. Isso afeta diretamente o desempenho e o tempo de carregamento.
No geral, o jogo é jogável e fluido, sem grandes quedas de FPS, mas é evidente que não há otimização específica para o PS5. Os carregamentos são medianos, e a performance cumpre o básico, sem trazer melhorias notáveis.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
O jogo oferece cenários variados e um sistema de progressão por cidades. É possível escolher entre seis personagens e realizar missões que envolvem dirigir até o local do incêndio, resgatar civis, conter o fogo com diferentes ferramentas e evacuar as vítimas.
A premissa é bem executada, mas a repetitividade se torna evidente após algumas horas. As tarefas seguem um mesmo padrão, o que acaba tornando a experiência cansativa a longo prazo.
Apesar disso, o título entrega momentos de tensão e satisfação, especialmente ao completar resgates com sucesso.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Visualmente, o gráfico é funcional e coerente com a proposta de simulação, ainda que simples. Os assets, texturas e iluminação não impressionam, mas são adequados.
Durante o gameplay, o destaque visual vai para as partículas de fogo e fumaça, que buscam gerar impacto, mas também expõem as limitações do motor gráfico. As animações dos NPCs e civis são competentes, embora muitas vezes robóticas e com pouca naturalidade.
As ferramentas, como mangueiras e extintores, são bem representadas, porém carecem de detalhamento e fluidez nas animações, com pequenos bugs ocasionais.
Quanto ao áudio, aqui o jogo surpreende positivamente. Os efeitos sonoros — sirenes, motores, água e o crepitar das chamas — são bem reproduzidos e contribuem fortemente para a imersão.
O design de som é, sem dúvida, um dos pontos altos da experiência, transmitindo urgência e realismo nas missões.
CONCLUSÃO
Firefighting Rescue Simulator cumpre bem o papel de simulador de resgate, oferecendo ferramentas autênticas, missões objetivas e uma boa ambientação sonora.
Por outro lado, o jogo tem potencial para ser muito mais: uma versão dedicada ao PS5, com melhorias gráficas, novos conteúdos e mais variedade de missões, poderia aumentar bastante sua longevidade e apelo.
PATÔMETRO
