A franquia Silent Hill passou 12 anos na geladeira. Seu último título havia sido Silent Hill: Book of Memories em 2012. O tempo passou, e em 2024 a série renasceu com dois grandes lançamentos: Silent Hill: The Short Message e Silent Hill 2 Remake. Agora, temos um novo game que marca definitivamente o retorno épico da franquia — uma obra-prima bizarra e apaixonante: Silent Hill f. Jogamos e trazemos aqui nossa opinião mais sincera.
HISTÓRIA/PREMISSA
Silent Hill f marca a estreia da protagonista mais jovem da franquia: Shimizu Hinako, uma adolescente de apenas 13 anos, que vive em Ebisugaoka, Japão, em 1960. Sua jornada é mergulhar nos mistérios da névoa e encarar um conto bizarro, intenso e perturbador do início ao fim.
Como é característico da franquia, o jogo explora temas pesados e delicados, envolvendo a narrativa e os traumas dos personagens.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
Logo ao assumir o controle de Hinako em combate, percebemos que o jogo oferece uma memória afetiva para os fãs antigos da franquia: o combate é cadenciado e mais travado, no estilo clássico de survival horror.
Há uma boa variedade de armas — faca, martelo, machado, cano, foice — que podem se quebrar caso não sejam reparadas com o kit apropriado. Também é possível equipar talismãs, que concedem benefícios, além de um sistema de upgrades para evoluir atributos essenciais à sobrevivência.
Itens são escassos, por isso é preciso cautela: não abuse das curas e evite confrontar todos os inimigos. Joguei a versão de PS5 Pro no modo melhorado, que apresentou algumas quedas de FPS, mas nada que comprometesse a experiência.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
O capricho na direção de arte e gráficos, este foi um dos pontos mais marcantes da experiência. Morei por 20 anos no Japão e posso dizer: Silent Hill f transmite uma nostalgia absurda.
A Konami conseguiu alinhar gráficos e direção de arte de maneira impecável. O jogo é ainda mais belo que Silent Hill 2 Remake. O contraste entre a estética japonesa e a essência sombria da franquia cria algo único e profundo.
Essa combinação é o que diferencia Silent Hill f dos demais títulos da série, tornando-o um dos mais especiais visualmente.
Silent Hill sempre se destacou pela originalidade, e a trilha sonora é parte fundamental disso. Em Silent Hill f, o lendário Akira Yamaoka retorna, elevando a atmosfera do jogo a outro nível.
Trilha sonora de impacto. As músicas transmitem emoção, tristeza e aflição, variando de forma perfeita conforme os momentos da história. É impossível não se conectar com a parte musical do jogo — ela intensifica o medo e a experiência como um todo.






CONCLUSÃO
Silent Hill f é o título mais diferenciado da franquia e marca o início de uma nova era. A Konami acerta em cheio ao entregar uma obra-prima bizarra, pesada e apaixonante.
É a fórmula perfeita do medo.
