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Review de LEGO City Undercover | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

LEGO City Undercover coloca você no papel de Chase McCain, um policial que retorna à cidade depois de alguns anos afastado. Sua volta não é por acaso, pois o criminoso lendário Rex Fury escapou da prisão, e cabe a Chase infiltrar-se em diferentes lugares e colocar fim à onda de crimes que está varrendo LEGO City.

O que poderia ser apenas mais uma narrativa policial ganha charme com a assinatura LEGO. A história é recheada de piadas, paródias de filmes famosos e situações absurdas (claro) que só funcionariam em um mundo feito de bloquinhos. Chase é um herói atrapalhado, mas carismático, e os coadjuvantes ajudam a transformar a campanha em algo leve e divertido.

Cada capítulo é construído como se fosse um episódio de uma série policial cômica, sempre com uma nova missão, vilões caricatos e momentos hilários. Entre uma perseguição maluca e uma cutscene cheia de referências, o jogo consegue manter o jogador curioso sobre o próximo passo da investigação, sem nunca perder o bom humor.

O enredo não tenta ser profundo, mas é eficaz porque abraça totalmente o estilo LEGO, misturando ação  e comédia de forma natural. O resultado é uma campanha que prende mais pelo carisma e pela diversão do que por sua complexidade narrativa (e isso é ótimo).

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Jogar LEGO City Undercover é como mergulhar em um sandbox acessível e cheio de surpresas, onde tudo gira em torno da criatividade e da exploração. A cidade é enorme, dividida em distritos com suas próprias características, e sempre existe algo novo para descobrir, seja uma missão principal, um desafio secundário ou um colecionável escondido no alto de um prédio.

A principal mecânica que move a campanha é o sistema de disfarces. Cada roupa que Chase usa desbloqueia habilidades diferentes, transformando completamente a forma como você interage com o ambiente. O ladrão permite arrombar portas e cofres, o mineiro usa dinamite para abrir passagens, o astronauta teletransporta e até o fazendeiro tem sua utilidade inusitada. Essa variedade mantém a jogabilidade dinâmica, já que você nunca sente que está fazendo a mesma coisa por muito tempo.

A exploração é reforçada pelo uso de veículos. A cidade inteira pode ser atravessada em carros, motos, barcos e até helicópteros, e cada veículo tem sua própria “pegada”. O jogo não busca realismo, mas sim diversão imediata, e é exatamente por isso que funciona tão bem.

Além das missões principais, há uma enxurrada de atividades extras. Você pode participar de perseguições, construir estruturas gigantes chamadas Super Builds, desbloquear personagens secretos e até se perder em minigames espalhados pela cidade. Para quem gosta de completar tudo, o jogo oferece facilmente mais de 40 horas de conteúdo.

É verdade que algumas missões acabam repetindo fórmulas, mas a combinação entre humor, puzzles simples e liberdade de exploração faz com que isso nunca pese demais.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Visualmente, o jogo mantém a estética clássica da franquia LEGO, com cenários coloridos e cheios de detalhes.

LEGO City é vibrante e variada, com bairros que imitam cidades reais, mas sempre com um toque cartunesco. O contraste entre elementos de LEGO e ambientes “mais realistas” é bem feito e cria uma identidade visual única.

No lado técnico, a versão original de Wii U sofria com longos tempos de carregamento (aliás, esse foi meu terceiro jogo no Wii U), mas isso foi bastante melhorado nas versões de PC e nas versões de consoles seguintes.

O desempenho é um ponto crítico no PC, ele é um jogo que consome mais que o necessário, e quem tiver placas mais modestas pode acabar sofrendo com quedas de fps e ter que baixar a qualidade geral do jogo.

A trilha sonora e o design de áudio também merecem destaque. As músicas variam entre temas de perseguição, batidas eletrônicas e momentos mais calmos, sempre reforçando o clima de ação com humor. O jogo tem legendas em português.

CONCLUSÃO

Esse é um dos jogos mais criativos já feitos dentro da marca LEGO. Ele combina a liberdade de um mundo aberto com humor leve e mecânicas acessíveis, criando uma experiência que pode ser aproveitada tanto por crianças quanto por adultos. Apesar de algumas missões repetitivas e do desafio cansativo para quem busca 100%, o pacote geral é divertido e recompensador.

Se você procura um GTA “versão LEGO” com muitas piadas, exploração livre e um herói carismático, esse jogo ainda hoje vale muito a pena.

PATÔMETRO

89

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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