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Review de Metal Eden | PC

HISTÓRIA/PREMISSA

Metal Eden te coloca no controle de Aska, uma Hyper Unit criada para cumprir uma missão que é quase suicida. O destino é Moebius, uma gigantesca cidade orbital que guarda um segredo sombrio. A humanidade encontrou um jeito de armazenar suas consciências em “Cores”, mas claro que isso não poderia dar certo por muito tempo. Essas Cores acabaram se tornando alvo de disputa, resultando em uma guerra que deixou Moebius em ruínas, tomada por máquinas hostis e criaturas deformadas.

A trama até tenta puxar reflexões sobre identidade, o que significa ser humano e como a tecnologia pode se tornar um campo minado para nossa própria essência. Só que, na prática, a narrativa acaba ficando em segundo plano. Há bons momentos de imersão no lore do jogo, mas o roteiro não se aprofunda tanto quanto poderia. Ainda assim, a ideia de resgatar consciências humanas perdidas dá um pano de fundo interessante para o caos que vem pela frente.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Se existe um motivo para jogar Metal Eden, ele está aqui. O game não perde tempo em ensinar a base e já te joga em arenas que exigem movimento constante. A sensação é de estar sempre correndo contra o relógio, como se parar um segundo fosse a sentença de morte.

A movimentação é simplesmente viciante. O jogo te dá ferramentas como wall-running, dashes, jetpack e grappling hook, e em pouco tempo você já se pega criando rotas próprias nos cenários. É quase um parkour armado no espaço, com tiroteios que parecem coreografados. O mais legal é que quanto mais ousado você joga, mais recompensador fica. O design das arenas incentiva a usar o cenário a seu favor, seja para pegar altura, flanquear inimigos ou escapar de emboscadas.

As armas cumprem bem o papel, mas o diferencial está mesmo na mecânica das Cores. Roubar a essência de um inimigo é mais do que um recurso estético, é uma engrenagem central da jogabilidade. Você pode sugar uma Core para se curar, transformar em uma explosão para abrir espaço entre hordas ou até turbinar habilidades temporariamente. Essa rotação entre atacar, extrair e usar cria um ciclo de combate dinâmico que mantém o jogador sempre em movimento.

A progressão também merece destaque. O jogo oferece árvores de habilidades e modificações para armas, permitindo moldar o estilo de combate ao gosto de cada um. Quer ser um tanque móvel que aguenta pancada e parte para cima? Dá para investir nisso. Prefere mobilidade máxima, quase sem encostar no chão? Também é possível. O sistema de upgrades é simples de entender, mas abre espaço para combinações criativas que fazem diferença nas batalhas mais avançadas.

E aqui vai um detalhe que não pode passar batido, os chefes. Eles não são apenas inimigos com barra de vida maior, mas sim testes de tudo o que você aprendeu até ali. Usar o cenário, dominar a mobilidade e saber o momento certo de extrair Cores vira parte essencial da luta. Esses encontros dão uma pausa bem-vinda no fluxo tradicional das fases e entregam alguns dos pontos mais altos da campanha.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Visualmente, Metal Eden é um prato cheio. A cidade orbital Moebius tem uma estética que mistura o brilho do sci-fi com a sujeira do cyberpunk puxado para decadência. Em alguns momentos você se sente dentro de uma metrópole futurista reluzente, em outros está atravessando corredores destruídos e fábricas abandonadas que parecem prestes a colapsar.

O design dos inimigos também chama a atenção, principalmente os chefes, que além de enormes, são criativos e combinam muito bem com o tom do jogo. O problema é que, tecnicamente, o desempenho pode ser instável. Testando no PC, encontrei quedas de framerate em cenários mais pesados e pequenos bugs gráficos que quebraram um pouco a imersão. Nada que torne o jogo injogável, mas é algo que precisa de patch urgente.

A trilha sonora, por outro lado, merece elogios. Batidas eletrônicas aceleradas casam perfeitamente com o ritmo frenético dos combates, elevando a adrenalina a cada confronto.

CONCLUSÃO

Metal Eden é um jogo que sabe onde quer brilhar. Ele não tenta ser uma experiência narrativa profunda, mas entrega combates insanos com um sistema de mobilidade viciante. A história funciona como pano de fundo e o visual dá conta de criar uma atmosfera única, mas é no gameplay que o jogo encontra sua identidade.

Se você gosta de FPS rápidos, cheios de movimento e com mecânicas que te obrigam a se manter em constante ação, esse é um título que merece a sua atenção. Metal Eden não é perfeito, sofre com alguns tropeços técnicos e não vai agradar quem procura profundidade narrativa, mas compensa com momentos de pura diversão e flow de combate.

PATÔMETRO

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Licença enviada por:
Deep Silver
Agradecemos pela oportunidade.

Co-Founder / Press Manager / Imprensa / Jornalista Digital / Streamer / Criador de conteúdo / Reviews
Fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Tartarugas Ninjas, Robocop, Power Rangers e Caça Fantasmas. Gosto de Tokusatsus e animes dos anos 80, 90 e comecinho dos anos 2000. Jogo desde o Super Nintendo (Snes) e meus jogos favoritos são RPGs ou ARPGs, como Final Fantasy IX e Parasite Eve.

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