Olá amigos do quack!
Se você é fã de Parasite Eve, já deve ter feito a mesma pergunta que ronda a cabeça de qualquer jogador que sobreviveu aos anos 90:
Por que, em pleno 2025, não temos um novo jogo dessa franquia tão icônica?
Fãs de Parasite Eve, ano após ano.
A Square Enix, que adora trazer Final Fantasy de volta em todas as formas possíveis (remakes, remasters, versões mobile, até pãozinho com manteiga se deixar), parece ter esquecido que Aya Brea existe. É como se a heroína tivesse ficado presa em algum arquivo de RH da empresa, esperando ser chamada para um novo turno de serviço.
Vamos investigar o mistério com lupa de detetive, café com leite (sim, odeio café puro) e lógico, um chapeuzinho de Sherlock Holmes.
A GLÓRIA DOS ANOS 90… E O TROPEÇO DE 2010

Parasite Eve nasceu em 1998 como um RPG de terror cinematográfico, inspirado no livro de Hideaki Sena. O jogo foi um sopro de novidade: mistura de RPG com survival horror, gráficos impressionantes para a época e um toque de cinema que fazia você se sentir dentro de uma superprodução. Aya Brea, policial estilosa e com poderes mitocondriais, conquistou fãs no mundo todo.
- Estimasse que o primeiro jogo da franquia vendeu aproximadamente 2 milhões de cópias.

A sequência, Parasite Eve II, chegou em 1999 e manteve a chama acesa, ainda que com mais cara de Resident Evil do que de RPG. Mas funcionou. Tínhamos ação, suspense, monstros gosmentos e uma protagonista que segurava a trama com muito carisma.
- Estimasse que o segundo jogo da franquia vendeu aproximadamente 1 milhão e meio de cópias.

Depois veio o grande salto de fé… e o tropeço. Em 2010, a Square lançou The 3rd Birthday, um spin-off que mais parecia fanfic. Aya virou quase coadjuvante da própria história, a jogabilidade foi estranha e a narrativa parecia ter sido escrita numa reunião de brainstorming onde ninguém quis dizer que estava ruim, já que estavam todos os bêbados.
Resultado? Hibernação profunda.
- Estimasse que esse terceiro jogo da franquia vendeu aproximadamente 600 mil cópias.
FANTASMA DOS DIREITOS AUTORAIS?
Uma das teorias que circulam é que a Square Enix não tem mais domínio total sobre a marca Parasite Eve. O jogo nasceu como adaptação do romance japonês de Hideaki Sena, e isso já complica qualquer tentativa de ressuscitar a franquia. É como querer fazer um remake sem saber se você pode usar o nome ou os personagens sem que um advogado apareça do nada na sua porta com um papel para você assinar.
Em 2018, a Square registrou a marca “Parasite Eve” na Europa. O fandom pirou. Todo mundo achou que finalmente Aya Brea ia sair do freezer.
Spoiler: não saiu.
A marca foi registrada, mas nada aconteceu. Parece que a empresa gosta de brincar com a expectativa do público, como quem coloca a comida no micro-ondas e esquece de apertar o iniciar.
SERÁ QUE PODE DAR RUIM?
Outro fator é simples é medo. Hoje, o mercado de games vive de grandes apostas seguras. Fazer remake de Final Fantasy VII dá lucro garantido. Parasite Eve, por outro lado, é uma franquia de nicho. O nome tem peso, mas não é tão popular quanto outras propriedades da Square Enix.

Imagine a Square investindo milhões em gráficos de última geração, dublagem, marketing e, no fim, vendendo só para os fãs saudosistas que lembram de jogar o primeiro no PlayStation 1. Para a empresa, isso pode soar como arriscar o almoço inteiro em troca de uma sobremesa que talvez nem esteja no cardápio.
CRISE DE IDENTIDADE? AFINAL, QUAL O GÊNERO DE PARASITE EVE?
Parasite Eve também sofre com uma crise de identidade. Ele nunca foi totalmente RPG, nunca foi totalmente survival horror e nunca foi totalmente ação. Isso fazia parte do charme, mas também dificulta para a Square decidir como trazer a série de volta. Se fizer algo muito parecido com Resident Evil, vai parecer cópia. Se apostar mais no RPG, pode afastar quem quer ação. E se misturar demais, pode sair outro The 3rd Birthday, o que seria pior que não fazer nada.
RAMOS, QUAL A CONCLUSÃO DA INVESTIGAÇÃO?
A ausência de um novo Parasite Eve é resultado de um combo explosivo: burocracia de direitos autorais, medo financeiro e indecisão criativa. A Square até sabe que os fãs pedem, mas prefere jogar seguro com franquias que já provam lucro todo ano. Aya Brea, infelizmente, continua trancada em um cofre na sede da empresa, provavelmente ao lado de Chrono Trigger, esperando o dia em que alguém terá coragem de girar a chave.
Enquanto isso, os fãs seguem criando teorias, artes e até mods que mantêm o espírito vivo. A esperança é que, em um futuro próximo, alguém na Square tenha um estalo e perceba que o mundo moderno do terror precisa de Aya Brea. Afinal, se até Silent Hill está voltando do além com qualidade, por que não Parasite Eve?
No fundo, pode ser só questão de tempo. Ou pode ser que estejamos condenados a revisitar os clássicos do PlayStation enquanto imaginamos como seria ver a Times Square sendo destruída novamente, agora com gráficos 4K e ray tracing.
Até lá, só nos resta a certeza de que a franquia pode estar adormecida, mas não está esquecida. E quem sabe, no dia menos esperado, a Square Enix decida que é hora de ligar o micro-ondas e finalmente apertar o iniciar.
