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Crítica | Chefes de Estado – testosterona e galhofa

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Porradaria, galhofa e explosões no melhor estilo anos 90

Chefes de Estado, estrelado por John Cena e Idris Elba, não tem pretensão alguma de passar uma mensagem profunda ou revolucionar o gênero de ação. E tudo bem. O filme entrega exatamente o que promete: diversão descompromissada, ritmo acelerado e cenas de ação que desafiam qualquer lei da física.

Inspirado nos clássicos dos anos 90, o longa é uma verdadeira montanha-russa de perseguições, tiroteios, explosões e piadas — algumas boas, outras nem tanto — que servem como pano de fundo para a química inesperadamente eficiente entre os dois protagonistas.

Enredo: Quando o improvável vira regra

A trama parte de um cenário quase plausível: John Cena interpreta um ex-astro de filmes de ação que, contra todas as expectativas, foi eleito presidente dos Estados Unidos. Já Idris Elba é o primeiro-ministro do Reino Unido, em baixa na opinião pública. Os dois se encontram em uma pré-conferência da OTAN após uma missão fracassada na Espanha, que deixou vários agentes mortos e uma oficial desaparecida.

Durante uma entrevista coletiva, a tensão entre os dois líderes cresce — com provocações mútuas, piadinhas e um discurso inflamatório de Cena que promete vingança contra os responsáveis pelo ataque. Resultado? Os dois são colocados juntos a bordo do Air Force One rumo à conferência da OTAN… até que um caça os derruba.

Sim, você leu certo: os dois chefes de Estado pulam de paraquedas antes do avião explodir, caem em território hostil e são dados como mortos. Agora, precisam sobreviver, escapar de emboscadas e encontrar uma maneira de voltar à civilização sem chamar atenção — tudo isso enquanto trocam socos, tiros e piadas.

Ação acima de tudo

É nessa jornada improvável que o filme realmente brilha. Cena e Elba são perseguidos por vilões caricatos, enfrentam armadilhas explosivas e protagonizam cenas de luta coreografadas com exagero proposital. A direção de arte aposta em cores quentes, câmera dinâmica e muito, mas muito barulho.

A fotografia é competente, com alguns planos estilosos e cenas que agradam os fãs de ação. A trilha sonora cumpre seu papel, sem destaque, mas ajudando a dar ritmo às sequências mais intensas.

Atuação: carisma acima do roteiro

John Cena e Idris Elba sabem exatamente o tipo de filme que estão fazendo. E isso é um trunfo. A entrega é 100% voltada para o entretenimento. Nada aqui é para ser levado a sério — nem mesmo as atuações, que beiram o caricatural de forma proposital. Um 8/10 para os dois é mais do que justo, considerando que o foco aqui não é drama ou profundidade, mas sim pancadaria com carisma.

Conclusão

Chefes de Estado é um filme que não pede para ser analisado, mas para ser curtido. É um delírio de testosterona e explosões, sem regras de roteiro, sem lógica, mas com muito coração para quem sente saudade da era de ouro dos filmes de ação descerebrada.

Se você entrar com as expectativas certas — ou seja, nenhuma — vai se divertir muito.

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Fã de Star Wars, video game, roteirista, casado e pai. Que a força esteja com você!

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